segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

A realidade do mundo físico segundo Hume



Monet

A realidade do mundo físico segundo Descartes - aqui

A realidade do mundo físico segundo Hume -  aqui
Mediante que argumento se poderia provar que as perceções da mente têm de ser causadas por objetos exteriores completamente diferentes delas, embora se lhes assemelhem (se isso for possível), e que não poderiam derivar, seja da força da própria mente, seja da sugestão de algum espírito invisível e desconhecido, seja de alguma causa ainda mais desconhecida? Reconhece-se que, de facto, muitas dessas perceções não surgem de algo exterior, como nos sonhos, na loucura e noutras doenças. […]

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

A ideia de conexão necessária


Magritte

Quando olhamos para os objetos exteriores à nossa volta e consideramos a operação das causas, nunca somos capazes de identificar, num caso singular, qualquer poder ou conexão necessária, qualquer qualidade que ligue o efeito à causa e torne o primeiro uma consequência infalível da segunda.

Questões de facto e relação de causalidade




Todos os raciocínios relativos aos factos parecem fundar-se na relação de causa e efeito. Só mediante esta relação podemos ir além do testemunho da nossa memória e dos nossos sentidos. Se perguntássemos a um homem porque acredita ele em alguma questão de facto  que está ausente, por exemplo, que o seu amigo está no campo ou na França, fornecer-nos-ia uma razão e esta razão seria algum outro facto, como uma carta dele recebida ou o conhecimento das suas antigas resoluções e promessas.

Utilitarismo - o princípio da maior felicidade


Matisse

Críticas ao utilitarismo - aqui
O princípio da maior felicidade - aqui
 Princípios secundários - aqui
O utilitarismo é um tipo de consequencialismo - aqui
O utilitarismo - uma ética consequencialista - aqui 

O credo que aceita a utilidade, ou o Princípio Moral da maior Felicidade, como fundamento da moralidade, defende que as ações estão certas na medida em que tendem a promover a felicidade, erradas na medida em que tendem a reproduzir o inverso da felicidade. Por felicidade entende-se o prazer e a ausência de dor; por infelicidade, a dor e a privação de prazer.

O hedonismo qualitativo de Mill


Matisse

Se me perguntarem o que entendo pela natureza qualitativa dos prazeres, ou por aquilo que torna um prazer mais valioso que outro, simplesmente enquanto prazer e não por ser maior em quantidade, só há uma resposta possível. De dois prazeres, se houver um ao qual todos ou quase todos aqueles que tiveram a experiência de ambos darem uma preferência decidida, independentemente de sentirem qualquer obrigação moral para o preferis, então será esse o prazer mais desejável.(…)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Relações de ideias e questões de facto


Klee

RELAÇÕES DE IDEIAS E QUESTÕES DE FACTO - ESQUEMA/ SÍNTESE -AQUI

Todos os objectos da razão ou investigação humanas podem naturalmente dividir-se em duas classes, a saber, Relações de Ideias e Questões de Facto.

Impressões e Ideias



Matisse

ESQUEMA/ SÍNTESE - CONTEÚDOS DA MENTE - AQUI

Podemos aqui, portanto, dividir todas as perceções da mente em duas classes ou espécies, que se distinguem pelos seus diferentes graus de força e vivacidade. As que são menos fortes e vividas são geralmente chamadas pensamentos ou ideias.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Deus existe



O papel de Deus no sistema cartesiano - aqui

Depois, tendo refletido que duvidava, e, por consequência, o meu ser não era inteiramente perfeito, pois claramente via que o conhecer é uma maior perfeição que o duvidar, lembrei-me de procurar donde me teria vindo o pensamento de alguma cousa de mais perfeito do que eu era; e conheci com evidência que deveria ter vindo de alguma natureza que fosse efetivamente mais perfeita.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Duas vidas valem mais que uma?


Magritte

O leitor é um cirurgião - e um pouco filósofo. É o chefe de uma equipa de primeira linha de especialistas em transplante de órgãos, com um registo imaculado de resultados de sucesso.

