As regras para argumentar não
são, pois, arbitrárias: elas têm um objetivo específico. Mas os estudantes (tal
como outros escritores) nem sempre compreendem qual é o objectivo quando pela
primeira vez lhes pedem para escrever um ensaio argumentativo — e se não se
compreende o objetivo do que nos é pedido, é improvável que o façamos bem.
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
Os objetivos da argumentação
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10º ano,
A dimensão discursiva do trabalho filosófico,
Abordagem Introdutória à Filosofia e ao Filosofar
domingo, 11 de outubro de 2015
A dimensão discursiva do trabalho filosófico
Síntese/ Fichas
Avaliar argumentos - aqui
Conselhos para avaliar argumentos - aqui
Usar argumentos como meio de investigação - aqui
Uma procura épica da verdade - aqui
Os argumentos são essenciais, em primeiro lugar, porque são uma forma de tentar descobrir quais os melhores pontos de vista. Nem todos os pontos de vista são iguais. Algumas conclusões podem ser apoiadas com boas razões; outras, com razões menos boas. Mas muitas vezes não sabemos quais são as melhores conclusões. Precisamos de apresentar argumentos para apoiar diferentes conclusões, e depois avaliar tais argumentos para ver se são realmente bons.
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A dimensão discursiva do trabalho filosófico,
Abordagem Introdutória à Filosofia e ao Filosofar
sábado, 10 de outubro de 2015
Lógica silogística - Síntese - Exercícios
Lógica silogística - Síntese - exercícios
Aristóteles estuda todas as formas possíveis de inferência silogística e estabelece um conjunto de princípios que permitem distinguir os bons silogismos dos maus.
Vivaldi - As Quatro Estações - Outono - Mov 1° Allegro - Julia Fischer
Sugestão musical para este fim de semana de Outono
domingo, 4 de outubro de 2015
O Sono da Razão Produz Monstros
Uma das séries de sátiras gravadas pelo pintor espanhol Goya tem por título “O Sono da Razão Produz Monstros”. Goya pensava que muitas das loucuras da humanidade resultavam do “sono da razão”. Há sempre pessoas prontas a dizer-nos o que queremos, a explicar-nos como nos vão dar essas coisas e a mostrar-nos no que devemos acreditar. As convicções são contagiosas, e é possível convencer as pessoas de praticamente tudo. Geralmente, estamos dispostos a pensar que os nossos hábitos, as nossas convicções, a nossa religião e os nossos políticos são melhores do que os deles, ou que os nossos direitos dados por Deus anulam os direitos deles, ou que os nossos interesses exigem ataques defensivos ou dissuasivos contra eles.
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A natureza e utilidade da filosofia,
Abordagem Introdutória à Filosofia e ao Filosofar
O caráter inevitável da filosofia
Klee
O que Aristóteles tinha em mente
é que para argumentar que não temos de filosofar, temos de usar um argumento
qualquer. Mas que tipo de argumento será? Quando pensamos nisso, vemos que não
há argumentos biológicos, físicos, matemáticos ou históricos contra a
filosofia. Qualquer argumento contra a filosofia teria de ser filosófico.
Portanto, para rejeitar a filosofia temos de filosofar. O que demonstra que a
filosofia é inevitável. Argumentar contra a filosofia é como gritar "Não
estou a gritar!"
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A natureza e utilidade da filosofia,
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O que é a filosofia?
Por Amor à Sabedoria
Sinopse - aqui
Será mesmo verdade
que se Deus não existir tudo será moralmente permitido?
Que ideias
filosóficas e que forças psicológicas nos impedem de agir moralmente e de viver
eticamente?
Será moralmente
permissível mentir ou estaremos sempre moralmente obrigados a dizer a verdade?
Poderá o Universo
ter-se criado a si mesmo?
Será o conceito de Deus
autocontraditório e/ou autorefutante?
E tantas outras
questões Filosóficas!
sábado, 3 de outubro de 2015
O silogismo categórico
Um silogismo (ou melhor, um silogismo categórico) é a inferência de uma proposição a partir de duas premissas. Por exemplo: todos os cavalos têm cauda; todas as coisas que têm cauda são quadrúpedes; logo, todos os cavalos são quadrúpedes.
