Mill tem uma
perspetiva hedonista de felicidade. Segundo esta perspetiva, a felicidade
consiste no prazer e na ausência de dor. O prazer pode ser mais ou menos
intenso e mais ou menos duradouro. Mas a novidade de Mill está em dizer que há
prazeres superiores e inferiores, o que significa que há prazeres
intrinsecamente melhores do que outros. Mas o que quer isto dizer?
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
O Utilitarismo é um tipo de Consequencialismo
O utilitarismo é um
tipo de ética consequencialista. O seu princípio básico, conhecido como o Princípio
da Utilidade ou da Maior Felicidade, é o seguinte: a acção moralmente certa é
aquela que maximiza a felicidade para o maior número. E deve fazê-lo de uma
forma imparcial: a tua felicidade não conta mais do que a felicidade de
qualquer outra pessoa.
Utilitarismo
Matisse
O credo que aceita a
utilidade, ou o Princípio Moral da maior Felicidade, como fundamento da
moralidade, defende que as ações estão certas na medida em que tendem a
promover a felicidade, erradas na medida em que tendem a reproduzir o inverso
da felicidade. Por felicidade entende-se o prazer e a ausência de dor; por
infelicidade, a dor e a privação de prazer.
sábado, 15 de fevereiro de 2014
Mozart - Piano Concerto No. 20 in D minor, K. 466
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
domingo, 9 de fevereiro de 2014
Conceção mínima de moralidade
Georges de la Tour
A conceção mínima
pode agora ser apresentada de forma breve: a moralidade é, pelo menos, o
esforço para orientar a nossa conduta pela razão – isto é, para fazer aquilo a
favor do qual existem melhores razões – dando simultaneamente a mesma
importância aos interesses de cada indivíduo que será afetado por aquilo que
fazemos.
Duas vidas valem mais que uma?
Magritte
O leitor é um cirurgião - e um pouco filósofo. É o chefe de uma equipa de primeira linha de especialistas em transplante de órgãos, com um registo imaculado de resultados de sucesso. Na sua lista de espera encontram-se quatro jovens, todos desesperadamente doentes e a precisarem urgentemente de transplantes sem os quais morrerão em breve. Andrea precisa de um transplante de fígado, Barry de coração, Clarissa de pâncreas e Donald de pulmões. Não existem dadores disponíveis. O leitor está desesperado.
sábado, 8 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
Jovem português vence prémio 'Ensaio Filosófico 2013'
Clica na imagem
Lembram-se do José Rodrigues que esteve na nossa escola em 2013, na Semana Cultural, depois de ter sido premiado com a medalha de prata nas Olimpíadas de Filosofia?
Uma Boa Notícia!
Voltou a ser distinguido, desta vez com o prémio internacional do melhor ensaio filosófico de 2013 atribuído pelo Royal Institute of Philosophy.
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Por que razão havemos de ser morais?
George de la Tour
O anel de Giges
- Falar a favor da justiça, como sendo superior à injustiça, ainda não o ouvi a ninguém, como é meu desejo - pois desejava ouvir elogiá-Ia em si e por si. Contigo, sobretudo, espero aprender esse elogio. Por isso, vou fazer todos os esforços por exaltar a vida injusta; depois mostrar-te-ei de que maneira quero, por minha vez, ouvir-te censurar a injustiça, e louvar a justiça. Mas vê se te apraz a minha proposta.
- Mais do que tudo - respondi -. Pois de que outro assunto terá mais prazer em falar ou ouvir falar
mais vezes uma pessoa sensata?
- Falas à maravilha - disse ele -. Escuta então o que eu disse que iria tratar primeiro: qual a
essência e a origem da justiça.
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
Por que razão haveremos de ser morais?
