segunda-feira, 11 de agosto de 2014

A singularidade da música


Thomas Eakins

É evidente que a música dá às pessoas grande prazer e é também verdade que geralmente se considera que exprime algumas das mais profundas emoções humanas. Nenhum dos factos, contudo, explica apropriadamente o seu valor.

sábado, 9 de agosto de 2014

O que é o riso?


Johannes Moreelse, Demócrito (cerca de 1630)


Que significa o riso? O que há no fundo do risível? O que haverá de comum entre a careta de um palhaço, um jogo de palavras, um quiproquó de vaudeville, uma cena de fina comédia? Que destilação nos dará a essência, sempre a mesma, da qual tantos produtos diversos tiram o seu indiscreto aroma ou o seu delicado perfume?

A moda como pretexto


Fotógrafo de moda, Blow up

O dinamismo criativo do fotógrafo de moda nos anos sessenta é ilustrado  em David Bailey, o protagonista do filme de Michelangelo Antonioni, Blow up.

Fotografia subjetiva


Otto Steinert, Lights (1952)  

Trata-se de valorizar os desempenhos da visão fotográfica e de a diferenciar definitivamente do olhar humano. “A fotografia deu-nos pela primeira vez, a sensação da estrutura das coisas com uma intensidade que o olhar, limitado pela acomodação, ignorava inteiramente até então” (Otto Steinert)

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

A influência recíproca da pintura e da fotografia


Angus Mac Bean

A perspetiva, o enquadramento, a desfocagem, o instantâneo, o efeito de profundidade de campo são outros tantos contributos da fotografia para a pintura Toulouse Lautrec, Degas, Seurat, para citar apenas estes, provam-no nas suas telas.

O picturalismo


Peter Henry Emerson

Tudo começou com Peter Henry Emerson, que, no decurso da segunda metade do século XIX, “se insurge contra a fotografia que reproduz com igual precisão tudo aquilo que aparece no campo da sua objetiva” (citado por Jean A. Keim, na sua Histoire de la Photographie).

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Forma Significante


 Cézanne
Portanto, ou todas as obras de arte visual têm uma propriedade comum ou então, quando falamos de «obra de arte», dizemos tolices. Todos falamos de “arte” operando uma classificação mental pela qual distinguimos a classe das “obras de arte” de todas as outras classes. O que justifica esta classificação? Qual é a propriedade comum e particular a todos os membros desta classe?

Emoção Estética



Poussin
O ponto de partida de todos os sistemas estéticos deve ser a experiência pessoal de uma emoção particular. Chamamos obra de arte a objetos que provocam esta emoção. Todas as pessoas sensíveis concordam em afirmar que há uma emoção particular causada por obras de arte. Não quero com isto dizer, evidentemente, que todas as obras de arte provocam a mesma emoção.

Perspetivas apresentadas no colóquio "O que é a arte?"




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quarta-feira, 2 de julho de 2014

sábado, 28 de junho de 2014

O Belo, a Moda e a Felicidade



Esta é na verdade uma bela ocasião para estabelecer uma teoria racional e histórica do belo, em oposição à teoria do belo único e absoluto; para mostrar que o belo é sempre, inevitavelmente, de dupla composição, se bem que a impressão que produz seja una; porque a dificuldade de discernir os elementos variáveis do belo na unidade da impressão em nada infirma a necessidade da variedade na sua composição. 

L'Arpeggiata - Athanasius Kircher (1602-1680)


Altruísmo eficaz


sexta-feira, 27 de junho de 2014

Abrigos e refúgios



Estamos no mês de Fevereiro de 2022 e o mundo faz o balanço dos prejuízos causados pela guerra nuclear que rebentou no Médio Oriente em finais do ano passado. O nível global de radioactividade neste momento e nos próximos oito meses é tão elevado que só quem vive em abrigos atómicos pode ter esperança de sobreviver num estado de saúde razoável.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Teremos o dever de ajudar pessoas que morrem à fome?