Quadrado de oposição
Quadrado de oposição - quatro tipos de ralação lógica
Assim, entre as formas lógicas A
e I, por um lado, e E e O, por outro, há uma relação de subalternidade: A
implica I, e E implica O. Esta relação é falsa, a menos que se excluam classes
vazias; mas sem ela a lógica aristotélica cai por terra. De modo que é
necessário excluir todas as proposições que falsificam a relação de
subalternidade.
A lógica de Aristóteles
Lógica
Uma forma de definir a lógica é dizer que é uma disciplina que distingue entre as boas e as más inferências. Aristóteles estuda todas as formas possíveis de inferência silogística e estabelece um conjunto de princípios que permitem distinguir os bons silogismos dos maus.
Uma forma de definir a lógica é dizer que é uma disciplina que distingue entre as boas e as más inferências. Aristóteles estuda todas as formas possíveis de inferência silogística e estabelece um conjunto de princípios que permitem distinguir os bons silogismos dos maus.
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
Razões para estudar filosofia
Porquê estudar filosofia
Qual é afinal a importância de estudar filosofia? Começar a questionar as bases fundamentais da nossa vida pode até ser perigoso: podemos acabar por nos sentir incapazes de fazer o que quer que seja, paralisados por fazer demasiadas perguntas.
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Os temas e as questões da filosofia
A atividade filosófica
Magritte
A filosofia é uma atividade: é uma forma de pensar acerca de certas questões. A sua característica mais marcante é o uso de argumentos lógicos. A atividade dos filósofos é, tipicamente, argumentativa: ou inventam argumentos, ou criticam os argumentos de outras pessoas ou fazem as duas coisas. Os filósofos também analisam e clarificam conceitos. (...)
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Os temas e as questões da filosofia
A profundidade das questões filosóficas
A filosofia é diferente da ciência e da matemática. Ao contrário da ciência, não assenta em experimentações nem na observação, mas apenas no pensamento. E ao contrário da matemática não tem métodos formais de prova. A filosofia faz-se colocando questões, argumentando, ensaiando ideias e pensando em argumentos possíveis contra elas, e procurando saber como funcionam realmente os nossos conceitos.
Validade dedutiva - a validade preserva a verdade
Magritte
Dizer que um argumento é válido é
equivalente a dizer que é logicamente impossível que as premissas do argumento
sejam verdadeiras e a conclusão falsa. Uma forma menos precisa mas
intuitivamente clara de pôr o assunto é dizer que, num argumento válido, se as
premissas são verdadeiras, então a conclusão tem de ser verdadeira.
Validade e verdade
As partes relevantes de um argumento são, em primeiro lugar as suas premissas. As premissas são o ponto de partida, ou o que se aceita ou presume, no que respeita ao argumento. Um argumento pode ter uma ou várias premissas. A partir das premissas, os argumentos derivam uma conclusão.
domingo, 27 de setembro de 2015
A importância da lógica
Hooper
A argumentação é um instrumento sem o qual não podemos compreender melhor o mundo nem intervir nele de modo a alcançar os nossos objetivos; não podemos sequer determinar com rigor quais serão os melhores objetivos a ter em mente. Os seres humanos estão sós perante o universo; têm de resolver os seus problemas, enfrentar dificuldades, traçar planos de ação, fazer escolhas. Para fazer todas estas coisas precisamos de argumentos. Será que a Terra está imóvel no centro do universo? Que argumentos há a favor dessa ideia?
sábado, 26 de setembro de 2015
O que é a filosofia?
A filosofia é o que acontece quando se começa a pensar pela própria cabeça.
Pode-se acrescentar um pouco mais. Assim que nos libertamos dos hábitos das crenças recebidas, as que por acaso se adquiriu mesmo acerca de questões básicas, e começamos realmente a pensar acerca daquilo em que devemos acreditar, à luz da razão (argumentos) e indícios, começámos a fazer filosofia.
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Bem vindos à filosofia
Magritte
Bem vindo à Filosofia. Para alguns de vocês, será a disciplina mais prática que irão estudar na escola.
Porquê dizer tal coisa? Não tem a filosofia a reputação de não ser prática? Não é abstrata e teórica – precisamente o oposto de prático?
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
O que se segue do quê?
