quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Razões para estudar filosofia



Porquê estudar filosofia
Qual é afinal a importância de estudar filosofia? Começar a questionar as bases fundamentais da nossa vida pode até ser perigoso: podemos acabar por nos sentir incapazes de fazer o que quer que seja, paralisados por fazer demasiadas perguntas.

A atividade filosófica


Magritte

A filosofia é uma atividade: é uma forma de pensar acerca de certas questões. A sua característica mais marcante é o uso de argumentos lógicos. A atividade dos filósofos é, tipicamente, argumentativa: ou inventam argumentos, ou criticam os argumentos de outras pessoas ou fazem as duas coisas. Os filósofos também analisam e clarificam conceitos. (...)

A profundidade das questões filosóficas




A filosofia é diferente da ciência e da matemática. Ao contrário da ciência, não assenta em experimentações nem na observação, mas apenas no pensamento. E ao contrário da matemática não tem métodos formais de prova. A filosofia faz-se colocando questões, argumentando, ensaiando ideias e pensando em argumentos possíveis contra elas, e procurando saber como funcionam realmente os nossos conceitos.

Validade dedutiva - a validade preserva a verdade


Magritte




Dizer que um argumento é válido é equivalente a dizer que é logicamente impossível que as premissas do argumento sejam verdadeiras e a conclusão falsa. Uma forma menos precisa mas intuitivamente clara de pôr o assunto é dizer que, num argumento válido, se as premissas são verdadeiras, então a conclusão tem de ser verdadeira.

Validade e verdade



As partes relevantes de um argumento são, em primeiro lugar as suas premissas. As premissas são o ponto de partida, ou o que se aceita ou presume, no que respeita ao argumento. Um argumento pode ter uma ou várias premissas. A partir das premissas, os argumentos derivam uma conclusão.

domingo, 27 de setembro de 2015

A importância da lógica



Hooper

A argumentação é um instrumento sem o qual não podemos compreender melhor o mundo nem intervir nele de modo a alcançar os nossos objetivos; não podemos sequer determinar com rigor quais serão os melhores objetivos a ter em mente. Os seres humanos estão sós perante o universo; têm de resolver os seus problemas, enfrentar dificuldades, traçar planos de ação, fazer escolhas. Para fazer todas estas coisas precisamos de argumentos. Será que a Terra está imóvel no centro do universo? Que argumentos há a favor dessa ideia?

sábado, 26 de setembro de 2015

O que é a filosofia?




A filosofia é o que acontece quando se começa a pensar pela própria cabeça.

Pode-se acrescentar um pouco mais. Assim que nos libertamos dos hábitos das crenças recebidas, as que por acaso se adquiriu mesmo acerca de questões básicas, e começamos realmente a pensar acerca daquilo em que devemos acreditar, à luz da razão (argumentos) e indícios, começámos a fazer filosofia.

Bem vindos à filosofia


Magritte

Bem vindo à Filosofia. Para alguns de vocês, será a disciplina mais prática que irão estudar na escola.
Porquê dizer tal coisa? Não tem a filosofia a reputação de não ser prática? Não é abstrata e teórica – precisamente o oposto de prático?

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

O que se segue do quê?


Magritte



A maioria das pessoas gosta de pensar que é lógica. Dizer a alguém "Não estás a ser lógico" é uma normalmente uma forma de crítica. Ser ilógico é ser confuso, desordenado, irracional. Mas o que é a lógica? (…) Todos nós raciocinamos. Tentamos descobrir como as coisas são raciocinando com base naquilo que já sabemos. Tentamos persuadir os outros de que algo é de determinada maneira dando-lhes razões. A lógica é o estudo do que conta como uma boa razão para o quê, e porquê. Temos no entanto de compreender esta afirmação de um certo modo. Aqui estão dois trechos de raciocínio — os lógicos chamam-lhes inferências:

1.  Roma é a capital da Itália, e este avião aterra em Roma; logo, o avião aterra na Itália.
2.   Moscovo é a capital dos EUA; logo, não podemos ir a Moscovo sem ir aos EUA.

Atividades diagnósticas






ATIVIDADES DIAGNÓSTICAS 1

ATIVIDADES DIAGÓSTICAS 2


Supõe que trabalhas numa biblioteca, verificando os livros que as pessoas requisitam, e um amigo te pede para o deixares roubar uma obra de referência difícil de encontrar que quer possuir.

