terça-feira, 29 de julho de 2014
quinta-feira, 17 de julho de 2014
sexta-feira, 11 de julho de 2014
Forma Significante
Cézanne
Portanto, ou todas
as obras de arte visual têm uma propriedade comum ou então, quando falamos de
«obra de arte», dizemos tolices. Todos falamos de “arte” operando uma
classificação mental pela qual distinguimos a classe das “obras de arte” de
todas as outras classes. O que justifica esta classificação? Qual é a
propriedade comum e particular a todos os membros desta classe?Emoção Estética
Poussin
O ponto de partida
de todos os sistemas estéticos deve ser a experiência pessoal de uma emoção
particular. Chamamos obra de arte a objetos que provocam esta emoção. Todas as
pessoas sensíveis concordam em afirmar que há uma emoção particular causada por
obras de arte. Não quero com isto dizer, evidentemente, que todas as obras de
arte provocam a mesma emoção. Perspetivas apresentadas no colóquio "O que é a arte?"
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quarta-feira, 2 de julho de 2014
O que é a Arte - Colóquio
Sexta-feira - 4 de
julho de 2014 - Faculdade de Letras da
Universidade de Lisboa
Colóquio "O que
é a arte?".
sábado, 28 de junho de 2014
O Belo, a Moda e a Felicidade
Esta é na verdade uma bela ocasião para estabelecer uma teoria racional e histórica do belo, em oposição à teoria do belo único e absoluto; para mostrar que o belo é sempre, inevitavelmente, de dupla composição, se bem que a impressão que produz seja una; porque a dificuldade de discernir os elementos variáveis do belo na unidade da impressão em nada infirma a necessidade da variedade na sua composição.
sexta-feira, 27 de junho de 2014
Abrigos e refúgios
Estamos no mês de
Fevereiro de 2022 e o mundo faz o balanço dos prejuízos causados pela guerra
nuclear que rebentou no Médio Oriente em finais do ano passado. O nível global
de radioactividade neste momento e nos próximos oito meses é tão elevado que só
quem vive em abrigos atómicos pode ter esperança de sobreviver num estado de
saúde razoável.
quinta-feira, 26 de junho de 2014
Argumento a favor da obrigação de ajudar
É este o argumento
em favor da obrigação de ajudar. De um modo mais formal, poderia ser formulado
como se segue:
segunda-feira, 23 de junho de 2014
Teremos o dever de ajudar pessoas que morrem à fome?
Todos os anos
milhões de pessoas morrem por subalimentação e problemas de saúde com ela
relacionados. Um padrão comum entre as crianças dos países pobres é a morte por
desidratação causada por diarreias com origem na subnutrição. O diretor executivo
do Fundo das Nações Unidas de Apoio às Crianças (UNICEF) estima que cerca de
quinze mil crianças morram desta forma todos os dias (…).
sexta-feira, 20 de junho de 2014
O inato e o a priori
É importante notar
que o tópico do inatismo é distinto da questão do a priori. O inatismo não diz respeito à justificação; é apenas uma noção
temporal que tem que ver com a questão de perceber se certos conceitos, crenças
ou capacidades são possuídos à nascença. A categoria do a priori, no entanto, destaca as verdades em que temos justificação
para acreditar sem atendermos à nossa experiência.
terça-feira, 17 de junho de 2014
segunda-feira, 16 de junho de 2014
Até para o ano!
Agradeço aos meus
alunos a alegria e o interesse manifestados nas aulas, o envolvimento e o empenho
na apropriação e na discussão crítica dos temas/ problemas.
Até para o ano!
Boas Férias!
domingo, 8 de junho de 2014
Podem as emoções funcionar cognitivamente na interpretação da obra de arte?
Degas, Waiting
Num lado colocamos a sensação, perceção, inferência, conjetura, toda a inspeção e investigação fria, facto e verdade; no outro prazer, dor, interesse, satisfação, desapontamento, toda a resposta afetiva tonta, gostar e detestar. De uma forma muitíssimo eficiente, isto impede-nos de ver que na nossa experiencia estética as emoções funcionam cognitivamente.
FESTROIA
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domingo, 1 de junho de 2014
A Vida imita a Arte muito mais do que a Arte imita a Vida
Claude Monet
Um interessante excerto de um diálogo: O Declínio da Mentira, da obra Intenções: Quatro Ensaios sobre Arte de Oscar Wilde, com tradução de António M. Feijó
CYRIL (…) Mas a fim de evitar qualquer erro, quero que me digas, em poucas palavras, as doutrinas desta nova estética.
VIVIAN Ei-las, então, em poucas palavras. A Arte não é expressão de nada a não ser de si mesma. Tem uma vida independente, tal como o Pensamento a tem, e desenvolve-se estritamente por caminhos próprios. Não é necessariamente realista numa época de realismo, nem espiritual numa época de fé. Longe de ser uma criação do seu tempo, está normalmente em oposição frontal a ele, e a única história que preserva para nós é a história da sua própria evolução. Por vezes, retrocede sobre si mesma (…). Noutras alturas, antecipa por completo a sua época, e produz num dado século oras que exigirão um outro século para serem percebidas, apreciadas e fruídas. (…)
domingo, 25 de maio de 2014
Será que há critérios ou princípios críticos universais?
