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segunda-feira, 20 de janeiro de 2020
sábado, 21 de abril de 2018
domingo, 3 de abril de 2016
Objeções à perspetiva indutivista
Magritte
O tipo de enunciado observacional
efetivamente feito em ciência, como por exemplo, “a estrutura molecular da
substância foi afetada pelo calor”, pressupõe teorias bastante elaboradas.
A conceção indutivista do método científico
Magritte
Segundo
a perspetiva indutivista do método científico, a ciência começa com a
observação e as inferências indutivas permitem progredir dos
enunciados singulares aos enunciados gerais, leis e teorias
científicas.
domingo, 12 de abril de 2015
O critério da demarcação
Magritte
As teorias científicas estão formuladas em termos precisos, e por isso conduzem a previsões definidas. As leis de Newton, por exemplo, dizem-nos exactamente onde certos planetas aparecerão em certos momentos. Popper chama a isto o "problema da demarcação" — qual é a diferença entre a ciência e outras formas de crença? A sua resposta é que a ciência, ao contrário da superstição, pelo menos é falsificável, mesmo que não possa ser provada. E isto significa que, se tais previsões fracassarem, poderemos ter a certeza de que a teoria que está por detrás delas é falsa.
quinta-feira, 2 de abril de 2015
O problema da indução
De acordo com uma tese amplamente
aceite – e que aqui oporemos -, as ciências empíricas podem caracterizar-se
pelo facto de empregarem os chamados métodos indutivos. Segundo esta
perspetiva, a lógica da investigação científica seria idêntica à lógica indutiva,
ou seja, à análise lógica de tais métodos indutivos.
domingo, 4 de maio de 2014
Ciência e verdade
A esta altura, percebe-se claramente a diferença entre verdade e corroboração. Apreciar um enunciado dando-o como corroborado, é também uma apreciação lógica e, portanto, intemporal; assevera que certa relação lógica está em vigor entre um sistema teorético e um sistema qualquer de enunciados básicos aceites.
segunda-feira, 28 de abril de 2014
O falsificacionismo
Outra saída para o
problema da indução, pelo menos tal como ele afeta o tema do método científico,
é negar que a indução seja a base do método científico. O falsificacionismo, a
filosofia da ciência desenvolvida por Karl Popper (1902-1994), entre outros,
faz isso mesmo.
segunda-feira, 21 de abril de 2014
O problema da Indução
O sol tem nascido todos os dias,
o sol nascerá amanhã
Para saberes mais clica aqui
Alguém
pode dizer: "De facto, não podemos deduzir validamente proposições sobre o
futuro de proposições sobre o passado; isso seria uma dedução e nós não a temos
neste caso. Mas os indícios aqui são indutivos: a indução dá-nos
probabilidades, não certezas, mas diz-nos que se as pedras sempre caíram há a
probalidade, não a certeza, de que cairão amanhã." Mas isto, claro, é o
que Hume põe em questão: a aceitabilidade dos argumentos indutivos. Dizer que
há evidência indutiva de que a indução continuará a ser fiável é assumir o que
está em questão:
O problema da demarcação
Magritte
As teorias científicas estão formuladas em termos precisos, e por isso conduzem a previsões definidas. As leis de Newton, por exemplo, dizem-nos exactamente onde certos planetas aparecerão em certos momentos. Popper chama a isto o "problema da demarcação" — qual é a diferença entre a ciência e outras formas de crença? A sua resposta é que a ciência, ao contrário da superstição, pelo menos é falsificável, mesmo que não possa ser provada. E isto significa que, se tais previsões fracassarem, poderemos ter a certeza de que a teoria que está por detrás delas é falsa.
sábado, 21 de abril de 2012
Como procede o cientista para conhecer a realidade?
“O salmão prateado nasce nas correntes frias do noroeste do Oceano Pacífico. O pequeno peixe nada até ao Pacífico Sul, onde poderá passar até cinco anos para atingir a maturidade física e sexual. Em seguida, em resposta a algum estímulo desconhecido, volta às correntes frias para desovar. Acompanhando o roteiro do peixe, descobre-se um facto curioso. Ele volta, quase sempre, precisamente ao seu local de origem. Eis aqui um facto-problema que pede explicação. Como é possível que o peixe identifique exactamente o lugar onde nasceu, depois de tantos anos e de percorrer tão longa distância?
Uma das hipóteses sugeridas para explicar o retorno foi a de que o salmão descobre o caminho de hipotético dedutivo volta reconhecendo objectos que identificou durante a primeira viagem. Se esta hipótese estivesse correcta, então, vendando os olhos do salmão, ele não conseguiria voltar. Daí temos:
H1: o salmão utiliza apenas os estímulos visuais para encontrar o seu caminho de volta.
Consequência preditiva: o salmão x, com os olhos vendados, não será capaz de voltar.
Suponha-se que o salmão x, com os olhos vendados, encontre o seu caminho de volta. O resultado dessa experiência falseia a hipótese. Por outro lado, suponha-se que o peixe com os olhos vendados não encontre o caminho de volta. Este resultado seria capaz de verificar, assegurar a verdade da hipótese do estímulo visual? Não. Apenas podemos afirmar que o resultado experimental apoiou a hipótese.(...)
As experiências realizadas para testar a predição da hipótese acima revelaram que todos os salmões com os olhos vendados conseguiram voltar ao seu lugar de origem, o que desconfirma a hipótese.
Nova hipótese foi apresentada para explicar o fenómeno. Desta vez pelo Dr. Hasler da Universidade de Wisconsin, EUA, que formulou a hipótese de que o salmão conseguiu voltar ao seu lugar de origem identificando o caminho pelo olfacto. Se a hipótese fosse verdadeira, bloqueado o olfacto do salmão, ele seria incapaz de identificar o caminho de volta. Daí segue-se:
H2: o salmão identifica o caminho pelo olfacto.
Predição: bloqueado o olfacto, o peixe não será capaz de identificar o caminho.
Para efectuar o teste da hipótese, o Dr. Hasler realizou experiências com salmões que haviam tido o olfacto bloqueado. Os peixes não conseguiram voltar. Esse resultado confirmou a hipótese.”
Leónidas, H. Iniciação à lógica e à metodologia das ciências
1- Qual o método usado pelo investigador?
2- Qual o problema com que o investigador se confrontou?
3- Formule a hipótese que o investigador sugeriu.
4- Que consequências preditivas se inferiram da hipótese?
5- Como submeter as consequências a verificação/experimentação, a fim de confirmar ou refutar a hipótese?
5- Quais os momentos fundamentais deste método?
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