A atitude estética, ou a «forma estética de contemplar o mundo», é geralmente contraposta à atitude prática, na qual só interessa a utilidade do objecto em questão. O verdadeiro negociante de terrenos que contempla uma paisagem só a pensar no possível valor monetário do que vê não está a contemplar esteticamente a paisagem. Para a contemplar dessa maneira teria de «a observar por observar», sem qualquer outra intenção — teria de saborear a experiência de observar a própria paisagem, tomando atenção aos seus detalhes, em vez de utilizar o objecto observado como um meio para atingir um certo fim.
domingo, 4 de maio de 2014
A evolução da ciência segundo Kuhn
A ciência normal, a atividade em que, inevitavelmente, a maioria dos cientistas consome quase todo o seu tempo, constitui-se na suposição de que a comunidade científica sabe como é o mundo. Grande parte do êxito da pesquisa deve-se ao facto da comunidade se encontrar disposta a defender essa suposição, mesmo que seja necessário pagar um preço elevado. A ciência normal, por exemplo, suprime frequentemente inovações fundamentais, devido a permanecerem demasiado subversivas relativamente às suas crenças habituais.
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A racionalidade científica e a questão da objetividade,
Os paradigmas segundo Kunh
Ciência e verdade
A esta altura, percebe-se claramente a diferença entre verdade e corroboração. Apreciar um enunciado dando-o como corroborado, é também uma apreciação lógica e, portanto, intemporal; assevera que certa relação lógica está em vigor entre um sistema teorético e um sistema qualquer de enunciados básicos aceites.
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O Conhecimento Científico,
o falsificacionismo
A evolução da ciência segundo Popper
Podemos dizer que o
crescimento do nosso conhecimento é o resultado de um processo muito parecido
com aquilo a que Darwin chamou «selecção natural», ou seja, da seleção natural
de hipóteses: o nosso conhecimento consiste, em cada momento, naquelas
hipóteses que mostraram a sua aptidão (comparativa) ao sobreviver até agora na
sua luta pela existência, uma luta competitiva que elimina as hipóteses
inaptas.
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O método científico
segunda-feira, 28 de abril de 2014
O falsificacionismo
Outra saída para o
problema da indução, pelo menos tal como ele afeta o tema do método científico,
é negar que a indução seja a base do método científico. O falsificacionismo, a
filosofia da ciência desenvolvida por Karl Popper (1902-1994), entre outros,
faz isso mesmo.
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domingo, 27 de abril de 2014
A crítica libertarista de Nozick
António Berni
Pensar que a tarefa de uma teoria
distributiva da justiça é preencher o espaço em branco em «a cada um de acordo
com o seu ___» é estar predisposto a procurar um padrão; e o tratamento
separado de «de cada um de acordo com o seu___» encara a produção e a
distribuição como dois assuntos separados e independentes.
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sexta-feira, 25 de abril de 2014
A justiça como equidade
Argumentos de Rawls para uma sociedade justa - blogue Sebenta de Filosofia - aqui
A Teoria da Justiça de John Rawls – site Crítica - aqui
Decorre destes princípios que as instituições não podem ser justificadas pelo argumento de que as dificuldades de alguns são compensadas por um maior bem total. Pode, em certos casos, ser oportuno que alguns tenham menos para que outros possam prosperar, mas tal não é justo. Porém, não há injustiça no facto de alguns conseguirem benefícios maiores que outros, desde que a situação das pessoas menos afortunadas seja, por esse meio, melhorada.
terça-feira, 22 de abril de 2014
Posição Original e Véu de Ignorância
Magritte
A ideia da posição original é
a de estabelecer um processo equitativo, de forma a que quaisquer princípios
escolhidos sejam justos. O objetivo é usar a noção de justiça processual pura
como base para a teoria. Temos de algum modo de anular os efeitos das contingências
específicas que levam os sujeitos a oporem-se uns aos outros e que os fazem
cair na tentação de explorar as circunstâncias naturais e sociais em seu
benefício.