A avaliação da arte
A questão da avaliação da arte diz respeito aos critérios usados pela crítica para classificar uma dada obra como boa ou má, magnífica ou vulgar, bonita ou feia, etc. Será que há critérios ou princípios críticos universais? Como se adivinha, aqueles que defendem que o valor da arte é instrumental, encontram aí o fundamento para um critério geral de avaliação. Por exemplo, quem defende o cognitivismo tem como critério geral de avaliação a maior ou menor capacidade de uma dada obra de arte para nos proporcionar conhecimento. Esta é uma perspetiva universalista.
O Crítico como Artista
Van Gogh
ERNEST A mais alta crítica é então mais criativa que a criação, e o fim principal do crítico é ver o objeto em si como na realidade não é; parece-me ser esta a tua teoria.
O critério da senciência
Se um ser sofre, não
pode haver justificação moral para a recusa de tomar esse sofrimento em
consideração. Independentemente da natureza do ser, o princípio da igualdade
exige que o sofrimento seja levado em linha de conta em termos igualitários
relativamente a um sofrimento semelhante de qualquer outro ser, tanto quanto é possível
fazer comparações aproximadas.
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After Hours - Velvet Underground
Sugestão musical para este domingo
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segunda-feira, 19 de maio de 2014
Estudantes portugueses ganham medalhas de prata nas Olimpíadas Internacionais de Filosofia
Maria Beatriz
Correia Santos, do Agrupamento de Escolas Ibn Mucana, em Alcabideche, Cascais,
e João Filipe Quintas Madeira, da Escola Secundária Dr. Ginestal Machado,
Santarém, ganharam medalhas de prata nas Olimpíadas Internacionais de
Filosofia.
domingo, 18 de maio de 2014
Jazz em Agosto - 2014
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segunda-feira, 12 de maio de 2014
O problema da definição de arte - teorias
Vermeer, A Leiteira (1688)
O que é a arte? Três teorias sobre um problema central da estética - Crítica
TEORIA DA ARTE COMO IMITAÇÃO
Esta é uma das mais antigas teorias da arte. Foi, aliás, durante muito tempo aceite pelos próprios artistas como inquestionável. A definição que constitui a sua tese central é a seguinte:
O juízo de gosto segundo Kant
Naufrágio, Turner
"Esta tempestade no mar é sublime", não é uma opinião pessoal.
O primeiro lugar-comum do gosto está contido na proposição com a qual cada pessoa sem gosto pensa precaver-se contra a censura: cada urna tem o seu próprio gosto. Isto equivale dizer que o princípio determinante deste juízo é simplesmente subjetivo (deleite ou dor) e que o juízo não tem nenhum direito ao necessário assentimento dos outros.
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A experiência e o juízo estéticos,
O juízo de gosto segundo Kant
segunda-feira, 5 de maio de 2014
O padrão do gosto
Rembrandt
O sentimento está sempre certo – porque o sentimento não tem outro referente senão ele mesmo e é sempre real, quando alguém tem consciência dele. Mas nem todas as determinações do entendimento são certas, porque têm como referente algumas coisas para além delas mesmas, a saber, os factos reais e nem sempre são conformes a esse padrão.
O Gosto e a Beleza
Caravaggio
As teorias baseadas na subjetividade do gosto
1. Algumas explicações caracterizam-se por definir as noções de
"bom" (esteticamente) e de "valor estético" em termos dos
estados psicológicos dos sujeitos. [...] Daí que o valor estético não seja uma
qualidade percetível nos objetos, como a cor ou a dimensão, mas sim uma relação
que consiste no facto de alguém tomar uma atitude determinada a respeito deles.
A tarefa da avaliação da arte reduz-se inteiramente à manifestação dos nossos
gostos e preferências a respeito das obras de arte.
O problema da natureza dos juízos estéticos
domingo, 4 de maio de 2014
A atitude estética
A atitude estética, ou a «forma estética de contemplar o mundo», é geralmente contraposta à atitude prática, na qual só interessa a utilidade do objecto em questão. O verdadeiro negociante de terrenos que contempla uma paisagem só a pensar no possível valor monetário do que vê não está a contemplar esteticamente a paisagem. Para a contemplar dessa maneira teria de «a observar por observar», sem qualquer outra intenção — teria de saborear a experiência de observar a própria paisagem, tomando atenção aos seus detalhes, em vez de utilizar o objecto observado como um meio para atingir um certo fim.
A evolução da ciência segundo Kuhn
A ciência normal, a atividade em que, inevitavelmente, a maioria dos cientistas consome quase todo o seu tempo, constitui-se na suposição de que a comunidade científica sabe como é o mundo. Grande parte do êxito da pesquisa deve-se ao facto da comunidade se encontrar disposta a defender essa suposição, mesmo que seja necessário pagar um preço elevado. A ciência normal, por exemplo, suprime frequentemente inovações fundamentais, devido a permanecerem demasiado subversivas relativamente às suas crenças habituais.