Novo ano letivo - 2015/ 2016




BOAS VINDAS!

Para todos os alunos que iniciam este ano a disciplina de filosofia 
(em especial para a turma 10ºA)

BOM REGRESSO!

Para todos os alunos que continuam o seu percurso na disciplina de filosofia 
(em especial para as turmas 11º A e 11ºB)

BOM TRABALHO!

Para todos os alunos e professores 

terça-feira, 26 de maio de 2015

domingo, 3 de maio de 2015

Razões morais para incrementar



A incapacidade é uma condição em que há dano para a pessoa, que pode ser de natureza física ou mental. Uma incapacidade é uma desvantagem. Mas, como se poderia pensar, não é uma desvantagem em relação às condições do ser humano típico — é antes uma desvantagem em relação a qualquer alternativa relevante.

O problema da definição de arte - teorias


Vermeer, A Leiteira  (1688)

O que é a arte? Três teorias sobre um problema central da estética - Crítica

TEORIA DA ARTE COMO IMITAÇÃO

Esta é uma das mais antigas teorias da arte. Foi, aliás, durante muito tempo aceite pelos próprios artistas como inquestionável. A definição que constitui a sua tese central é a seguinte:

domingo, 26 de abril de 2015

Cantigas do Maio - José Afonso


Orientações 5º Teste (Global)






Textos/ Sínteses/ Esquemas/ Links

O desenvolvimento da ciência - Popper e Kuhn





A mistura de fatores objetivos e subjetivos na escolha das teorias




 (…) Mas devemos ir além da lista de critérios partilhados para as características dos indivíduos que fizeram a escolha. Quer dizer, há que lidar com características que variam de um cientista para outro sem com isso arriscar minimamente a sua aderência aos cânones que tornam científica a ciência. Embora tais cânones existam e devam ser descobertos (sem dúvida, os critérios de escolha com que comecei estão entre eles), não são por si suficientes para determinar as decisões dos cientistas individuais. Para esse propósito, os cânones partilhados devem estudar-se de maneiras que diferem de um indivíduo para outro.

A incomensurabilidade dos paradigmas



À semelhança da escolha entre instituições políticas rivais, a que se verifica entre paradigmas rivais revela ser uma escolha entre modos de vida comunitária incompatíveis. Devido a este caráter, a escolha não é, nem pode ser, determinada meramente pelos procedimentos de avaliação característicos da ciência normal, pois estes dependem, em parte, de um paradigma específico, e esse paradigma está em causa.

A evolução da ciência segundo Kuhn




A ciência normal, a atividade em que, inevitavelmente, a maioria dos cientistas consome quase todo o seu tempo, constitui-se na suposição de que a comunidade científica sabe como é o mundo. Grande parte do êxito da pesquisa deve-se ao facto da comunidade se encontrar disposta a defender essa suposição, mesmo que seja necessário pagar um preço elevado. A ciência normal, por exemplo, suprime frequentemente inovações fundamentais, devido a permanecerem demasiado subversivas relativamente às suas crenças habituais.

As revoluções científicas e as revoluções políticas


25 de Abril de 1974


segunda-feira, 13 de abril de 2015

domingo, 12 de abril de 2015

crítica libertarista de Nozick


António Berni

Pensar que a tarefa de uma teoria distributiva da justiça é preencher o espaço em branco em «a cada um de acordo com o seu ___» é estar predisposto a procurar um padrão; e o tratamento separado de «de cada um de acordo com o seu___» encara a produção e a distribuição como dois assuntos separados e independentes.

Billie Holiday - All of me




Sugestão musical para este domingo

A perspetiva de Popper sobre o desenvolvimento da ciência



O cientista individual pode desejar estabelecer a sua teoria em vez de refutá-la. Mas, do ponto de vista do progresso da ciência, esse desejo pode induzi-lo seriamente em erro. Mais ainda, se não examinar a sua teoria preferida de modo crítico, outros o farão por ele. 

O critério da demarcação



Magritte
As teorias científicas estão formuladas em termos precisos, e por isso conduzem a previsões definidas. As leis de Newton, por exemplo, dizem-nos exactamente onde certos planetas aparecerão em certos momentos. Popper chama a isto o "problema da demarcação" — qual é a diferença entre a ciência e outras formas de crença? A sua resposta é que a ciência, ao contrário da superstição, pelo menos é falsificável, mesmo que não possa ser provada. E isto significa que, se tais previsões fracassarem, poderemos ter a certeza de que a teoria que está por detrás delas é falsa.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

quinta-feira, 2 de abril de 2015

O problema da indução



O problema da indução - aqui

Tentativas de solução ao problema da indução - aqui

De acordo com uma tese amplamente aceite – e que aqui oporemos -, as ciências empíricas podem caracterizar-se pelo facto de empregarem os chamados métodos indutivos. Segundo esta perspetiva, a lógica da investigação científica seria idêntica à lógica indutiva, ou seja, à análise lógica de tais métodos indutivos.

