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quarta-feira, 25 de abril de 2018

A evolução da ciência segundo Kuhn



A INCOMENSURABILIDADE DOS PARADIGMAS - AQUI

O ENQUADRAMENTO MENTAL DO CIENTISTA - AQUI

A ciência normal, a atividade em que, inevitavelmente, a maioria dos cientistas consome quase todo o seu tempo, constitui-se na suposição de que a comunidade científica sabe como é o mundo. Grande parte do êxito da pesquisa deve-se ao facto da comunidade se encontrar disposta a defender essa suposição, mesmo que seja necessário pagar um preço elevado. A ciência normal, por exemplo, suprime frequentemente inovações fundamentais, devido a permanecerem demasiado subversivas relativamente às suas crenças habituais.

A perspetiva de Popper sobre o desenvolvimento da ciência


http://s2.glbimg.com/qbNDKLk70awyKPo-TtKsyE5hXSk=/620x465/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2016/03/16/incendionasa.jpg

A EVOLUÇÃO DA CIÊNCIA SEGUNDO POPPER - AQUI
A PERSPETIVA DE POPPER SOBRE O DESENVOLVIMENTO DA CIÊNCIA - AQUI


O cientista individual pode desejar estabelecer a sua teoria em vez de refutá-la. Mas, do ponto de vista do progresso da ciência, esse desejo pode induzi-lo seriamente em erro. Mais ainda, se não examinar a sua teoria preferida de modo crítico, outros o farão por ele. 

segunda-feira, 18 de abril de 2016

O desenvolvimento da ciência - Popper e Kuhn





A evolução da ciência segundo Kuhn



A INCOMENSURABILIDADE DOS PARADIGMAS - AQUI

O ENQUADRAMENTO MENTAL DO CIENTISTA - AQUI

A ciência normal, a atividade em que, inevitavelmente, a maioria dos cientistas consome quase todo o seu tempo, constitui-se na suposição de que a comunidade científica sabe como é o mundo. Grande parte do êxito da pesquisa deve-se ao facto da comunidade se encontrar disposta a defender essa suposição, mesmo que seja necessário pagar um preço elevado. A ciência normal, por exemplo, suprime frequentemente inovações fundamentais, devido a permanecerem demasiado subversivas relativamente às suas crenças habituais.

domingo, 17 de abril de 2016

A perspetiva de Popper sobre o desenvolvimento da ciência


http://s2.glbimg.com/qbNDKLk70awyKPo-TtKsyE5hXSk=/620x465/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2016/03/16/incendionasa.jpg

A EVOLUÇÃO DA CIÊNCIA SEGUNDO POPPER - AQUI
A PERSPETIVA DE POPPER SOBRE O DESENVOLVIMENTO DA CIÊNCIA - AQUI


O cientista individual pode desejar estabelecer a sua teoria em vez de refutá-la. Mas, do ponto de vista do progresso da ciência, esse desejo pode induzi-lo seriamente em erro. Mais ainda, se não examinar a sua teoria preferida de modo crítico, outros o farão por ele. 

domingo, 26 de abril de 2015

O desenvolvimento da ciência - Popper e Kuhn





A mistura de fatores objetivos e subjetivos na escolha das teorias




 (…) Mas devemos ir além da lista de critérios partilhados para as características dos indivíduos que fizeram a escolha. Quer dizer, há que lidar com características que variam de um cientista para outro sem com isso arriscar minimamente a sua aderência aos cânones que tornam científica a ciência. Embora tais cânones existam e devam ser descobertos (sem dúvida, os critérios de escolha com que comecei estão entre eles), não são por si suficientes para determinar as decisões dos cientistas individuais. Para esse propósito, os cânones partilhados devem estudar-se de maneiras que diferem de um indivíduo para outro.

