Crítica ao argumento ontológico


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Mesmo que admitamos que um ser sumamente perfeito tem a implicação da existência em virtude do seu próprio título, daí não se segue que a existência em questão seja algo efetivo no mundo real; segue-se apenas que o conceito de existência está ligado inseparavelmente ao conceito de um ser supremo.                                   The Philosophial Writings of Descartes


Crítica ao Argumento Ontológico

Para Caterus

a partir da definição do conceito de Ser Perfeito

não podemos concluir que esse ser existe na realidade

(1)    “Ser sumamente perfeito” significa “Ser que tem todas as perfeições”
(2)    A existência é uma perfeição

(3)    Logo existe um ser sumamente perfeito

Argumento inválido: ainda que a existência seja uma perfeição, da simples definição de ser perfeito não se segue que ele exista
(1)    “Ser sumamente perfeito” significa “Ser que tem todas as perfeições”
(2)    A existência é uma perfeição

(3)    Logo, “ser sumamente perfeito” significa “ser que existe (entre outras coisas)”

A conclusão é relativa ao significado do termo sumamente perfeito, não implica a sua existência

(adaptação cogito)

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