Dilema do Trolley



O critério da clareza e distinção



Depois disso, considerei duma maneira geral o que é indispensável a uma proposição para ser verdadeira e certa; porque, como acabava de encontrar uma com esses requisitos, pensei que devia saber também em que consiste essa certeza.

Da dúvida ao cogito



(…) Mas agora que resolvi dedicar-me apenas à descoberta da verdade, pensei que era necessário proceder exactamente ao contrário, e rejeitar como falso tudo aquilo que pudesse suscitar a menor dúvida, para ver se depois disso algo restaria nas minhas opiniões que fosse absolutamente indubitável.

Razões para duvidar




PRIMEIRA MEDITAÇÃO
Das coisas que se podem pôr em dúvida

Notei, há alguns anos já, que, tendo recebido desde a mais tenra idade tantas coisas falsas por verdadeiras, e sendo tão duvidoso tudo o que depois sobre elas fundei, tinha de deitar abaixo tudo, inteiramente, por uma vez na minha vida, e começar, de novo, desde os primeiros fundamentos, se quisesse estabelecer algo de seguro e duradouro nas ciências.

Razões céticas para duvidar



O argumento da ilusão é um argumento cético que questiona a fiabilidade dos sentidos, ameaçando assim enfraquecer o realismo do senso comum. Habitualmente, nós confiamos nos nossos sentidos, mas, por vezes, eles enganam-nos. Por exemplo, quase toda a gente já teve a experiência embaraçosa de parecer reconhecer um amigo à distância, para descobrir depois que estamos a acenar a um desconhecido.

Aparência ou realidade?



Aparência e realidade - Manual escolar 2.0

Cérebro numa cuba?



A visão mais extrema deste ceticismo acerca do mundo exterior e da minha relação com ele é imaginar que não tenho corpo. Tudo o que sou é um cérebro a flutuar numa cuba de produtos químicos. Um cientista perverso ligou de tal forma fios ao meu cérebro. Um cientista perverso ligou de tal forma fios ao meu cérebro que tenho a ilusão da experiência sensorial.

Poderão existir verdades objetivas em ética?





Valores objetivos - aqui

É verdade, julgo eu, que não existe qualquer realidade moral comparável à do mundo físico. Contudo, não se segue daqui que não possam existir verdades objetivas na ética. A ética pode ter uma base objetiva de outra forma.
Uma investigação pode ser objetiva de duas formas:

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Relativismo cultural



Gaugin

Relativismo cultural - Aqui

Objeções ao relativismo cultural - aqui

Críticas ao relativismo cultural - aqui

O relativismo cultural - consequências - aqui


O problema da subjetividade, relatividade ou objetividade dos valores


Magritte


Juízos de facto e juízos de valor




Juízos de facto e juízos de valor - aqui

Relação valorativa


Magritte
Avaliar é exatamente estabelecer diferenças entre umas coisas e outras, preferir isto àquilo e escolher o que tem de ser conservado porque tem mais interesse que o resto. O trabalho de avaliar é tarefa humana por excelência e a base de qualquer cultura humana.

domingo, 3 de janeiro de 2016

Contra-exemplos para a teoria CVJ



Três Contra-Exemplos à Teoria CVJ

Em 1963, o filósofo Edmund Gettier publicou dois contra-exemplos para a teoria CVJ. O que é um contra-exemplo? É um exemplo que contradiz o que diz uma teoria geral. Um contra-exemplo contra uma generalização mostra que a generalização é falsa. A teoria CVJ diz que todos os casos de crença verdadeira justificada são casos de conhecimento. Gettier pensa que estes dois exemplos mostram que um indivíduo pode ter uma crença verdadeira justificada mas não ter conhecimento. Se Gettier tiver razão, então as três condições indicadas pela teoria CVJ não são suficientes.