Uma lenda antiga
conta-nos a história de Giges, um pastor pobre que encontrou um anel numa
fissura aberta por um terramoto. Giges descobriu que ficava invisível quando
girava o anel no seu dedo. Isto permitia-lhe fazer aquilo com que as outras
pessoas podem apenas sonhar: ele podia ir onde quisesse e fazer o que lhe
apetecesse sem medo de ser descoberto. Usou o poder do anel para enriquecer,
tirar o que queria e matar quem se metesse no seu caminho. Acabou por invadir o
palácio real, onde seduziu a rainha, assassinou o rei e se apoderou o trono.
Tornou-se rei de todo o território.
Bem e mal
O que faz com que
uma ação seja boa ou má? Que queremos dizer quando afirmamos que alguém devia
ou não fazer qualquer coisa? Como devemos viver? Como devemos tratar as outras
pessoas? Estas são questões fundamentais que os filósofos têm discutido durante
milhares de anos. Se não pudermos dizer por que razão coisas como a tortura, o
assassínio, a crueldade, a escravatura, a violação e o roubo são eticamente
erradas, que justificação podemos ter para as impedir?
domingo, 2 de fevereiro de 2014
A existência de Deus
O papel de Deus no sistema cartesiano - aqui
Depois, tendo refletido
que duvidava, e, por consequência, o meu ser não era inteiramente perfeito,
pois claramente via que o conhecer é uma maior perfeição que o duvidar,
lembrei-me de procurar donde me teria vindo o pensamento de alguma cousa de
mais perfeito do que eu era; e conheci com evidência que deveria ter vindo de
alguma natureza que fosse efetivamente mais perfeita.
Penso, logo existo
Assim, porque os
nossos sentidos nos enganam algumas vezes, eu quis supor que nada há que seja
tal como eles o fazem imaginar. E, porque há homens que se enganam ao
raciocinar, até nos mais simples temas de geometria, e neles cometem paralogismos,
rejeitei como falsas, visto estar sujeito a enganar-me como qualquer outro,
todas as razões de que até então me servira nas demonstrações.
Razões para duvidar
A dúvida metódica e o acesso à verdade - aqui
PRIMEIRA MEDITAÇÃO
Das coisas que se podem pôr em dúvida
Notei, há alguns
anos já, que, tendo recebido desde a mais tenra idade tantas coisas falsas por
verdadeiras, e sendo tão duvidoso tudo o que depois sobre elas fundei, tinha de
deitar abaixo tudo, inteiramente, por uma vez na minha vida, e começar, de novo,
desde os primeiros fundamentos, se quisesse estabelecer algo de seguro e
duradouro nas ciências. (…) Então, hoje, eu que oportunamente libertei o espírito de todos os cuidados e me procurei um ócio seguro num retiro solitário, vou dedicar-me, por fim, com
seriedade e livremente, a destruir em geral as minhas opiniões.
Cérebro numa cuba?
Clica na imagem
A MATRIX ENQUANTO HIPÓTESE METAFÍSICA
A visão mais extrema
deste ceticismo acerca do mundo exterior e da minha relação com ele é imaginar
que não tenho corpo. Tudo o que sou é um cérebro a flutuar numa cuba de
produtos químicos. Um cientista perverso ligou de tal forma fios ao meu cérebro.
Um cientista perverso ligou de tal forma fios ao meu cérebro que tenho a ilusão
da experiência sensorial.
sábado, 1 de fevereiro de 2014
Glenn Gould - J.S.Bach's Concerto No.5 in F-minor for Harpsichord and Strings
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
O que podemos aprender com o relativismo cultural?
Gaugin
Penso, na verdade,
que há alguma coisa correta no relativismo cultural e quero agora passar a
dizer o que é. Há duas lições que podemos aprender com a teoria, ainda que
acabemos por rejeitá-la.
Primeiro, o
relativismo cultural alerta-nos, de maneira correta, para os perigos de
pressupor que todas as nossas preferências estão fundadas numa espécie de
padrão racional absoluto. Não estão. Muitas das nossas práticas (mas não todas)
são particularidades exclusivas da nossa sociedade. (…) O relativismo cultural
começa com a preciosa observação de que muitas das nossas práticas são apenas
isto; produtos culturais.
