quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Argumentos de autoridade


Magritte
Precisamos muitas vezes de apoiar-nos noutras pessoas para descobrirmos e para que nos digam o que não podemos descobrir sozinhos. Não podemos, por exemplo, testar todos os novos produtos que surgem no mercado; não podemos saber em primeira mão como foi o julgamento de Sócrates; não podemos saber (muitos de nós, pelo menos) se os presos de outros países são torturados. Somos, por isso, forçados a argumentar da seguinte forma genérica:

X (uma pessoa qualquer ou uma organização que tem obrigação de saber) diz Y.
Logo, Y é verdade.

Os argumentos com esta forma são argumentos de autoridade. Por exemplo:

As organizações de defesa dos direitos humanos dizem que alguns presos são torturados no México.
Logo, alguns presos são torturados no México.


No entanto, por vezes é arriscado apoiarmo-nos em outrem. Nem todos os novos produtos que surgem no mercado são bem testados e as fontes históricas são por vezes tendenciosas, tal como as organizações de defesa dos direitos humanos. Mais uma vez, temos de ter em conta uma lista de requisitos que qualquer bom argumento de autoridade deve observar.

                                                                Anthony Weston, A Arte de Argumentar


TIPO DE ARGUMENTO
CRITÉRIOS/ REGRAS
ARGUMENTO DE AUTORIDADE

Usa-se como premissa a opinião de um especialista num assunto

Faz-se o apelo à autoridade cognitiva
A autoridade invocada é reconhecida como especialista no assunto
As fontes são citadas (especificado o livro onde a autoridade faz a afirmação)
Não existem outros especialistas no assunto que defendam outras ideias
As autoridades invocadas são imparciais (não tenham interesses pessoais)

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