Em 1924, dois adolescentes de Chicago, Richard Loeb e Nathan Leopold, raptaram e assassinaram um rapaz chamado Bobby Franks apenas para provar que conseguiam fazê-lo. O crime impressionou o público. Apesar da brutalidade do seu acto, Leopold e Loeb não pareciam especialmente perversos. Provinham de famílias ricas e eram ambos estudantes excelentes. Aos dezoito anos, Leopold era o licenciado mais jovem na história da Universidade de Chicago, e, aos dezanove anos, Loeb era a pessoa mais nova que se tinha licenciado na Universidade de Michigan. Leopold estava prestes a entrar na Escola de Direito de Harvard. Como era possível que tivessem cometido um assassinato absurdo?
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segunda-feira, 10 de novembro de 2014
As pessoas serão responsáveis pelo que fazem?
Em 1924, dois adolescentes de Chicago, Richard Loeb e Nathan Leopold, raptaram e assassinaram um rapaz chamado Bobby Franks apenas para provar que conseguiam fazê-lo. O crime impressionou o público. Apesar da brutalidade do seu acto, Leopold e Loeb não pareciam especialmente perversos. Provinham de famílias ricas e eram ambos estudantes excelentes. Aos dezoito anos, Leopold era o licenciado mais jovem na história da Universidade de Chicago, e, aos dezanove anos, Loeb era a pessoa mais nova que se tinha licenciado na Universidade de Michigan. Leopold estava prestes a entrar na Escola de Direito de Harvard. Como era possível que tivessem cometido um assassinato absurdo?
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O problema do livre-arbítrio
O argumento determinista
Edward Hopper
(…) “Acredito no Livre Arbítrio. Não tenho outra escolha”.
Singer (Isaac Bashevis) sabia que este pequeno gracejo colocava uma questão filosófica séria. É difícil não pensar que temos livre arbítrio. Quando estamos a decidir o que fazer a escolha, a escolha parece inteiramente nossa. A sensação interior de liberdade é tão poderosa que podemos ser incapazes de abandonar a ideia de livre-arbítrio, por muito fortes que sejam as provas da sua inexistência.
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O problema do livre-arbítrio
O problema do livre arbítrio
Supõe que estás na bicha de uma cantina e que, quando chegas às sobremesas, hesitas entre um pêssego e uma grande fatia de bolo de chocolate com uma cremosa cobertura de natas. O bolo tem bom aspecto, mas sabes que engorda. Ainda assim, tiras o bolo e come-lo com prazer. No dia seguinte vês-te ao espelho, ou pesas-te, e pensas: «Quem me dera não ter comido o bolo de chocolate. Podia ter comido antes o pêssego.»
«Podia ter comido antes o pêssego.» Que quer isto dizer? E será verdade?
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quarta-feira, 5 de novembro de 2014
O dilema do prisioneiro
Van Gogh
No início da década de 1980, Robert
Axelrod, sociólogo americano, fez uma descoberta notável acerca da natureza da
cooperação. A verdadeira importância do resultado de Axelrod ainda não foi
devidamente valorizada fora de um grupo restrito de especialistas. Encerra a
potencialidade de alterar não apenas as nossas vidas pessoais, como também o
mundo da política internacional.
Egoísmo psicológico
Magritte
O egoísmo psicológico é uma
teoria da motivação que afirma que todos os nossos desejos últimos se referem a
nós mesmos. Sempre que queremos bem aos outros (ou mal), temos esses desejos
que se referem aos outros apenas instrumentalmente; preocupamo-nos com os
outros apenas porque pensamos que o seu bem-estar influenciará o nosso próprio
bem-estar. Como afirmei, o egoísmo é uma teoria descritiva, não é normativa.
Procura caracterizar o que de facto motiva os seres humanos, mas nada diz sobre
se essa motivação é certa ou errada.
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
Ação, intenção e deliberação
Balthus
Um erro comum que existe na
teoria da ação é supor que todas as ações intencionais são o resultado de
alguma espécie de deliberação, que são o produto de uma cadeia de raciocínio
prático. Mas, obviamente, muitas coisas que fazemos não são assim. Simplesmente
fazemos alguma coisa sem qualquer reflexão prévia.
