A filosofia é diferente da ciência e da matemática. Ao contrário da ciência, não assenta em experimentações nem na observação, mas apenas no pensamento. E ao contrário da matemática não tem métodos formais de prova. A filosofia faz-se colocando questões, argumentando, ensaiando ideias e pensando em argumentos possíveis contra elas, e procurando saber como funcionam realmente os nossos conceitos.
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
A profundidade das questões filosóficas
domingo, 28 de setembro de 2014
sábado, 27 de setembro de 2014
Schubert - Piano Sonata in A major, D. 959 Third Movement
Sugestão musical para este fim de semana
Etiquetas:
música
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
Validade e verdade
As partes relevantes de um argumento são, em primeiro lugar as suas premissas. As premissas são o ponto de partida, ou o que se aceita ou presume, no que respeita ao argumento. Um argumento pode ter uma ou várias premissas. A partir das premissas, os argumentos derivam uma conclusão.
terça-feira, 23 de setembro de 2014
A mulher que viveu duas vezes
Título: Vertigo – A Mulher que Viveu Duas
Vezes
Realização – Alfred Hitchcok
Música – Bernard Herrmann
Interpretação: James Stuart, Kim Novak
Ano – 1958
País - EUA
Duração – 128 minutos
sábado, 20 de setembro de 2014
A importância da lógica
Hooper
A argumentação é um
instrumento sem o qual não podemos compreender melhor o mundo nem intervir nele
de modo a alcançar os nossos objetivos; não podemos sequer determinar com
rigor quais serão os melhores objetivos a ter em mente. Os seres humanos estão
sós perante o universo; têm de resolver os seus problemas, enfrentar
dificuldades, traçar planos de ação, fazer escolhas. Para fazer todas estas
coisas precisamos de argumentos. Será que a Terra está imóvel no centro do
universo? Que argumentos há a favor dessa ideia?
Led Zeppelin - Stairway To Heaven
Etiquetas:
música
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
O que se segue do quê?
A maioria das pessoas gosta de pensar que é lógica. Dizer a alguém "Não estás a ser lógico" é uma normalmente uma forma de crítica. Ser ilógico é ser confuso, desordenado, irracional. Mas o que é a lógica? (…) Todos nós raciocinamos. Tentamos descobrir como as coisas são raciocinando com base naquilo que já sabemos. Tentamos persuadir os outros de que algo é de determinada maneira dando-lhes razões. A lógica é o estudo do que conta como uma boa razão para o quê, e porquê. Temos no entanto de compreender esta afirmação de um certo modo. Aqui estão dois trechos de raciocínio — os lógicos chamam-lhes inferências:
1. Roma é a capital da Itália, e este avião aterra em Roma; logo, o avião aterra na Itália.
2. Moscovo é a capital dos EUA; logo, não podemos ir a Moscovo sem ir aos EUA.
Etiquetas:
11º ano,
Argumentação e lógica formal,
Racionalidade Argumentativa e Filosofia,
Validade e verdade
As perguntas da filosofia
Eis algumas
perguntas que qualquer um de nós pode fazer sobre nós próprios. O que sou eu? O
que é a consciência? Será que eu poderia sobreviver à morte do meu corpo? Será que
posso ter a certeza de que as experiências e sensações das outras pessoas são
como as minhas? Se eu não posso partilhar as experiências das outras pessoas,
será que posso comunicar com elas? Será que agimos sempre em função do nosso
interesse próprio? Será que sou apenas uma espécie de fantoche, programado para
fazer as coisas que penso fazer em função do meu livre-arbítrio?
Etiquetas:
10º ano,
Abordagem Introdutória à Filosofia e ao Filosofar,
Fichas/ testes e exames,
Os temas e as questões da filosofia
Atividades diagnósticas - 1
Escher
Supõe que trabalhas numa biblioteca, verificando os livros que as pessoas requisitam, e um amigo te pede para o deixares roubar uma obra de referência difícil de encontrar que quer possuir.
Podes hesitar em concordar por diversas razões. Podes recear que ele seja apanhado e que, assim, tanto ele como tu arranjem problemas. Ou podes querer que o livro fique na biblioteca para que tu próprio possas consultá-lo.
Etiquetas:
10º ano,
Abordagem Introdutória à Filosofia e ao Filosofar,
Fichas/ testes e exames,
Os temas e as questões da filosofia
domingo, 14 de setembro de 2014
Novo ano letivo - 2014/ 2015
BOAS VINDAS!
Para todos os alunos que iniciam este ano a disciplina de filosofia
(em especial para as turmas 10ºA e 10ºB)
BOM REGRESSO!
Para todos os alunos que continuam o seu percurso na disciplina de filosofia
(em especial para as turmas 11º A e 11ºB)
(em especial para as turmas 11º A e 11ºB)
BOM TRABALHO!
Para todos os alunos e professores
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
A singularidade da música
Thomas Eakins
É evidente que a
música dá às pessoas grande prazer e é também verdade que geralmente se
considera que exprime algumas das mais profundas emoções humanas. Nenhum dos
factos, contudo, explica apropriadamente o seu valor.
domingo, 10 de agosto de 2014
sábado, 9 de agosto de 2014
O que é o riso?