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Será a ética uma questão de convenções sociais?
Cena do Filme, O apedrejamento de Soraya M
A ideia de que a
ética é apenas uma questão de convenções sociais atraiu sempre as pessoas
educadas. Culturas diferentes têm códigos morais diferentes, diz-se, e pensar
que há um padrão universal que se aplica em todas as épocas e lugares não passa
de uma ingenuidade. É fácil encontrar exemplos. Nos países islâmicos, os homens
podem ter mais do que uma mulher. Na Europa medieval, pensava-se que emprestar
dinheiro a juros era pecado. Os povos nativos do Norte da Gronelândia por vezes
abandonavam as pessoas velhas, deixando-as morrer ao frio. Ao pensar em
exemplos como estes, os antropólogos concordam há muito com a afirmação de
Heródoto:« O costume é o rei de todos nós.»
domingo, 26 de janeiro de 2014
O argumento cético da ilusão
O argumento da ilusão é um argumento cético que questiona a fiabilidade dos sentidos, ameaçando assim enfraquecer o realismo do senso comum. Habitualmente, nós confiamos nos nossos sentidos, mas, por vezes, eles enganam-nos. Por exemplo, quase toda a gente já teve a experiência embaraçosa de parecer reconhecer um amigo à distância, para descobrir depois que estamos a acenar a um desconhecido.
O mundo exterior
O nosso conhecimento
básico do mundo exterior chega-nos através dos cinco sentidos. Para quase toda
a gente, a visão desempenha o papel principal. Sei como é o mundo exterior
porque posso vê-lo. Se duvido da existência real do que vejo, posso, em geral,
estender o braço e tocar-lhe para ter a certeza. Sei que tenho uma mosca na
sopa porque posso vê-la e, se chegar a tanto, posso tocar-lhe e até prová-la.
Mas qual é exactamente a relação entre o que penso ver e o que está de
facto à minha frente?
sábado, 25 de janeiro de 2014
Conhecimento, razão e experiência
Menez
Retire um livro
retangular da sua estante e olhe para a capa. Qual é a cor predominante, e
quantos lados tem? Ao responder a estas questões, o leitor fica a saber duas
coisas acerca deste livro, e esses dois factos mostram uma importante distinção
entre duas maneiras que temos de adquirir conhecimento.
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
Emotivismo
Outra teoria metaética importante é
conhecida como emotivismo ou não cognitivismo. Os emotivistas,
(…) defendem que nenhuma afirmação tem literalmente sentido. Não exprimem
quaisquer factos; o que exprimem é a emoção do locutor. Os juízos morais não
têm nenhum significado literal; são apenas expressões de emoção, como
resmungos, bocejos ou gargalhadas.
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
O objetivismo dos valores
É verdade, julgo eu,
que não existe qualquer realidade moral comparável à do mundo físico. Contudo,
não se segue daqui que não possam existir verdades objectivas na ética. A ética
pode ter uma base objetiva de outra forma.
Uma investigação
pode ser objetiva de duas formas:
sábado, 18 de janeiro de 2014
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
Relativismo Cultural - consequências
(…) William Graham Sumner resume a essência
do relativismo cultural. Sumner afirma que não há uma medida do certo e do
errado, além dos padrões de uma dada sociedade: “A noção de certo está nos
hábitos da população. Não reside além deles, não provém de origem independente,
para os por à prova. O que estiver nos hábitos populares, seja o que for, está
certo". Suponha-se que tomávamos isto a sério. Quais seriam algumas das
consequências?
Relativismo moral
É uma verdade incontroversa que pessoas de
sociedades diferentes têm costumes diferentes e diferentes ideias acerca do bem
e do mal morais. Não há consenso mundial sobre a questão de saber que as acções
são moralmente boas e moralmente más, apesar de existir uma convergência
considerável sobre estas matérias.