A maioria das pessoas gosta de pensar que é lógica. Dizer a alguém "Não estás a ser lógico" é uma normalmente uma forma de crítica. Ser ilógico é ser confuso, desordenado, irracional. Mas o que é a lógica? (…) Todos nós raciocinamos. Tentamos descobrir como as coisas são raciocinando com base naquilo que já sabemos. Tentamos persuadir os outros de que algo é de determinada maneira dando-lhes razões. A lógica é o estudo do que conta como uma boa razão para o quê, e porquê. Temos no entanto de compreender esta afirmação de um certo modo. Aqui estão dois trechos de raciocínio — os lógicos chamam-lhes inferências:
1. Roma é a capital da Itália, e este avião aterra em Roma; logo, o avião aterra na Itália.
2. Moscovo é a capital dos EUA; logo, não podemos ir a Moscovo sem ir aos EUA.
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Racionalidade Argumentativa e Filosofia,
Validade e verdade
Atividades diagnósticas
ATIVIDADES DIAGNÓSTICAS 1
ATIVIDADES DIAGÓSTICAS 2
Supõe que trabalhas numa biblioteca, verificando os livros que as pessoas requisitam, e um amigo te pede para o deixares roubar uma obra de referência difícil de encontrar que quer possuir.
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Fichas/ testes e exames,
Os temas e as questões da filosofia
Novo ano letivo - 2015/ 2016
BOAS VINDAS!
Para todos os alunos que iniciam este ano a disciplina de filosofia
(em especial para a turma 10ºA)
BOM REGRESSO!
Para todos os alunos que continuam o seu percurso na disciplina de filosofia
(em especial para as turmas 11º A e 11ºB)
(em especial para as turmas 11º A e 11ºB)
BOM TRABALHO!
Para todos os alunos e professores
quarta-feira, 22 de julho de 2015
Exame Nacional de Filosofia 2015 - 2ª Fase
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segunda-feira, 15 de junho de 2015
Exame Nacional de Filosofia 2015 - 1ª Fase
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terça-feira, 26 de maio de 2015
domingo, 10 de maio de 2015
Keith Jarrett- My Song
Sugestão musical para este domingo
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Orientações 5º Teste (global)
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5º teste
domingo, 3 de maio de 2015
Razões morais para incrementar
A incapacidade é uma condição em que há dano para a
pessoa, que pode ser de natureza física ou mental. Uma incapacidade é uma
desvantagem. Mas, como se poderia pensar, não é uma desvantagem em relação às
condições do ser humano típico — é antes uma desvantagem em relação a qualquer
alternativa relevante.
O problema da definição de arte - teorias
Vermeer, A Leiteira (1688)
O que é a arte? Três teorias sobre um problema central da estética - Crítica
TEORIA DA ARTE COMO IMITAÇÃO
Esta é uma das mais antigas teorias da arte. Foi, aliás, durante muito tempo aceite pelos próprios artistas como inquestionável. A definição que constitui a sua tese central é a seguinte:
domingo, 26 de abril de 2015
Orientações 5º Teste (Global)
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5º teste
O desenvolvimento da ciência - Popper e Kuhn
A mistura de fatores objetivos e subjetivos na escolha das teorias
(…) Mas devemos ir além da lista de critérios partilhados para as características dos indivíduos que fizeram a escolha. Quer dizer, há que lidar com características que variam de um cientista para outro sem com isso arriscar minimamente a sua aderência aos cânones que tornam científica a ciência. Embora tais cânones existam e devam ser descobertos (sem dúvida, os critérios de escolha com que comecei estão entre eles), não são por si suficientes para determinar as decisões dos cientistas individuais. Para esse propósito, os cânones partilhados devem estudar-se de maneiras que diferem de um indivíduo para outro.
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11º ano,
A racionalidade científica e a questão da objetividade,
O Conhecimento Científico,
Os paradigmas segundo Kunh
A incomensurabilidade dos paradigmas
À semelhança da escolha entre instituições políticas rivais, a que se verifica entre paradigmas rivais revela ser uma escolha entre modos de vida comunitária incompatíveis. Devido a este caráter, a escolha não é, nem pode ser, determinada meramente pelos procedimentos de avaliação característicos da ciência normal, pois estes dependem, em parte, de um paradigma específico, e esse paradigma está em causa.
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11º ano,
A racionalidade científica e a questão da objetividade,
O Conhecimento Científico,
Os paradigmas segundo Kunh
A evolução da ciência segundo Kuhn
A ciência normal, a atividade em que, inevitavelmente, a maioria dos cientistas consome quase todo o seu tempo, constitui-se na suposição de que a comunidade científica sabe como é o mundo. Grande parte do êxito da pesquisa deve-se ao facto da comunidade se encontrar disposta a defender essa suposição, mesmo que seja necessário pagar um preço elevado. A ciência normal, por exemplo, suprime frequentemente inovações fundamentais, devido a permanecerem demasiado subversivas relativamente às suas crenças habituais.