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11º ano,
A possibilidade do Conhecimento,
A racionalidade científica e a questão da objetividade,
Os paradigmas segundo Kunh
Ciência e verdade
A esta altura, percebe-se claramente a diferença entre verdade e corroboração. Apreciar um enunciado dando-o como corroborado, é também uma apreciação lógica e, portanto, intemporal; assevera que certa relação lógica está em vigor entre um sistema teorético e um sistema qualquer de enunciados básicos aceites.
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11º ano,
Ciência e construção: a verificabilidade das hipóteses,
O Conhecimento Científico,
o falsificacionismo
A evolução da ciência segundo Popper
Podemos dizer que o
crescimento do nosso conhecimento é o resultado de um processo muito parecido
com aquilo a que Darwin chamou «selecção natural», ou seja, da seleção natural
de hipóteses: o nosso conhecimento consiste, em cada momento, naquelas
hipóteses que mostraram a sua aptidão (comparativa) ao sobreviver até agora na
sua luta pela existência, uma luta competitiva que elimina as hipóteses
inaptas.
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A evolução da ciência segundo Popper,
A racionalidade científica e a questão da objetividade,
O método científico
segunda-feira, 28 de abril de 2014
O falsificacionismo
Outra saída para o
problema da indução, pelo menos tal como ele afeta o tema do método científico,
é negar que a indução seja a base do método científico. O falsificacionismo, a
filosofia da ciência desenvolvida por Karl Popper (1902-1994), entre outros,
faz isso mesmo.
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o problema da indução
domingo, 27 de abril de 2014
A crítica libertarista de Nozick
António Berni
Pensar que a tarefa de uma teoria
distributiva da justiça é preencher o espaço em branco em «a cada um de acordo
com o seu ___» é estar predisposto a procurar um padrão; e o tratamento
separado de «de cada um de acordo com o seu___» encara a produção e a
distribuição como dois assuntos separados e independentes.
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A Dimensão Ético-Política: Análise e Compreensão da Experiência Convivencial,
Críticas a Rawls,
Ética direito e política
sexta-feira, 25 de abril de 2014
A justiça como equidade
Argumentos de Rawls para uma sociedade justa - blogue Sebenta de Filosofia - aqui
A Teoria da Justiça de John Rawls – site Crítica - aqui
Decorre destes princípios que as instituições não podem ser justificadas pelo argumento de que as dificuldades de alguns são compensadas por um maior bem total. Pode, em certos casos, ser oportuno que alguns tenham menos para que outros possam prosperar, mas tal não é justo. Porém, não há injustiça no facto de alguns conseguirem benefícios maiores que outros, desde que a situação das pessoas menos afortunadas seja, por esse meio, melhorada.
terça-feira, 22 de abril de 2014
Posição Original e Véu de Ignorância
Magritte
A ideia da posição original é
a de estabelecer um processo equitativo, de forma a que quaisquer princípios
escolhidos sejam justos. O objetivo é usar a noção de justiça processual pura
como base para a teoria. Temos de algum modo de anular os efeitos das contingências
específicas que levam os sujeitos a oporem-se uns aos outros e que os fazem
cair na tentação de explorar as circunstâncias naturais e sociais em seu
benefício.
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Ética direito e política
segunda-feira, 21 de abril de 2014
O problema da Indução
O sol tem nascido todos os dias,
o sol nascerá amanhã
Para saberes mais clica aqui
Alguém
pode dizer: "De facto, não podemos deduzir validamente proposições sobre o
futuro de proposições sobre o passado; isso seria uma dedução e nós não a temos
neste caso. Mas os indícios aqui são indutivos: a indução dá-nos
probabilidades, não certezas, mas diz-nos que se as pedras sempre caíram há a
probalidade, não a certeza, de que cairão amanhã." Mas isto, claro, é o
que Hume põe em questão: a aceitabilidade dos argumentos indutivos. Dizer que
há evidência indutiva de que a indução continuará a ser fiável é assumir o que
está em questão:
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O problema da demarcação
Magritte
As teorias científicas estão formuladas em termos precisos, e por isso conduzem a previsões definidas. As leis de Newton, por exemplo, dizem-nos exactamente onde certos planetas aparecerão em certos momentos. Popper chama a isto o "problema da demarcação" — qual é a diferença entre a ciência e outras formas de crença? A sua resposta é que a ciência, ao contrário da superstição, pelo menos é falsificável, mesmo que não possa ser provada. E isto significa que, se tais previsões fracassarem, poderemos ter a certeza de que a teoria que está por detrás delas é falsa.
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domingo, 20 de abril de 2014
sábado, 19 de abril de 2014
Véu de Ignorância
Suponhamos que, num
futuro não muito distante, deixa de haver oferta de árbitros de futebol. (…)
Para muitos jogos, torna-se impossível descobrir um árbitro neutro. Suponhamos
que foi isto que se passou no jogo entre o Futebol Clube do Porto e o
Benfica e suponhamos também que o único árbitro qualificado a assistir ao
desafio é o presidente do Futebol Clube do Porto.
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sexta-feira, 18 de abril de 2014
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