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Acontecimentos e ações
Edward Hopper
Suponhamos que apanhei o comboio e paguei o meu respectivo bilhete. Durante o percurso vou distraído, pensando nas minhas coisas, sem me dar conta de que brinco com o pedacito do cartão, enrolo-o e desenrolo-o, até que finalmente o atiro descuidadamente pela janela aberta. Nessa altura aparece-me o cobrador e pede-me o bilhete: desespero e provavelmente a multa. Posso apenas murmurar para me desculpar: " Atirei-o da janela...sem me aperceber." O revisor, que é também um pouco filósofo, comenta: "Bom, se não se apercebeu do que estava do que estava a fazer, não pode dizer que o tenha atirado pela janela. É como ele tivesse caído".
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Prezi
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Será a ética uma questão de convenções sociais?
Cena do Filme, O apedrejamento de Soraya M
A ideia de que a
ética é apenas uma questão de convenções sociais atraiu sempre as pessoas
educadas. Culturas diferentes têm códigos morais diferentes, diz-se, e pensar
que há um padrão universal que se aplica em todas as épocas e lugares não passa
de uma ingenuidade. É fácil encontrar exemplos. Nos países islâmicos, os homens
podem ter mais do que uma mulher. Na Europa medieval, pensava-se que emprestar
dinheiro a juros era pecado. Os povos nativos do Norte da Gronelândia por vezes
abandonavam as pessoas velhas, deixando-as morrer ao frio. Ao pensar em
exemplos como estes, os antropólogos concordam há muito com a afirmação de
Heródoto:« O costume é o rei de todos nós.»
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O problema da subjetividade e objetividade dos valores
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
Debate - Somos Livres ou Determinados?
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domingo, 8 de dezembro de 2013
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
O libertismo de Sartre
É estranho que os filósofos tenham argumentado ao longo de
milénios sobre o determinismo e o livre-arbítrio, citando exemplos a favor de
uma tese ou de outra sem primeiro terem tentado explicitar a própria ideia de
acção (…). Devemos notar em primeiro lugar que uma ação é em princípio
intencional (…) Ora se assim é, devemos dizer que uma ação implica como sua
condição necessária o reconhecimento de algo que se deseja (desideratum), ou
seja, o reconhecimento de uma lacuna objetiva ou de uma negatividade, de algo
que falta ou que ainda não existe. A intenção do imperador Constantino de
construir uma cidade cristã que rivalizasse com Roma ocorreu-lhe ao reconhecer
uma lacuna objectiva (…) faltava uma cidade cristã.
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sábado, 30 de novembro de 2013
Fatalismo
Conheci um homem já idoso que tinha sido oficial na primeira
guerra mundial. Disse-me que um dos seus problemas fora o de conseguir que os
seus homens usassem capacete quando se encontravam em risco de receber fogo
inimigo. O argumento dos soldados incluía a ideia de todas as balas terem «um
número». Se uma bala tivesse o número de um soldado, não valia a pena tomar
precauções, visto que iria matá-lo. Por outro lado, se nenhuma bala exibisse o
seu número, o soldado estaria a salvo por mais um dia, tornando-se
desnecessário usar um incómodo e desconfortável capacete.
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quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Libertismo
Edward Hopper
O Libertismo é a perspetiva de que pelo
menos algumas das nossas acções são livres porque, na verdade, não estão
causalmente determinadas. Segundo esta teoria, as escolhas humanas não estão
constrangidas da mesma forma que outros acontecimentos do mundo. Uma bola de
bilhar, quando é atingida por outra bola de bilhar, tem de se mover numa certa
direcção a uma certa velocidade. Não tem escolha. As leis causais determinam
rigorosamente o que irá acontecer. Contudo, uma decisão humana não é assim.
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Dilema do Determinisno
Dilema de Hume
Nome por vezes dado ao dilema segundo o qual ou as nossas
ações são determinadas, caso em que não somos responsáveis por elas, ou então
são o resultado de acontecimentos aleatórios, caso em que também não somos
responsáveis por elas.