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segunda-feira, 21 de abril de 2014
O problema da Indução
O sol tem nascido todos os dias,
o sol nascerá amanhã
Para saberes mais clica aqui
Alguém
pode dizer: "De facto, não podemos deduzir validamente proposições sobre o
futuro de proposições sobre o passado; isso seria uma dedução e nós não a temos
neste caso. Mas os indícios aqui são indutivos: a indução dá-nos
probabilidades, não certezas, mas diz-nos que se as pedras sempre caíram há a
probalidade, não a certeza, de que cairão amanhã." Mas isto, claro, é o
que Hume põe em questão: a aceitabilidade dos argumentos indutivos. Dizer que
há evidência indutiva de que a indução continuará a ser fiável é assumir o que
está em questão:
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O problema da demarcação
Magritte
As teorias científicas estão formuladas em termos precisos, e por isso conduzem a previsões definidas. As leis de Newton, por exemplo, dizem-nos exactamente onde certos planetas aparecerão em certos momentos. Popper chama a isto o "problema da demarcação" — qual é a diferença entre a ciência e outras formas de crença? A sua resposta é que a ciência, ao contrário da superstição, pelo menos é falsificável, mesmo que não possa ser provada. E isto significa que, se tais previsões fracassarem, poderemos ter a certeza de que a teoria que está por detrás delas é falsa.
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domingo, 20 de abril de 2014
sábado, 19 de abril de 2014
Véu de Ignorância
Suponhamos que, num
futuro não muito distante, deixa de haver oferta de árbitros de futebol. (…)
Para muitos jogos, torna-se impossível descobrir um árbitro neutro. Suponhamos
que foi isto que se passou no jogo entre o Futebol Clube do Porto e o
Benfica e suponhamos também que o único árbitro qualificado a assistir ao
desafio é o presidente do Futebol Clube do Porto.
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sexta-feira, 18 de abril de 2014
quinta-feira, 17 de abril de 2014
A desobediência civil
Algumas pessoas argumentam que
a violação da lei nunca se pode justificar: se não estamos satisfeitos com a
lei, devemos tentar mudá-la através dos meios legais, como as campanhas, a
redacção de cartas, etc. Mas há casos em que tais protestos legais são
completamente inúteis. Há uma tradição de violação da lei em tais
circunstâncias conhecida por desobediência civil. A ocasião para a
desobediência civil emerge quando as pessoas descobrem que lhes é pedido que
obedeçam a leis ou a políticas governamentais que consideram injustas.
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A responsabilidade ecológica
O Problema da Responsabilidade Ecológica -AQUI
Jonas e a Ética da Responsabilidade - AQUI
A Natureza como
responsabilidade do Homem é certamente uma novidade sobre a qual a teoria ética
deve meditar. Que tipo de obrigação é decente ter para com ela? Trata-se
simplesmente de prudência a aconselhar-nos que não matemos a galinha dos ovos
de oiro ou que não serremos o ramo sobre a qual estamos sentados? Mas este
“nós”, que lá está sentado e se arrisca a cair do abismo, quem é? E qual o meu
interesse em que se mantenha lá ou caia?
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terça-feira, 15 de abril de 2014
O estatuto moral da clonagem humana
Magritte
Enfrentemos a questão de saber se o uso da clonagem para produzir uma pessoa é, em princípio, moralmente aceitável ou não. (...)
segunda-feira, 14 de abril de 2014
Os animais têm direitos?
Quando se pergunta
se os animais têm direitos, como deveremos entender a questão? Dar-lhe uma
resposta afirmativa, importa esclarecer desde já, não implica pensar que todos os
animais das outras espécies conhecidas, incluindo as ostras e as moscas, têm
direitos. Quando alguém declara que os animais têm direitos, normalmente
pretende dizer apenas que, entre os animais não-humanos, alguns têm
direitos. Mas de que direitos estamos a falar?
O aborto
O problema da moralidade do aborto - aqui
Argumentos sobre o aborto - aquiA ética do aborto - aqui
Entrevista a Don Marquis - Pedro Galvão - aqui
Eutanásia
Munch
Será a eutanásia moralmente aceitável? - AQUI
É útil saber que o
termo "eutanásia" significa literalmente "morte boa" ou
"morte feliz". É verdade que os casos reais envolvem dor e angústia.
Mas o significado literal do termo capta um importante aspeto da eutanásia: a
morte que dela resulta é para benefício do paciente.
Sentido subjetivo e objetivo
(...) A ideia de
uma distinção entre uma vida com sentido e uma vida sem sentido não é
equivalente à diferença mais óbvia e incontroversa entre uma vida que é
subjetivamente satisfatória ou enriquecedora e outra que não o é. Quando
perguntamos se as nossas vidas têm sentido não estamos a fazer algo totalmente
introspetivo, e quando procuramos uma forma de dar sentido às nossas vidas,
não estamos à procura do comprimido da felicidade.