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Subjetivismo axiológico
Ana Subjetivista
Chamo-me Ana
Subjetivista; mas, dado a minha colega também se chamar "Ana",
habitualmente tratam-me por "Sub". Adotei o subjetivismo ao
compreender que a moral é profundamente emocional e pessoal.
O ano passado
frequentei com alguns amigos um curso de antropologia. Acabámos por aceitar o
relativismo cultural – a perspetiva de que o bem e o mal são relativos a cada
cultura, que "bem" significa "socialmente aprovado". Mais
tarde, descobri que o relativismo cultural enfrenta um problema, nomeadamente o
de nos negar a liberdade para formarmos os nossos próprios juízos morais.
Sucede que a liberdade moral é algo a que atribuo muita importância.
Valores objetivos
A perspetiva
objetivista (também designada realismo moral) defende que certas coisas são
objetivamente um bem ou objetivamente um mal, independentemente do que
possamos sentir ou pensar. Martin Luther King, por exemplo, defendia que o
racismo está objetivamente errado. Que o racismo esteja errado era para ele um
facto. Qualquer pessoa e cultura que aprovasse o racismo estariam erradas. Ao
dizer isto, King não estava a absolutizar as normas da nossa sociedade;
discordava, pelo contrário, das normas amplamente aceites. Fazia apelo a uma
verdade mais elevada acerca do bem e do mal, uma verdade que não estava
dependente do modo de pensar ou sentir das pessoas neste ou naquele momento.
Fazia apelo a valores objetivos.
Objeções ao relativismo cultural
Ana deu-nos uma
formulação clara de um ponto de vista acerca da moral que muitas pessoas
consideram atrativa. Refletiu bastante acerca da moral e isto permite-nos
aprender com ela. Contudo, estou convencido de que a sua perspetiva básica
neste domínio está errada. Suponho que Ana acabará por concordar à medida que
as suas ideias ficarem mais claras.
Deixem-me indicar o
principal problema. RC força-nos a conformar-nos com as normas sociais — ou
contradizemo-nos. Se "bem" e "socialmente aprovado"
significam a mesma coisa, seja o que for ao qual o primeiro termo se aplique
também o segundo lhe é aplicável.
Relativismo Cultural
Ana Relativista
O meu nome é Ana
Relativista. Aderi ao relativismo cultural ao compreender a profunda base
cultural que suporta a moralidade.
Fui educada para
acreditar que a moral se refere a factos objetivos. Tal como a neve é branca,
também o infanticídio é um mal. Mas as atitudes variam em função do espaço e do
tempo. As normas que aprendi são as normas da minha própria sociedade; outras
sociedades possuem diferentes normas. A moral é uma construção social. Tal como
as sociedades criam diversos estilos culinários e de vestuário, também criam
códigos morais distintos. Aprendi-o ao estudar antropologia e vivi-o no México
quando estive lá a estudar.
O problema da subjetividade, relatividade ou objetividade dos valores
domingo, 12 de janeiro de 2014
Platão - A definição Tripartida de Conhecimento
Sócrates:
Diz-me, então, qual a melhor definição que poderíamos dar de conhecimento, para
não nos contradizermos?
(…)
Teeteto: A de que a crença verdadeira é conhecimento? Certamente que a crença
verdadeira é infalível e tudo o que dela resulta é belo e bom.
sábado, 11 de janeiro de 2014
O que torna uma crença verdadeira ou falsa?
(…) a verdade ou
falsidade de uma crença depende sempre de algo que está fora da própria crença.
Se eu acredito que Carlos I morreu no cadafalso, acredito em verdade, não por
causa de qualquer qualidade intrínseca da minha crença, que possa ser
descoberta examinando apenas a crença, mas por causa de um acontecimento
histórico que se deu há dois séculos e meio.
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
O que é o conhecimento?