A incomensurabilidade dos paradigmas



À semelhança da escolha entre instituições políticas rivais, a que se verifica entre paradigmas rivais revela ser uma escolha entre modos de vida comunitária incompatíveis. Devido a este caráter, a escolha não é, nem pode ser, determinada meramente pelos procedimentos de avaliação característicos da ciência normal, pois estes dependem, em parte, de um paradigma específico, e esse paradigma está em causa.

A evolução da ciência segundo Kuhn




A ciência normal, a atividade em que, inevitavelmente, a maioria dos cientistas consome quase todo o seu tempo, constitui-se na suposição de que a comunidade científica sabe como é o mundo. Grande parte do êxito da pesquisa deve-se ao facto da comunidade se encontrar disposta a defender essa suposição, mesmo que seja necessário pagar um preço elevado. A ciência normal, por exemplo, suprime frequentemente inovações fundamentais, devido a permanecerem demasiado subversivas relativamente às suas crenças habituais.

domingo, 4 de maio de 2014

A evolução da ciência segundo Kuhn




A ciência normal, a atividade em que, inevitavelmente, a maioria dos cientistas consome quase todo o seu tempo, constitui-se na suposição de que a comunidade científica sabe como é o mundo. Grande parte do êxito da pesquisa deve-se ao facto da comunidade se encontrar disposta a defender essa suposição, mesmo que seja necessário pagar um preço elevado. A ciência normal, por exemplo, suprime frequentemente inovações fundamentais, devido a permanecerem demasiado subversivas relativamente às suas crenças habituais.

A evolução da ciência segundo Popper



Podemos dizer que o crescimento do nosso conhecimento é o resultado de um processo muito parecido com aquilo a que Darwin chamou «selecção natural», ou seja, da seleção natural de hipóteses: o nosso conhecimento consiste, em cada momento, naquelas hipóteses que mostraram a sua aptidão (comparativa) ao sobreviver até agora na sua luta pela existência, uma luta competitiva que elimina as hipóteses inaptas.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

A mistura de fatores objetivos e subjetivos na escolha das teorias




 (…) Mas devemos ir além da lista de critérios partilhados para as características dos indivíduos que fizeram a escolha. Quer dizer, há que lidar com características que variam de um cientista para outro sem com isso arriscar minimamente a sua aderência aos cânones que tornam científica a ciência. Embora tais cânones existam e devam ser descobertos (sem dúvida, os critérios de escolha com que comecei estão entre eles), não são por si suficientes para determinar as decisões dos cientistas individuais. Para esse propósito, os cânones partilhados devem estudar-se de maneiras que diferem de um indivíduo para outro.

Características de uma boa teoria científica



Começarei por perguntar: quais são as características de uma boa teoria científica? Entre muitas das respostas usuais, seleccionei cinco, não porque sejam exaustivas, mas porque são individualmente importantes e em conjunto suficientemente variadas para indicar o que está em jogo. Em primeiro lugar, uma teoria deve ser exacta: quer dizer, no seu domínio, as consequências deduzíveis de uma teoria devem estar em concordância demonstrada com os resultados das experimentações e observações existentes. Em segundo lugar, uma teoria deve ser consistente, não só internamente ou com ela própria, mas também com outras teorias correntemente aceites e aplicáveis a aspectos relacionados da natureza. Terceiro, deve ter um longo alcance: em particular, as consequências de uma teoria devem estender-se muito para além das observações, leis ou subteorias particulares, para as quais ela estava projectada em princípio. Quarto, e relacionado de perto com o anterior, deve ser simples, ordenando fenómenos que, sem ela, seriam individualmente isolados e, em conjunto, seriam confusos. Quinto - uma rubrica um tanto ou quanto menos padronizada, mas de especial importância para decisões científicas reais -, uma teoria deve ser fecunda quanto a novas descobertas de investigação: deve desvendar novos fenómenos ou relações anteriormente não verificadas entre fenómenos já conhecidos.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

