domingo, 4 de maio de 2014

Ciência e verdade




A esta altura, percebe-se claramente a diferença entre verdade e corroboração. Apreciar um enunciado dando-o como corroborado, é também uma apreciação lógica e, portanto, intemporal; assevera que certa relação lógica está em vigor entre um sistema teorético e um sistema qualquer de enunciados básicos aceites.
Entretanto, nunca podemos dizer que um enunciado, como tal, está por si mesmo “corroborado” (no sentido em que podemos dizer que é verdadeiro). Só podemos dizer que está corroborado com respeito a algum sistema de enunciados básicos – sistema aceite num determinado tempo. A corroboração que uma teoria recebeu ontem não é idêntica à corroboração que uma teoria recebeu hoje. (…)
A corroboração não é, portanto, um “valor de verdade”; não pode ser colocada a par de conceitos “verdadeiro” e “falso” (que estão livres de indicadores temporais).
                                                            Popper, A Lógica da Pesquisa Científica


Hipótese
CONJETURA
a)      O que se deduziu da hipótese falsifica-a – não há acordo entre o que a conjectura prediz e o que é observado.

b)      A hipótese resistiu aos testes destinados a falsificá-la – a hipótese foi corroborada.
Mas uma hipótese corroborada não significa ser verdadeira.
A HIPÓTESE PERMANECE CONJETURA SEMPRE PASSÍVEL DE REFUTAÇÃO FUTURA
As teorias científicas são apenas “verosímeis”, aproximações progressivas à verdade.
Não podemos afirmar que uma teoria é verdadeira, só podemos afirmar que ainda não foi falsificada.
A CIÊNCIA PROGRIDE POR “CONJETURAS E REFUTAÇÕES”

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