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quarta-feira, 27 de novembro de 2013
O problema do compatibilismo
Matisse
Na opinião
da maior parte dos filósofos de hoje, o compatibilismo tem as melhores
hipóteses de salvar o livre-arbítrio e de proteger a noção de responsabilidade
moral do ataque do determinismo. Contudo, o compatibilismo tem um problema
grave. O compatibilismo afirma que somos livres se as ações decorrem do nosso
caráter e dos nossos desejos não manipulados. O problema é que, em última
análise, o nosso carácter e os nossos desejos são causados por forças que não
controlamos. Este facto é suficiente para colocar em dúvida a nossa
«liberdade».
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Compatibilismo
Edward Hopper
O Compatibilismo é a ideia de que um ato
pode ser simultaneamente livre e determinado. Isto pode parecer uma
contradição, mas, segundo esta teoria, isso não é verdade. Contrariamente ao
que possamos pensar, é possível aceitar que o comportamento humano está
causalmente determinado e pensar corretamente em nós próprios como agentes
livres.
Entre os filósofos, o Compatibilismo é de
longe a teoria do livre-arbítrio mais popular. De uma forma ou de outra foi a
teoria de Hobbes, Hume, Kant e Mill, e é defendida hoje pela maior parte dos
autores que escrevem sobre o assunto. Isto costuma surpreender as pessoas que
não estão familiarizadas com a literatura filosófica, dado que o livre-arbítrio
e o Determinismo parecem obviamente incompatíveis. De que modo são supostamente
consistentes entre si?
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sábado, 23 de novembro de 2013
O homem é liberdade
Edward Hopper
O homem não é mais
que o que se faz a si mesmo. Tal é o primeiro princípio do existencialismo. (…)
O homem é no início um projeto que tem consciência de si mesmo e não um creme,
um pedaço de lixo ou uma couve-flor; nada existe anteriormente a este projeto;
nada há no céu; o homem é o que tiver projetado ser. (…) Mas se verdadeiramente
a existência precede a essência, o homem é responsável por aquilo que é. Assim,
o primeiro passo para o existencialismo é dar a cada homem a consciência do que
é e atribuir-lhe a responsabilidade completa pela sua existência.
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domingo, 17 de novembro de 2013
Será o determinismo compatível com a responsabilidade moral?
Personagens: Lázaro:
defensor do livre arbítrio; Daniel: defensor do determinismo; Carolina:
defensora do compatibilismo.
LÁZARO: Aí vem a
Carolina. Talvez ela nos possa dizer o que pensa sobre o assunto.
DANIEL: Olá,
Carolina.
CAROLINA: Olá,
Daniel. Olá, Lázaro.
LÁZARO: Eu e o
Daniel estávamos a falar do julgamento por assassínio do Leopoldo e do Carlos.
CAROLINA: É esse o
julgamento no qual Clarence Darrow tentou persuadir o juiz de que os réus não
deveriam ser condenados à morte por terem assassinado um miúdo?
domingo, 10 de novembro de 2013
Livre-arbítrio e determinismo
Supõe que estás na bicha de uma cantina e que, quando chegas às sobremesas, hesitas entre um pêssego e uma grande fatia de bolo de chocolate com uma cremosa cobertura de natas. O bolo tem bom aspecto, mas sabes que engorda. Ainda assim, tiras o bolo e come-lo com prazer. No dia seguinte vês-te ao espelho, ou pesas-te, e pensas: «Quem me dera não ter comido o bolo de chocolate. Podia ter comido antes o pêssego.»
«Podia ter comido antes o pêssego.» Que quer isto dizer? E será verdade?
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sábado, 9 de novembro de 2013
O Argumento Determinista
Edward Hopper
(…) “Acredito no Livre Arbítrio. Não tenho outra escolha”.
Singer (Isaac Bashevis) sabia que este pequeno gracejo colocava uma questão filosófica séria. É difícil não pensar que temos livre arbítrio. Quando estamos a decidir o que fazer a escolha, a escolha parece inteiramente nossa. A sensação interior de liberdade é tão poderosa que podemos ser incapazes de abandonar a ideia de livre-arbítrio, por muito fortes que sejam as provas da sua inexistência.
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