A incomensurabilidade dos paradigmas



À semelhança da escolha entre instituições políticas rivais, a que se verifica entre paradigmas rivais revela ser uma escolha entre modos de vida comunitária incompatíveis. Devido a este caráter, a escolha não é, nem pode ser, determinada meramente pelos procedimentos de avaliação característicos da ciência normal, pois estes dependem, em parte, de um paradigma específico, e esse paradigma está em causa. Quando os paradigmas são incluídos, como devem, num debate de escolha entre paradigmas, o seu papel é necessariamente circular. Cada grupo utiliza o seu próprio paradigma para argumentar em defesa do próprio.
                                                                Kuhn, A Estrutura das Revoluções Científicas


domingo, 12 de maio de 2013

O desenvolvimento descontinuísta da ciência




A ciência normal, a atividade em que, inevitavelmente, a maioria dos cientistas consome quase todo o seu tempo, constitui-se na suposição de que a comunidade científica sabe como é o mundo. Grande parte do êxito da pesquisa deve-se ao facto da comunidade se encontrar disposta a defender essa suposição, mesmo que seja necessário pagar um preço elevado. A ciência normal, por exemplo, suprime frequentemente inovações fundamentais, devido a permanecerem demasiado subversivas relativamente às suas crenças habituais.

Ciência e verdade






A esta altura, percebe-se claramente a diferença entre verdade e corroboração. Apreciar um enunciado dando-o como corroborado, é também uma apreciação lógica e, portanto, intemporal; assevera que certa relação lógica está em vigor entre um sistema teorético e um sistema qualquer de enunciados básicos aceites. Entretanto, nunca podemos dizer que um enunciado, como tal, está por si mesmo “corroborado” (no sentido em que podemos dizer que é verdadeiro). Só podemos dizer que está corroborado com respeito a algum sistema de enunciados básicos – sistema aceite num determinado tempo. A corroboração que uma teoria recebeu ontem não é idêntica à corroboração que uma teoria recebeu hoje. (…)

sábado, 19 de maio de 2012

O enquadramento mental do cientista




“O nosso conhecimento e as nossas expectativas do que iremos provavelmente ver afetam o que vemos de facto. (…) O que normalmente vemos depende daquilo a que chamamos o “enquadramento mental”.    Nigel Warburton


Popper afirma o primado da teoria sobre a observação. A ciência é um processo no qual o cientista nunca começa do nada, parte sempre de informação, pressupostos e ideias. Toda a observação está impregnada de teoria no sentido em que esta condiciona e orienta o modo de ver, a seleção/valorização de uns aspetos em detrimento de outros. A observação supõe já uma interpretação, o que está de acordo com a perspectiva de que “o que vemos depende daquilo a que chamamos enquadramento mental”

Podemos considerar que o paradigma em vigor, que, segundo Khun, orienta a “ciência normal”, enquanto conjunto de conceitos fundamentais e procedimentos padronizados, aceites pela comunidade científica que orientam a prática científica numa determinada época, constitue um “enquadramento mental do cientista”.

Verdade Científica e Objetividade



A verdade científica não é a “verdade” ou descrição da realidade em si (tal como ela é). A verdade científica é uma construção racional rigorosa com base em métodos e instrumentos; é uma interpretação da realidade condicionada pela racionalidade humana, instrumentos e técnicas existentes num dado momento.
Uma das exigências dessa construção/conhecimento científico é a objectividade. A objectividade do conhecimento significa, à partida, a descrição da realidade independentemente das características do investigador. É claro, no entanto, que essa construção está sempre dependente dos instrumentos (criados pelo homem e que condicionam a captação da realidade) e da influência do investigador, por mais que se queira afastar.
A objectividade é inerente à verdade científica. Isto significa que num dado momento uma interpretação da realidade tem o consenso da comunidade dos cientistas (intersubjectividade) pelo facto de ser reconhecido o rigor metodológico que permite que qualquer investigador, repetindo as operações lógico-matemáticas experimentais, obtenha sempre os mesmos resultados.
                                                                                              
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