Conheci um
homem já idoso que tinha sido oficial na primeira guerra mundial. Disse-me que
um dos seus problemas fora o de conseguir que os seus homens usassem capacete
quando se encontravam em risco de receber fogo inimigo.
quarta-feira, 19 de novembro de 2014
Fatalismo
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O problema do livre-arbítrio
O dilema do determinismo
Magritte
Há um argumento, a que vou chamar
Argumento Básico, que parece provar que não podemos ser verdadeiramente ou
fundamentalmente responsáveis, moralmente, pelas nossas ações. Segundo este
Argumento Básico, não importa se o determinismo é verdadeiro ou falso.
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segunda-feira, 17 de novembro de 2014
Será o determinismo compatível com a responsabilidade moral?
Personagens: Lázaro: defensor do livre arbítrio; Daniel: defensor do determinismo; Carolina: defensora do compatibilismo.
LÁZARO: Aí vem a Carolina. Talvez ela nos possa dizer o que pensa sobre o assunto.
DANIEL: Olá,
Carolina.
CAROLINA:
Olá, Daniel. Olá, Lázaro.
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Libertismo
Edward Hopper
O Libertismo é a perspetiva de que pelo menos algumas das nossas ações são livres porque, na verdade, não estão causalmente determinadas. Segundo esta teoria, as escolhas humanas não estão constrangidas da mesma forma que outros acontecimentos do mundo.
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domingo, 16 de novembro de 2014
Dance of The Knights by Sergei Prokofiev
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sábado, 15 de novembro de 2014
O bom uso da retórica
Primeiro, tens de conhecer a
verdade sobre tudo o que falas ou escreves; tens de aprender a definir cada
coisa em si própria; e, uma vez definida, tens de saber como dividi-la em
categorias até chegares a algo indivisível.
Retórica e persuasão
SÓCRATES: Afirmas que és capaz de
ensinar a retórica a quem a quiser aprender contigo?
GÓRGIAS: Afirmo.
SÓCRATES: De tal modo que essa
pessoa fique em condições de ganhar o assentimento de uma assembleia sobre
qualquer assunto, sem a instruir recorrendo apenas à persuasão?
Retórica e manipulação
Muito do raciocínio prático é
dedicado a alterar os objetivos das pessoas. Procuramos colocar a situação a
uma luz diferente, de forma que as pessoas passem a partilhar os objetivos que
aprovamos ou que abandonem objetivos que desaprovamos.
Os sofistas e o mau uso da retórica
Os sofistas propunham-se,
mediante um pagamento, ganhar qualquer discussão, especialmente em tribunal,
por quaisquer meios de que dispusessem.
Argumentação e retórica
ARGUMENTOS INFORMAIS MAIS FREQUENTES
LÓGICA INFORMAL - FICHAS DE TRABALHO
ARGUMENTAÇÃO E RETÓRICA - FICHA DE TRABALHO
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Racionalidade Argumentativa e Filosofia
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
As pessoas serão responsáveis pelo que fazem?
Em 1924, dois adolescentes de Chicago, Richard Loeb e Nathan Leopold, raptaram e assassinaram um rapaz chamado Bobby Franks apenas para provar que conseguiam fazê-lo. O crime impressionou o público. Apesar da brutalidade do seu acto, Leopold e Loeb não pareciam especialmente perversos. Provinham de famílias ricas e eram ambos estudantes excelentes. Aos dezoito anos, Leopold era o licenciado mais jovem na história da Universidade de Chicago, e, aos dezanove anos, Loeb era a pessoa mais nova que se tinha licenciado na Universidade de Michigan. Leopold estava prestes a entrar na Escola de Direito de Harvard. Como era possível que tivessem cometido um assassinato absurdo?
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O argumento determinista
Edward Hopper
(…) “Acredito no Livre Arbítrio. Não tenho outra escolha”.
Singer (Isaac Bashevis) sabia que este pequeno gracejo colocava uma questão filosófica séria. É difícil não pensar que temos livre arbítrio. Quando estamos a decidir o que fazer a escolha, a escolha parece inteiramente nossa. A sensação interior de liberdade é tão poderosa que podemos ser incapazes de abandonar a ideia de livre-arbítrio, por muito fortes que sejam as provas da sua inexistência.