O conhecimento é um
estado muitíssimo valorizado no qual uma pessoa está em contacto cognitivo com
a realidade. Trata-se, portanto, de uma relação. De um lado da relação
encontra-se um sujeito consciente, e do outro lado encontra-se uma porção da
realidade com a qual o conhecedor está direta ou indirectamente relacionado.
Enquanto a relação direta é uma questão de grau, é conveniente pensar no
conhecimento de coisas como uma forma direta de conhecimento relativamente ao
qual o conhecimento acerca de coisas é indireto.
Contra-exemplos para a teoria CVJ
Três Contra-Exemplos
à Teoria CVJ
Em 1963, o filósofo
Edmund Gettier publicou dois contra-exemplos para a teoria CVJ. O que é um contra-exemplo?
É um exemplo que contradiz o que diz uma teoria geral. Um contra-exemplo contra
uma generalização mostra que a generalização é falsa. A teoria CVJ diz que
todos os casos de crença verdadeira justificada são casos de conhecimento.
Gettier pensa que estes dois exemplos mostram que um indivíduo pode ter uma
crença verdadeira justificada mas não ter conhecimento. Se Gettier tiver razão,
então as três condições indicadas pela teoria CVJ não são suficientes.
Etiquetas:
11º ano,
Descrição e Interpretação da Atividade Cognitiva,
Elementos constitutivos do conhecimento,
Estrutura do ato de conhecer,
Gettier
Crença Verdadeira Justificada
Dois Requisitos
para o Conhecimento: Crença e Verdade
Devemos fazer notar
duas ideias que fazem parte do conceito de conhecimento. Primeiro, se S sabe
que p (que uma proposição é verdadeira), então tem de
acreditar que p. Segundo, se S sabe que p,
então p tem de ser verdadeira. O conhecimento requer tanto a
crença quanto a verdade. Comecemos pela segunda ideia. As pessoas às vezes
dizem que sabem coisas que mais tarde se revelam falsas. Mas isto não é saber
coisas que são falsas, é pensar que se sabem coisas que, de
facto, são falsas.
O que é o conhecimento - Tipos de Conhecimento
No quotidiano
falamos de conhecimento, de crenças que estão fortemente apoiadas por dados, e
dizemos que elas têm justificação ou que estão bem fundamentadas. A
epistemologia é a parte da filosofia que tenta entender estes conceitos. Os
epistemólogos tentam avaliar a ideia, própria do senso comum, de que possuímos
realmente conhecimento. Alguns filósofos tentaram apoiar com argumentos esta
ideia do senso comum. Outros fizeram o contrário. Os filósofos que defendem que
não temos conhecimento, ou que as nossas crenças não têm justificação racional,
estão a defender uma versão de cepticismo filosófico.
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
Juízos de facto e juízos de valor
Menez
Juízos de Facto e Juízos de Valor
É uma pintura de
Menez (1926-1995)
É uma pintura muito
bela!
Eu considero esta pintura muito bela.
Devemos saber apreciar obras de arte.
Eu gosto desta pintora.
Valoração
Magritte
Avaliar
é exatamente estabelecer diferenças entre umas coisas e outras, preferir isto
àquilo e escolher o que tem de ser conservado porque tem mais interesse que o
resto. O trabalho de avaliar é tarefa humana por excelência e a base de
qualquer cultura humana. Na natureza reina a indiferença, na cultura, a
diferenciação e os valores. Sendo assim, devemos perguntar-nos que critérios de
avaliação podemos ter para fundamentar as nossas supostas obrigações
relativamente aos elementos naturais, deixando claro à partida que sejam quais
forem esses critérios, serão culturais e nunca propriamente naturais.
Ciclo Ingmar Bergman
CICLO INGMAR BERGMAN
No Espaço Nimas
Ingmar Bergman
(1918-2007), dramaturgo e cineasta sueco, aborda nos seus filmes questões existenciais
como a mortalidade, a ausência de Deus, a solidão…
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
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