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11º ano,
A possibilidade do Conhecimento,
A racionalidade científica e a questão da objetividade,
Os paradigmas segundo Kunh
segunda-feira, 13 de abril de 2015
O problema da natureza dos juízos estéticos
A atitude estética
Van Gogh
A atitude estética, ou a «forma estética de contemplar o mundo», é geralmente contraposta à atitude prática, na qual só interessa a utilidade do objecto em questão. O verdadeiro negociante de terrenos que contempla uma paisagem só a pensar no possível valor monetário do que vê não está a contemplar esteticamente a paisagem.
domingo, 12 de abril de 2015
crítica libertarista de Nozick
António Berni
Pensar que a tarefa de uma teoria distributiva da justiça é preencher o espaço em branco em «a cada um de acordo com o seu ___» é estar predisposto a procurar um padrão; e o tratamento separado de «de cada um de acordo com o seu___» encara a produção e a distribuição como dois assuntos separados e independentes.
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A Dimensão Ético-Política: Análise e Compreensão da Experiência Convivencial,
Críticas a Rawls,
Ética direito e política
Billie Holiday - All of me
Sugestão musical para este domingo
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A perspetiva de Popper sobre o desenvolvimento da ciência
O cientista individual pode desejar estabelecer a sua teoria
em vez de refutá-la. Mas, do ponto de vista do progresso da ciência, esse
desejo pode induzi-lo seriamente em erro. Mais ainda, se não examinar a sua
teoria preferida de modo crítico, outros o farão por ele.
O critério da demarcação
Magritte
As teorias científicas estão formuladas em termos precisos, e por isso conduzem a previsões definidas. As leis de Newton, por exemplo, dizem-nos exactamente onde certos planetas aparecerão em certos momentos. Popper chama a isto o "problema da demarcação" — qual é a diferença entre a ciência e outras formas de crença? A sua resposta é que a ciência, ao contrário da superstição, pelo menos é falsificável, mesmo que não possa ser provada. E isto significa que, se tais previsões fracassarem, poderemos ter a certeza de que a teoria que está por detrás delas é falsa.
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11º ano,
Ciência e construção: a verificabilidade das hipóteses,
O Conhecimento Científico,
O problema da demarcação
sexta-feira, 3 de abril de 2015
A perspetiva falsificacionista de popper
O falsificacionismo - aqui
O falsificacionismo: conjetura e refutação - aqui
A perspetiva falsificacionista - aqui
A perspetiva de Karl Popper é que a ciência, em vez de progredir através de teorias que são confirmadas indutivamente, progride na verdade através de teorias que são falsificadas por raciocínio dedutivo.
quinta-feira, 2 de abril de 2015
O problema da indução
De acordo com uma tese amplamente
aceite – e que aqui oporemos -, as ciências empíricas podem caracterizar-se
pelo facto de empregarem os chamados métodos indutivos. Segundo esta
perspetiva, a lógica da investigação científica seria idêntica à lógica indutiva,
ou seja, à análise lógica de tais métodos indutivos.
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11º ano,
Ciência e construção: a verificabilidade das hipóteses,
O Conhecimento Científico
A perspetiva indutivista do método científico
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11º ano,
Ciência e construção: a verificabilidade das hipóteses,
O Conhecimento Científico
Ciência e senso comum - continuidade ou rutura?
[...] Pareceu-nos sempre cada vez
mais claro, no decorrer dos nossos estudos, que o espírito científico contemporâneo
não podia ser colocado em continuidade com o simples bom senso, que este novo
espírito científico representava um jogo mais arriscado, que ele formulava
teses que, inicialmente, podem chocar o senso comum.
Véu de ignorância
Suponhamos que, num futuro não muito distante, deixa de haver oferta de árbitros de futebol. (…) Para muitos jogos, torna-se impossível descobrir um árbitro neutro. Suponhamos que foi isto que se passou no jogo entre o Futebol Clube do Porto e o Benfica e suponhamos também que o único árbitro qualificado a assistir ao desafio é o presidente do Futebol Clube do Porto.
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10º ano,
A Dimensão Ético-Política: Análise e Compreensão da Experiência Convivencial,
A teoria da justiça de Rawls,
Ética direito e política
A Teoria da Justiça de Rawls
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