Requisitos para o conhecimento: crença, verdade e justificação



Itens de escolha múltipla

Platão - A definição tripartida de conhecimento - aqui

Dois Requisitos para o Conhecimento: Crença e Verdade

Devemos fazer notar duas ideias que fazem parte do conceito de conhecimento. Primeiro, se S sabe que p (que uma proposição é verdadeira), então tem de acreditar que p. Segundo, se sabe que p, então p tem de ser verdadeira. O conhecimento requer tanto a crença quanto a verdade. Comecemos pela segunda ideia. As pessoas às vezes dizem que sabem coisas que mais tarde se revelam falsas. Mas isto não é saber coisas que são falsas, é pensar que se sabem coisas que, de facto, são falsas.

Definição tripartida de conhecimento





Sócrates: Diz-me, então, qual a melhor definição que poderíamos dar de conhecimento, para não nos contradizermos?
(…)
Teeteto: A de que a crença verdadeira é conhecimento? Certamente que a crença verdadeira é infalível e tudo o que dela resulta é belo e bom.

Conhecimento a posteriori e a priori



O inato e o a priori - aqui

Retire um livro retangular da sua estante e olhe para a capa. Qual é a cor predominante, e quantos lados tem? Ao responder a estas questões, o leitor fica a saber duas coisas acerca deste livro, e esses dois factos mostram uma importante distinção entre duas maneiras que temos de adquirir conhecimento.

Tipos de conhecimento


Edgar Degas

Definição de conhecimento - aqui
O que é o conhecimento - tipos de conhecimento - aqui 
Tipos de conhecimento - aqui

Antes de discutirmos se temos ou não conhecimento, temos de tornar claro o que é o conhecimento. Podemos falar de conhecimento em três sentidos diferentes, mas apenas um nos vai interessar.

domingo, 6 de dezembro de 2015

12 Homens em Fúria




Realização: Sidney Lumet
Argumento: Reginald Rose
Produção: Henry Fonda e Reginald Rose
Ano: 1957
Duração: 92 minutos

Um júri composto por doze jurados reúne-se para decidir a sentença no julgamento de um jovem de 18 anos acusado de matar o pai. As orientações do juiz são as de que devem chegar a uma decisão unânime e de que o réu deve ser considerado inocente no caso de existir uma dúvida legítima quanto à sua culpa. O veredicto de «culpado» conduzirá obrigatoriamente a uma pena de morte.

sábado, 5 de dezembro de 2015

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Museu de Arte Antiga - Colección Masaveu



Clica na imagem

Museu Nacional de Arte Antiga

Grandes Mestres da Pintura Espanhola
Greco, Zurbarán, Goya

20 Novembro de 2015 a 03 Abril de 2016

domingo, 15 de novembro de 2015

Retórica e persuasão







SÓCRATES: Afirmas que és capaz de ensinar a retórica a quem a quiser aprender contigo?
GÓRGIAS: Afirmo.
SÓCRATES: De tal modo que essa pessoa fique em condições de ganhar o assentimento de uma assembleia sobre qualquer assunto, sem a instruir recorrendo apenas à persuasão?

O bom uso da retórica





Primeiro, tens de conhecer a verdade sobre tudo o que falas ou escreves; tens de aprender a definir cada coisa em si própria; e, uma vez definida, tens de saber como dividi-la em categorias até chegares a algo indivisível.

sábado, 14 de novembro de 2015

O problema do livre arbítrio - teorias


Edward Hopper

O PROBLEMA DO LIVRE ARBÍTRIO - AQUI


Supõe que estás na bicha de uma cantina e que, quando chegas às sobremesas, hesitas entre um pêssego e uma grande fatia de bolo de chocolate com uma cremosa cobertura de natas. O bolo tem bom aspecto, mas sabes que engorda. Ainda assim, tiras o bolo e come-lo com prazer. No dia seguinte vês-te ao espelho, ou pesas-te, e pensas: «Quem me dera não ter comido o bolo de chocolate. Podia ter comido antes o pêssego.»
«Podia ter comido antes o pêssego.» Que quer isto dizer? E será verdade?

Oscar Peterson Trio with Joe Pass - Sweet Georgia Brown (Italien, 1985, HD)


Sugestão musical para este fim de semana

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