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O problema do livre-arbítrio
O problema do livre arbítrio
Supõe que estás na bicha de uma cantina e que, quando chegas às sobremesas, hesitas entre um pêssego e uma grande fatia de bolo de chocolate com uma cremosa cobertura de natas. O bolo tem bom aspecto, mas sabes que engorda. Ainda assim, tiras o bolo e come-lo com prazer. No dia seguinte vês-te ao espelho, ou pesas-te, e pensas: «Quem me dera não ter comido o bolo de chocolate. Podia ter comido antes o pêssego.»
«Podia ter comido antes o pêssego.» Que quer isto dizer? E será verdade?
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sábado, 8 de novembro de 2014
Pachelbel Canon in D Major
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sexta-feira, 7 de novembro de 2014
Petição de princípio
Magritte
Petição de princípio (petitio principii): usar implicitamente
a sua conclusão como premissa.
Deus existe porque é a Bíblia que
o afirma e eu sei que isso é verdade porque foi
Deus, afinal, quem a escreveu!
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
Falso dilema
Magritte
Reduzir as opções possíveis a
apenas duas, muitas vezes claramente opostas e injustas para a pessoa contra a
qual o dilema é colocado. Por exemplo: «É pegar ou largar». Um exemplo mais
subtil retirado do ensaio de um estudante: «Uma vez que o universo não pode ser
criado a partir do nada, teve de ser criado por uma força inteligente.» Será
que a criação por uma força inteligente é a única possibilidade?
Argumentos de autoridade
Magritte
(O argumento de autoridade é...) Um argumento baseado no testemunho de outras pessoas, em geral com uma forma lógica "X disse que P; logo, P", sendo X uma pessoa ou grupo de pessoas e P uma afirmação qualquer.
Argumentos por analogia
Os argumentos por analogia, em vez de multiplicarem exemplos para
apoiarem uma generalização, argumentam a partir de um caso ou exemplo
específico para provarem que outro caso, semelhante ao primeiro em muitos aspetos,
é também semelhante num outro aspecto determinado.
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
O dilema do prisioneiro
Van Gogh
No início da década de 1980, Robert
Axelrod, sociólogo americano, fez uma descoberta notável acerca da natureza da
cooperação. A verdadeira importância do resultado de Axelrod ainda não foi
devidamente valorizada fora de um grupo restrito de especialistas. Encerra a
potencialidade de alterar não apenas as nossas vidas pessoais, como também o
mundo da política internacional.
Egoísmo psicológico
Magritte
O egoísmo psicológico é uma
teoria da motivação que afirma que todos os nossos desejos últimos se referem a
nós mesmos. Sempre que queremos bem aos outros (ou mal), temos esses desejos
que se referem aos outros apenas instrumentalmente; preocupamo-nos com os
outros apenas porque pensamos que o seu bem-estar influenciará o nosso próprio
bem-estar. Como afirmei, o egoísmo é uma teoria descritiva, não é normativa.
Procura caracterizar o que de facto motiva os seres humanos, mas nada diz sobre
se essa motivação é certa ou errada.
Generalizações e previsões
Van Gogh
"Todos os corvos que até hoje se observaram são negros
Todos os corvos são negros"
A generalização é um tipo muito comum de inferência indutiva,
que estabelece uma conclusão geral como, por exemplo, "os portugueses são
machistas" a partir de casos menos gerais.
domingo, 2 de novembro de 2014
Dedução e indução
Para começar, é comum distinguir
dois tipos diferentes de validade. Para compreender isto, considere-se as
seguintes três inferências:
- Se o ladrão tivesse entrado pela janela da cozinha,
haveria pegadas lá fora; mas não há pegadas lá fora; logo, o ladrão não
entrou pela janela da cozinha.
- O João tem os dedos manchados de nicotina; logo, o
João é um fumador.
- O João compra dois pacotes de cigarros por dia; logo, alguém deixou pegadas na parte de fora da janela da cozinha.
