segunda-feira, 15 de setembro de 2014

As perguntas da filosofia



Magritte

Eis algumas perguntas que qualquer um de nós pode fazer sobre nós próprios. O que sou eu? O que é a consciência? Será que eu poderia sobreviver à morte do meu corpo? Será que posso ter a certeza de que as experiências e sensações das outras pessoas são como as minhas? Se eu não posso partilhar as experiências das outras pessoas, será que posso comunicar com elas? Será que agimos sempre em função do nosso interesse próprio? Será que sou apenas uma espécie de fantoche, programado para fazer as coisas que penso fazer em função do meu livre-arbítrio?


Eis algumas perguntas sobre o mundo. Por  que razão existe algo e não o nada? Qual a diferença entre o passado e o futuro? Porque razão a causalidade acontece sempre do passado para o futuro, ou será que faz sentido pensar que o passado pode ser influenciado pelo futuro? Por que razão é a natureza regular? Será que o mundo pressupõe um criador? E se pressupõe, será que podemos compreender por que razão ele o criou?


Por fim, eis algumas perguntas sobre nós e o mundo. Como poderemos ter a certeza de que o mundo é realmente como pensamos que é? O que é o conhecimento e que quantidade de conhecimento temos? O que faz de uma área de investigação uma ciência? (Será a psicanálise uma ciência? E a economia?) Como poderemos saber se as nossas opiniões são objetivas ou apenas subjetivas?
                                                                                 Simon Blackburn, Pense, Gradiva, pp. 12/ 13


1.    Identifique o tema do texto.

2.    Das perguntas referidas no texto, indique as que já tinhas feito a si próprio (a).

3.    Indique outras perguntas, para além das referidas no texto, que tenha colocado a si próprio (a).

4.    Apresente a resposta que lhe parece correta para duas perguntas referidas no texto que já tenha        feito a ti próprio (a),  apresentando as razões que o (a) fazem pensar assim.

5.     Das perguntas colocadas no primeiro parágrafo refira:

5.1.   as que ainda não tinha feito a si próprio (a)
5.2.   as que não têm para si um significado claro
                                                                                   

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