Todos os anos milhões de pessoas morrem por subalimentação e problemas de saúde com ela relacionados. Um padrão comum entre as crianças dos países pobres é a morte por desidratação causada por diarreias com origem na subnutrição. O diretor executivo do Fundo das Nações Unidas de Apoio às Crianças (UNICEF) estima que cerca de quinze mil crianças morram desta forma todos os dias (…).

sexta-feira, 20 de junho de 2014

O inato e o a priori



É importante notar que o tópico do inatismo é distinto da questão do a priori. O inatismo não diz respeito à justificação; é apenas uma noção temporal que tem que ver com a questão de perceber se certos conceitos, crenças ou capacidades são possuídos à nascença. A categoria do a priori, no entanto, destaca as verdades em que temos justificação para acreditar sem atendermos à nossa experiência.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Até para o ano!



Agradeço aos meus alunos a alegria e o interesse manifestados nas aulas, o envolvimento e o empenho na apropriação e na discussão crítica dos temas/ problemas.

Até para o ano!
Boas Férias!

domingo, 8 de junho de 2014

Podem as emoções funcionar cognitivamente na interpretação da obra de arte?



Degas, Waiting


Num lado colocamos a sensação, perceção, inferência, conjetura, toda a inspeção e investigação fria, facto e verdade; no outro prazer, dor, interesse, satisfação, desapontamento, toda a resposta afetiva tonta, gostar e detestar. De uma forma muitíssimo eficiente, isto impede-nos de ver que na nossa experiencia estética as emoções funcionam cognitivamente.

FESTROIA



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Festival Internacinal de Cinema - Setúbal


6/15 de Junho


domingo, 1 de junho de 2014

A Vida imita a Arte muito mais do que a Arte imita a Vida


Claude Monet

Um interessante excerto de um diálogo: O Declínio da Mentira, da obra Intenções: Quatro Ensaios sobre Arte de Oscar Wilde, com tradução de António M. Feijó



CYRIL (…) Mas a fim de evitar qualquer erro, quero que me digas, em poucas palavras, as doutrinas desta nova estética.

VIVIAN  Ei-las, então, em poucas palavras. A Arte não é expressão de nada a não ser de si mesma. Tem uma vida independente, tal como o Pensamento a tem, e desenvolve-se estritamente por caminhos próprios. Não é necessariamente realista numa época de realismo, nem espiritual numa época de fé. Longe de ser uma criação do seu tempo, está normalmente em oposição frontal a ele, e a única história que preserva para nós é a história da sua própria evolução. Por vezes, retrocede sobre si mesma (…). Noutras alturas, antecipa por completo a sua época, e produz num dado século oras que exigirão um outro século para serem percebidas, apreciadas e fruídas. (…)

Simón Bolívar String Quartet


domingo, 25 de maio de 2014

Será que há critérios ou princípios críticos universais?


Leonardo da Vinci, Gioconda

A avaliação da arte

A questão da avaliação da arte diz respeito aos critérios usados pela crítica para classificar uma dada obra como boa ou má, magnífica ou vulgar, bonita ou feia, etc. Será que há critérios ou princípios críticos universais? Como se adivinha, aqueles que defendem que o valor da arte é instrumental, encontram aí o fundamento para um critério geral de avaliação. Por exemplo, quem defende o cognitivismo tem como critério geral de avaliação a maior ou menor capacidade de uma dada obra de arte para nos proporcionar conhecimento. Esta é uma perspetiva universalista.

O Crítico como Artista


Van Gogh


ERNEST A mais alta crítica é então mais criativa que a criação, e o fim principal do crítico é ver o objeto em si como na realidade não é; parece-me ser esta a tua teoria.

O critério da senciência




Se um ser sofre, não pode haver justificação moral para a recusa de tomar esse sofrimento em consideração. Independentemente da natureza do ser, o princípio da igualdade exige que o sofrimento seja levado em linha de conta em termos igualitários relativamente a um sofrimento semelhante de qualquer outro ser, tanto quanto é possível fazer comparações aproximadas.

Então? É ciência ou não?