A perspetiva indutivista do método científico



Segundo a perspetiva indutivista do método científico, a ciência começa com a observação e  as inferências indutivas  permitem progredir dos enunciados singulares aos enunciados gerais,  leis e teorias científicas. 

Ciência e senso comum - continuidade ou rutura?



DO SENSO COMUM À CIÊNCIA - AQUI
CIÊNCIA E SENSO COMUM - AQUI

[...] Pareceu-nos sempre cada vez mais claro, no decorrer dos nossos estudos, que o espírito científico contemporâneo não podia ser colocado em continuidade com o simples bom senso, que este novo espírito científico representava um jogo mais arriscado, que ele formulava teses que, inicialmente, podem chocar o senso comum.

Véu de ignorância



Suponhamos que, num futuro não muito distante, deixa de haver oferta de árbitros de futebol. (…) Para muitos jogos, torna-se impossível descobrir um árbitro neutro. Suponhamos que foi isto que se passou no jogo entre o Futebol Clube do Porto e o Benfica e suponhamos também que o único árbitro qualificado a assistir ao desafio é o presidente do Futebol Clube do Porto.

A Teoria da Justiça de Rawls



A JUSTIÇA COMO EQUIDADE (SÍNTESES/ ESQUEMAS/ LINKS)

segunda-feira, 16 de março de 2015

Debate inter-turmas na Semana Cultural da ESDJII



"Oficina de Ideias" na Semana Cultural da ESDJII



Exposição de Livros e Guiões de Exploração/Exercícios/ Planos de Discussão, do Projeto Oficina de Ideias, da professora Maria do Céu Oliveira,  com a participação das monitoras - Ana Aires Breysse ( Projeto "Livres Pensadores" - Filosofia Aplicada) e Joana Rita Sousa (Projeto "Filosofia com Crianças")

segunda-feira, 9 de março de 2015

O Princípio do Dano



É o princípio de que o único fim para o qual as pessoas têm justificação, individual ou coletivamente, em interferir na liberdade de ação de outro, é a autoproteção. É o princípio de que o único fim em função do qual o poder pode ser corretamente exercido sobre qualquer membro de uma comunidade civilizada, contra a sua vontade, é o de prevenir dano a outros.

sábado, 7 de março de 2015

Do senso comum à ciência



Uma característica notável de muita da informação que adquirimos através da experiência comum é que, embora ela possa ser suficientemente precisa dentro de certos limites, raramente é acompanhada por qualquer explicação que nos diga por que se deram certos factos alegados.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Ética com Razões



Título: Ética com Razões
Autor: Pedro Galvão
Editora: Fundação Francisco Manuel dos Santos

Neste interessante livro de Pedro Galvão (autor dos nossos manuais de 10º e 11º anos) são discutidos, de forma muito clara, problemas como o aborto, a eutanásia e os direitos dos animais.

"A MINHA ESCOLA É UM MUSEU"


Velásquez, Las meninas

Reproduções de duas dezenas de obras da coleção permanente do Museu do Prado, em Madrid, Espanha, integram uma exposição patente na nossa escola - Escola Secundária D. João II -  de 26 de fevereiro a 5 de março.


Orientações 4º Teste




Preparação 4º teste 11º ano

Matriz, Links úteis

Orientações 4º teste




Preparação 4º teste 10º ano

Matriz, Links úteis

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

O problema do mundo exterior


Matisse
É uma questão de facto se as percepções dos sentidos são produzidas por objetos externos, a elas semelhantes: como irá decidir-se tal questão?

O inato e o a priori



É importante notar que o tópico do inatismo é distinto da questão do a priori. O inatismo não diz respeito à justificação; é apenas uma noção temporal que tem que ver com a questão de perceber se certos conceitos, crenças ou capacidades são possuídos à nascença. A categoria do a priori, no entanto, destaca as verdades em que temos justificação para acreditar sem atendermos à nossa experiência.
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