Johannes Moreelse, Demócrito (cerca de 1630)
Que significa o riso? O que há no fundo do risível? O que haverá de comum entre a careta de um palhaço, um jogo de palavras, um quiproquó de vaudeville, uma cena de fina comédia? Que destilação nos dará a essência, sempre a mesma, da qual tantos produtos diversos tiram o seu indiscreto aroma ou o seu delicado perfume?
A moda como pretexto
Fotógrafo de moda, Blow up
O dinamismo criativo
do fotógrafo de moda nos anos sessenta é ilustrado em David Bailey, o protagonista do filme de
Michelangelo Antonioni, Blow up.
Fotografia subjetiva
Otto Steinert, Lights (1952)
Trata-se de valorizar os desempenhos da visão fotográfica e de a diferenciar definitivamente do olhar humano. “A fotografia deu-nos pela primeira vez, a sensação da estrutura das coisas com uma intensidade que o olhar, limitado pela acomodação, ignorava inteiramente até então” (Otto Steinert)
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
A fotografia pura
Alfred Stieglitz, A Entreponte, 1907
Com a Entreponte, Stieglitz inicia um novo estilo. Ao contrário do que acontecia no picturalismo, é no momento de fotografar que a composição da imagem é concebida na sua globalidade.
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
A influência recíproca da pintura e da fotografia
Angus Mac Bean
A perspetiva, o
enquadramento, a desfocagem, o instantâneo, o efeito de profundidade de campo
são outros tantos contributos da fotografia para a pintura Toulouse Lautrec,
Degas, Seurat, para citar apenas estes, provam-no nas suas telas.
O picturalismo
Peter Henry Emerson
Tudo começou com
Peter Henry Emerson, que, no decurso da segunda metade do século XIX, “se
insurge contra a fotografia que reproduz com igual precisão tudo aquilo que aparece
no campo da sua objetiva” (citado por Jean A. Keim, na sua Histoire de la
Photographie).
terça-feira, 29 de julho de 2014
Jazz em Agosto - 2014
Etiquetas:
música
quinta-feira, 17 de julho de 2014
sexta-feira, 11 de julho de 2014
Forma Significante
Cézanne
Portanto, ou todas
as obras de arte visual têm uma propriedade comum ou então, quando falamos de
«obra de arte», dizemos tolices. Todos falamos de “arte” operando uma
classificação mental pela qual distinguimos a classe das “obras de arte” de
todas as outras classes. O que justifica esta classificação? Qual é a
propriedade comum e particular a todos os membros desta classe?Emoção Estética
Poussin
O ponto de partida
de todos os sistemas estéticos deve ser a experiência pessoal de uma emoção
particular. Chamamos obra de arte a objetos que provocam esta emoção. Todas as
pessoas sensíveis concordam em afirmar que há uma emoção particular causada por
obras de arte. Não quero com isto dizer, evidentemente, que todas as obras de
arte provocam a mesma emoção. Perspetivas apresentadas no colóquio "O que é a arte?"
Etiquetas:
10º ano,
A Dimensão Estética: Análise e Compreensão da Experiência Estética,
Arte,
Eventos
quarta-feira, 2 de julho de 2014
O que é a Arte - Colóquio
Sexta-feira - 4 de
julho de 2014 - Faculdade de Letras da
Universidade de Lisboa
Colóquio "O que
é a arte?".
sábado, 28 de junho de 2014
O Belo, a Moda e a Felicidade
Esta é na verdade uma bela ocasião para estabelecer uma teoria racional e histórica do belo, em oposição à teoria do belo único e absoluto; para mostrar que o belo é sempre, inevitavelmente, de dupla composição, se bem que a impressão que produz seja una; porque a dificuldade de discernir os elementos variáveis do belo na unidade da impressão em nada infirma a necessidade da variedade na sua composição.
sexta-feira, 27 de junho de 2014
Abrigos e refúgios
Estamos no mês de
Fevereiro de 2022 e o mundo faz o balanço dos prejuízos causados pela guerra
nuclear que rebentou no Médio Oriente em finais do ano passado. O nível global
de radioactividade neste momento e nos próximos oito meses é tão elevado que só
quem vive em abrigos atómicos pode ter esperança de sobreviver num estado de
saúde razoável.
quinta-feira, 26 de junho de 2014
Argumento a favor da obrigação de ajudar
É este o argumento
em favor da obrigação de ajudar. De um modo mais formal, poderia ser formulado
como se segue:
segunda-feira, 23 de junho de 2014
Teremos o dever de ajudar pessoas que morrem à fome?