After Hours - Velvet Underground




Sugestão musical para este domingo

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Estudantes portugueses ganham medalhas de prata nas Olimpíadas Internacionais de Filosofia



Maria Beatriz Correia Santos, do Agrupamento de Escolas Ibn Mucana, em Alcabideche, Cascais, e João Filipe Quintas Madeira, da Escola Secundária Dr. Ginestal Machado, Santarém, ganharam medalhas de prata nas Olimpíadas Internacionais de Filosofia. 

segunda-feira, 12 de maio de 2014

O problema da definição de arte - teorias


Vermeer, A Leiteira  (1688)

O que é a arte? Três teorias sobre um problema central da estética - Crítica

TEORIA DA ARTE COMO IMITAÇÃO

Esta é uma das mais antigas teorias da arte. Foi, aliás, durante muito tempo aceite pelos próprios artistas como inquestionável. A definição que constitui a sua tese central é a seguinte:

O juízo de gosto segundo Kant


Naufrágio, Turner

"Esta tempestade no mar é sublime", não é uma opinião pessoal.


O primeiro lugar-comum do gosto está contido na proposição com a qual cada pessoa sem gosto pensa precaver-se contra a censura: cada urna tem o seu próprio gosto. Isto equivale dizer que o princípio determinante deste juízo é simplesmente subjetivo (deleite ou dor) e que o juízo não tem nenhum direito ao necessário assentimento dos outros.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

O padrão do gosto


Rembrandt

O sentimento está sempre certo – porque o sentimento não tem outro referente senão ele mesmo e é sempre real, quando alguém tem consciência dele. Mas nem todas as determinações do entendimento são certas, porque têm como referente algumas coisas para além delas mesmas, a saber, os factos reais e nem sempre são conformes a esse padrão.

O Gosto e a Beleza


Caravaggio

As teorias baseadas na subjetividade do gosto

1. Algumas explicações caracterizam-se por definir as noções de "bom" (esteticamente) e de "valor estético" em termos dos estados psicológicos dos sujeitos. [...] Daí que o valor estético não seja uma qualidade percetível nos objetos, como a cor ou a dimensão, mas sim uma relação que consiste no facto de alguém tomar uma atitude determinada a respeito deles. A tarefa da avaliação da arte reduz-se inteiramente à manifestação dos nossos gostos e preferências a respeito das obras de arte.

O problema da natureza dos juízos estéticos


Vermeer

domingo, 4 de maio de 2014

A atitude estética



A atitude estética, ou a «forma estética de contemplar o mundo», é geralmente contraposta à atitude prática, na qual só interessa a utilidade do objecto em questão. O verdadeiro negociante de terrenos que contempla uma paisagem só a pensar no possível valor monetário do que vê não está a contemplar esteticamente a paisagem. Para a contemplar dessa maneira teria de «a observar por observar», sem qualquer outra intenção — teria de saborear a experiência de observar a própria paisagem, tomando atenção aos seus detalhes, em vez de utilizar o objecto observado como um meio para atingir um certo fim.

A evolução da ciência segundo Kuhn




A ciência normal, a atividade em que, inevitavelmente, a maioria dos cientistas consome quase todo o seu tempo, constitui-se na suposição de que a comunidade científica sabe como é o mundo. Grande parte do êxito da pesquisa deve-se ao facto da comunidade se encontrar disposta a defender essa suposição, mesmo que seja necessário pagar um preço elevado. A ciência normal, por exemplo, suprime frequentemente inovações fundamentais, devido a permanecerem demasiado subversivas relativamente às suas crenças habituais.

Ciência e verdade




A esta altura, percebe-se claramente a diferença entre verdade e corroboração. Apreciar um enunciado dando-o como corroborado, é também uma apreciação lógica e, portanto, intemporal; assevera que certa relação lógica está em vigor entre um sistema teorético e um sistema qualquer de enunciados básicos aceites.

A evolução da ciência segundo Popper



Podemos dizer que o crescimento do nosso conhecimento é o resultado de um processo muito parecido com aquilo a que Darwin chamou «selecção natural», ou seja, da seleção natural de hipóteses: o nosso conhecimento consiste, em cada momento, naquelas hipóteses que mostraram a sua aptidão (comparativa) ao sobreviver até agora na sua luta pela existência, uma luta competitiva que elimina as hipóteses inaptas.

domingo, 27 de abril de 2014

A crítica libertarista de Nozick


António Berni

Pensar que a tarefa de uma teoria distributiva da justiça é preencher o espaço em branco em «a cada um de acordo com o seu ___» é estar predisposto a procurar um padrão; e o tratamento separado de «de cada um de acordo com o seu___» encara a produção e a distribuição como dois assuntos separados e independentes.
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