Meios de persuasão
A lógica clássica sugere que o
bom argumento é sólido, ou seja, válido e com premissas verdadeiras. Embora
esta concepção de bom argumento seja útil para modelar muitos tipos de
argumentos, o apelo a premissas verdadeiras ajusta-se mal a muitos contextos
informais, frequentemente caracterizados por crenças hipotéticas e incertas,
por discordâncias profundas sobre o que é verdadeiro e o que é falso, por
afirmações éticas e estéticas que não são facilmente categorizadas como
verdadeiras ou falsas e por contextos variados nos quais hipóteses
completamente diferentes podem ser aceitas ou rejeitadas.
Demonstração e argumentação
"É tão errado pedir demonstrações a um orador como aceitar argumentos meramente persuasivos a um matemático"
Aristóteles
Aristóteles
Uma procura épica da verdade
Logicomix: Uma procura
épica da verdade é um interessante e divertido livro em banda desenhada
que dá a conhecer a vida e a filosofia de Bertrand Russell, a sua procura da verdade e da fundamentação lógica de toda a matemática.
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
Usar argumentos como meio de investigação
Sherlock Holmes tem de explicar
uma das suas conclusões mais importantes em a Aventura de Silver Blaze:
Estava um cão no estábulo e,
apesar de alguém lá ter estado e ter levado para lá um cavalo, o cão não ladrou
[...] É óbvio que o visitante era alguém que o cão conhecia bem [...]
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
Ação, intenção e deliberação
Balthus
Um erro comum que existe na
teoria da ação é supor que todas as ações intencionais são o resultado de
alguma espécie de deliberação, que são o produto de uma cadeia de raciocínio
prático. Mas, obviamente, muitas coisas que fazemos não são assim. Simplesmente
fazemos alguma coisa sem qualquer reflexão prévia.
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Acontecimentos e ações
Edward Hopper
Suponhamos que apanhei o comboio e paguei o meu respectivo bilhete. Durante o percurso vou distraído, pensando nas minhas coisas, sem me dar conta de que brinco com o pedacito do cartão, enrolo-o e desenrolo-o, até que finalmente o atiro descuidadamente pela janela aberta. Nessa altura aparece-me o cobrador e pede-me o bilhete: desespero e provavelmente a multa. Posso apenas murmurar para me desculpar: " Atirei-o da janela...sem me aperceber." O revisor, que é também um pouco filósofo, comenta: "Bom, se não se apercebeu do que estava do que estava a fazer, não pode dizer que o tenha atirado pela janela. É como ele tivesse caído".
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Prezi
sábado, 25 de outubro de 2014
Chopin - Complete waltzes
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quinta-feira, 23 de outubro de 2014
Estudar para o teste
Estudar para o teste
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
Beethoven's Jazz - Piano Sonata No. 32, op. 111
Sugestão musical para este fim de semana
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terça-feira, 14 de outubro de 2014
Conselhos para avaliar argumentos
Magritte
Os lógicos (…) distinguem a validade da solidez. Diz-se que um argumento é válido se a conclusão se segue das premissas. No entanto, para que seja sólido, um argumento tem de ser válido e as premissas têm de ser verdadeiras.
Importa fazer outra observação. O grau com que as premissas apoiam a conclusão pode variar. Por vezes as premissas não aprovam absolutamente que a conclusão seja verdadeira, mas proporcionam dados que tornam muito provável que a conclusão seja verdadeira.
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A dimensão discursiva do trabalho filosófico,
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Avaliar argumentos
Magritte
Formular e testar argumentos é importante em qualquer área, mas é especialmente decisivo quando lidamos com grandes decisões abstratas, já que não temos outra forma de as compreender. Uma teoria filosófica é apenas tão boa como os argumentos que a apoiam.