Todos os anos
milhões de pessoas morrem por subalimentação e problemas de saúde com ela
relacionados. Um padrão comum entre as crianças dos países pobres é a morte por
desidratação causada por diarreias com origem na subnutrição. O diretor executivo
do Fundo das Nações Unidas de Apoio às Crianças (UNICEF) estima que cerca de
quinze mil crianças morram desta forma todos os dias (…).
sexta-feira, 20 de junho de 2014
O inato e o a priori
É importante notar
que o tópico do inatismo é distinto da questão do a priori. O inatismo não diz respeito à justificação; é apenas uma noção
temporal que tem que ver com a questão de perceber se certos conceitos, crenças
ou capacidades são possuídos à nascença. A categoria do a priori, no entanto, destaca as verdades em que temos justificação
para acreditar sem atendermos à nossa experiência.
terça-feira, 17 de junho de 2014
segunda-feira, 16 de junho de 2014
Até para o ano!
Agradeço aos meus
alunos a alegria e o interesse manifestados nas aulas, o envolvimento e o empenho
na apropriação e na discussão crítica dos temas/ problemas.
Até para o ano!
Boas Férias!
domingo, 8 de junho de 2014
Podem as emoções funcionar cognitivamente na interpretação da obra de arte?
Degas, Waiting
Num lado colocamos a sensação, perceção, inferência, conjetura, toda a inspeção e investigação fria, facto e verdade; no outro prazer, dor, interesse, satisfação, desapontamento, toda a resposta afetiva tonta, gostar e detestar. De uma forma muitíssimo eficiente, isto impede-nos de ver que na nossa experiencia estética as emoções funcionam cognitivamente.
FESTROIA
Etiquetas:
cinema
domingo, 1 de junho de 2014
A Vida imita a Arte muito mais do que a Arte imita a Vida
Claude Monet
Um interessante excerto de um diálogo: O Declínio da Mentira, da obra Intenções: Quatro Ensaios sobre Arte de Oscar Wilde, com tradução de António M. Feijó
CYRIL (…) Mas a fim de evitar qualquer erro, quero que me digas, em poucas palavras, as doutrinas desta nova estética.
VIVIAN Ei-las, então, em poucas palavras. A Arte não é expressão de nada a não ser de si mesma. Tem uma vida independente, tal como o Pensamento a tem, e desenvolve-se estritamente por caminhos próprios. Não é necessariamente realista numa época de realismo, nem espiritual numa época de fé. Longe de ser uma criação do seu tempo, está normalmente em oposição frontal a ele, e a única história que preserva para nós é a história da sua própria evolução. Por vezes, retrocede sobre si mesma (…). Noutras alturas, antecipa por completo a sua época, e produz num dado século oras que exigirão um outro século para serem percebidas, apreciadas e fruídas. (…)
domingo, 25 de maio de 2014
Será que há critérios ou princípios críticos universais?
A avaliação da arte
A questão da avaliação da arte diz respeito aos critérios usados pela crítica para classificar uma dada obra como boa ou má, magnífica ou vulgar, bonita ou feia, etc. Será que há critérios ou princípios críticos universais? Como se adivinha, aqueles que defendem que o valor da arte é instrumental, encontram aí o fundamento para um critério geral de avaliação. Por exemplo, quem defende o cognitivismo tem como critério geral de avaliação a maior ou menor capacidade de uma dada obra de arte para nos proporcionar conhecimento. Esta é uma perspetiva universalista.
O Crítico como Artista
Van Gogh
ERNEST A mais alta crítica é então mais criativa que a criação, e o fim principal do crítico é ver o objeto em si como na realidade não é; parece-me ser esta a tua teoria.
O critério da senciência
Se um ser sofre, não
pode haver justificação moral para a recusa de tomar esse sofrimento em
consideração. Independentemente da natureza do ser, o princípio da igualdade
exige que o sofrimento seja levado em linha de conta em termos igualitários
relativamente a um sofrimento semelhante de qualquer outro ser, tanto quanto é possível
fazer comparações aproximadas.
Etiquetas:
10º ano,
11º ano,
Temas/Problemas da Cultura Científico-Tecnológica,
Temas/Problemas do mundo contemporâneo
After Hours - Velvet Underground
Sugestão musical para este domingo
Etiquetas:
música
segunda-feira, 19 de maio de 2014
Estudantes portugueses ganham medalhas de prata nas Olimpíadas Internacionais de Filosofia
Maria Beatriz
Correia Santos, do Agrupamento de Escolas Ibn Mucana, em Alcabideche, Cascais,
e João Filipe Quintas Madeira, da Escola Secundária Dr. Ginestal Machado,
Santarém, ganharam medalhas de prata nas Olimpíadas Internacionais de
Filosofia.
domingo, 18 de maio de 2014
Jazz em Agosto - 2014
Etiquetas:
música
segunda-feira, 12 de maio de 2014
O problema da definição de arte - teorias
Vermeer, A Leiteira (1688)
O que é a arte? Três teorias sobre um problema central da estética - Crítica
TEORIA DA ARTE COMO IMITAÇÃO
Esta é uma das mais antigas teorias da arte. Foi, aliás, durante muito tempo aceite pelos próprios artistas como inquestionável. A definição que constitui a sua tese central é a seguinte:
Subscrever:
Mensagens (Atom)































