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quinta-feira, 2 de abril de 2015

Ciência e senso comum - continuidade ou rutura?



DO SENSO COMUM À CIÊNCIA - AQUI
CIÊNCIA E SENSO COMUM - AQUI

[...] Pareceu-nos sempre cada vez mais claro, no decorrer dos nossos estudos, que o espírito científico contemporâneo não podia ser colocado em continuidade com o simples bom senso, que este novo espírito científico representava um jogo mais arriscado, que ele formulava teses que, inicialmente, podem chocar o senso comum.

domingo, 21 de abril de 2013

Do senso comum à ciência




Uma característica notável de muita da informação que adquirimos através da experiência comum é que, embora ela possa ser suficientemente precisa dentro de certos limites, raramente é acompanhada por qualquer explicação que nos diga por que se deram certos factos alegados. Deste modo, as sociedades que descobriram os usos da roda habitualmente nada sabiam sobre forças de fricção, nem sobre as razões que fazem que os bens colocados em veículos com rodas possam ser transportados com mais facilidade do que os bens arrastados pelo chão. Muitas pessoas aprenderam que era aconselhável estrumar os seus campos agrícolas, mas poucas se preocuparam com as razões para agir assim. As propriedades medicinais das plantas como a dedaleira foram reconhecidas há séculos, embora habitualmente não se tenha oferecido qualquer explicação das suas propriedades benéficas. Além disso, quando o “senso comum” tenta dar explicações para os seus factos – como quando se explica o valor da dedaleira como estimulante cardíaco através da semelhança entre a forma da flor e o coração humano – muitas vezes não há testes da relevância das explicações para os factos.
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