Alguns argumentos são sólidos, alguns não o são, e precisamos saber como os distinguir. Seria bom se houvesse uma maneira simples de o fazer. Infelizmente, não há. Os argumentos são muito diversos e podem estar errados de inúmeras formas. Porém, podemos atender a alguns princípios gerais.
domingo, 12 de outubro de 2014
A dimensão discursiva do trabalho filosófico
Os argumentos são essenciais, em primeiro lugar, porque são uma forma de tentar descobrir quais os melhores pontos de vista. Nem todos os pontos de vista são iguais. Algumas conclusões podem ser apoiadas com boas razões; outras, com razões menos boas. Mas muitas vezes não sabemos quais são as melhores conclusões. Precisamos de apresentar argumentos para apoiar diferentes conclusões, e depois avaliar tais argumentos para ver se são realmente bons.
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sábado, 11 de outubro de 2014
O Sono da Razão Produz Monstros
Uma das séries de sátiras gravadas pelo pintor espanhol Goya tem por título “O Sono da Razão Produz Monstros”. Goya pensava que muitas das loucuras da humanidade resultavam do “sono da razão”. Há sempre pessoas prontas a dizer-nos o que queremos, a explicar-nos como nos vão dar essas coisas e a mostrar-nos no que devemos acreditar. As convicções são contagiosas, e é possível convencer as pessoas de praticamente tudo. Geralmente, estamos dispostos a pensar que os nossos hábitos, as nossas convicções, a nossa religião e os nossos políticos são melhores do que os deles, ou que os nossos direitos dados por Deus anulam os direitos deles, ou que os nossos interesses exigem ataques defensivos ou dissuasivos contra eles.
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A lógica de Aristóteles
Uma forma de definir a lógica é dizer que é uma disciplina que distingue entre as boas e as más inferências. Aristóteles estuda todas as formas possíveis de inferência silogística e estabelece um conjunto de princípios que permitem distinguir os bons silogismos dos maus.
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
Mahler symphony no.5 (IV) - Adagietto
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segunda-feira, 6 de outubro de 2014
Razões para estudar filosofia
Porquê estudar filosofia
Qual é afinal a importância de estudar filosofia? Começar a questionar as bases fundamentais da nossa vida pode até ser perigoso: podemos acabar por nos sentir incapazes de fazer o que quer que seja, paralisados por fazer demasiadas perguntas. Na verdade, a caricatura do filósofo é geralmente a de alguém que é brilhante a lidar com pensamentos altamente abstractos no conforto de um sofá, numa sala de Oxford ou Cambridge, mas incapaz de lidar com as coisas práticas da vida: alguém que consegue explicar as mais complicadas passagens da filosofia de Hegel, mas que não consegue cozer um ovo.
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Os temas e as questões da filosofia
O que é a filosofia?
A filosofia é o que acontece quando se começa a pensar pela própria cabeça.
Pode-se acrescentar um pouco mais. Assim que nos libertamos dos hábitos das crenças recebidas, as que por acaso se adquiriu mesmo acerca de questões básicas, e começamos realmente a pensar acerca daquilo em que devemos acreditar, à luz da razão (argumentos) e indícios, começámos a fazer filosofia.
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Os temas e as questões da filosofia
O silogismo categórico
Um silogismo (ou melhor, um silogismo categórico) é a inferência de uma proposição a partir de duas premissas. Por exemplo: todos os cavalos têm cauda; todas as coisas que têm cauda são quadrúpedes; logo, todos os cavalos são quadrúpedes.
Forma lógica
A forma lógica de uma frase é a estrutura, partilhável com outras frases, responsável pelo seu papel nas inferências. Isto é, a sua forma lógica determina a maneira pela qual ela pode ser validamente deduzida a partir de outras frases, e a maneira pela qual outras frases podem ser deduzidas validamente de conjuntos de premissas que a incluam.
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
Luís de Freitas Branco - "Suite Alentejana No. 1"
Sugestão musical para este fim de semana
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A atividade filosófica
Magritte
A filosofia é uma atividade: é uma forma de pensar acerca de certas questões. A sua característica mais marcante é o uso de argumentos lógicos. A atividade dos filósofos é, tipicamente, argumentativa: ou inventam argumentos, ou criticam os argumentos de outras pessoas ou fazem as duas coisas. Os filósofos também analisam e clarificam conceitos. (...)
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quarta-feira, 1 de outubro de 2014
Dia Mundial da Música
Beethoven - Symphony nº 9 "Choral" - Ode to Joy
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