quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Cérebro numa cuba?



A visão mais extrema deste ceticismo acerca do mundo exterior e da minha relação com ele é imaginar que não tenho corpo. Tudo o que sou é um cérebro a flutuar numa cuba de produtos químicos. Um cientista perverso ligou de tal forma fios ao meu cérebro. Um cientista perverso ligou de tal forma fios ao meu cérebro que tenho a ilusão da experiência sensorial.
O cientista criou uma espécie de máquina de experiências. Do meu ponto de vista, posso levantar-me e dirigir-me à loja para comprar o jornal. Contudo, quando faço isto, o que está realmente a acontecer é que o cientista está a estimular certos nervos de maneira a que eu tenha a ilusão de fazer isto. Toda a experiência que penso provir dos meus sentidos é na verdade o resultado de um cientista perverso para estimular o meu cérebro desencarnado.

(…)
A história do cientista perverso é um exemplo do que os filósofos chamam de experiência mental. Trata-se de uma situação imaginária descrita de forma a esclarecer certas características dos nossos conceitos e pressupostos diários. Numa experiência mental, tal como numa experiência científica, através da eliminação de detalhes que complicam as coisas e através do controlo do que acontece, o filósofo pode fazer descobertas acerca dos conceitos sob investigação.

                                           Nigel Warburton, Elementos Básicos de Filosofia





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