O absurdo
Magritte, A Condição Humana
Muitos filósofos defendem que
se Deus não existe, a vida humana é um absurdo. Segundo eles, a condição humana
conteria assim uma desarmonia fundamental e imutável. Albert Camus
concentrou-se sobre o conflito entre a nossa exigência de que o mundo seja
razoável, ordeiro e atento a nós e a realidade do mundo, isto é, o facto de o
mundo ser mudo, inexpressivo e indiferente. Thomas Nagel acentua a discrepância
entre a insignificância objetiva das nossas vidas e dos nossos projectos e a
seriedade e a energia que lhes dedicamos. Como devemos então reagir?O sentido da vida - A relevância da morte
Magritte, O Além
O sentimento de que estamos
perante um problema quando pomos a questão do sentido da vida é frequentemente
induzido pela contemplação da morte. Na verdade, muitas vezes pensa-se — como
Schopenhauer (1851) e Tolstoi (1886) — que a questão emerge precisamente do
facto de as nossas vidas acabarem com a morte.
domingo, 13 de abril de 2014
The Beatles-While My Guitar Gently Weeps
Sugestão músical para este domingo
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sexta-feira, 11 de abril de 2014
O princípio do dano
Helena Almeida
É o princípio de que
o único fim para o qual as pessoas têm justificação, individual ou coletivamente,
em interferir na liberdade de ação de outro, é a autoproteção. É o princípio de
que o único fim em função do qual o poder pode ser corretamente exercido sobre
qualquer membro de uma comunidade civilizada, contra a sua vontade, é o de
prevenir dano a outros.
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Ética e Direito
A relação entre ética e direito é muitas vezes de conflito. Nem sempre as leis expressam o que é moral. Há casos de leis imorais. O que fazer quando o estado, pelas leis que faz, comete injustiças?
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quinta-feira, 10 de abril de 2014
Contratualismo
George Segal
De Hobbes a John
Rawls, o contratualismo tem uma longa história na filosofia política. No âmbito
da ética, o pensamento contratualista é uma tentativa de extrair o conteúdo da
moralidade a partir da ideia de um contrato social. Segundo os contratualistas,
a ética baseia-se num acordo hipotético entre
os membros da sociedade: os princípios éticos a adotar são aqueles que seriam acordados ou escolhidos pelas «partes
contratuantes» numa situação inicial, prévia à moralidade.
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O contrato social como fundamento da moralidade
Magritte
Se Deus não existe, o que acontece à ética? Esta tem sido uma das grandes questões da filosofia desde o século XVII. No período moderno, tem havido um certo consenso quanto à ideia de que podemos entender a ética como um fenómeno humano – como o resultado de necessidades, interesses e desejos humanos – nada mais.
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domingo, 6 de abril de 2014
As Teorias Contratualistas
As Teorias Contratualistas de Hobbes e Locke - AQUI
Uma questão que
muito preocupou os filósofos políticos dos séculos XVII e XVIII foi a de
encontrar uma justificação racional — dedutiva — para a existência das
sociedades humanas. O problema apresenta-se do seguinte modo: sendo um dado
indiscutível (ou pelo menos aceitável pela maioria dos contratualistas) que o
homem possui uma natureza própria que lhe garante a liberdade e a igualdade,
como explicar a existência dos governos e como legitimar o poder destes? E, se
à partida todos são naturalmente livres e iguais, como justificar o dever de
obediência ao governo por parte de qualquer indivíduo?
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o problema da justificação do Estado
sábado, 5 de abril de 2014
O problema da justificação do estado
Pensa por momentos na tua
própria sujeição política. Estás continuamente a ser sujeito a regras de que
não és o autor — designadas por "leis" — que te governam não apenas a
ti mas aos outros, que impõe, por exemplo, a velocidade a que deves andar na
auto-estrada, o comportamento que deves ter em público, que tipo de acções para
com os outros são permissíveis, que objectos contam como "teus" ou
"deles", e assim sucessivamente.
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o problema da justificação do Estado
Dilemas morais e responsabilidade
Será que os dilemas morais proporcionam uma maneira de escolher
teorias morais rivais?
Os
dilemas morais parecem oferecer uma maneira de testar duas das teorias morais
mais importantes: o utilitarismo e o absolutismo moral. Quando falo de
«absolutistas morais» refiro-me àqueles que defendem que há pelo menos uma
regra moral simples e que não admite excepções, como «é sempre errado matar
pessoas inocentes/quebrar promessas/dizer mentiras, etc.»
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domingo, 30 de março de 2014
Greensleeves to a Ground
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domingo, 23 de março de 2014
Conflito de deveres
Durante a segunda
guerra mundial, os pescadores holandeses transportavam, secretamente, nos seus
barcos refugiados judeus para Inglaterra, e os barcos de pesca com refugiados a
bordo eram por vezes interceptados por barcos- patrulha nazis.
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A escolha de Sofia
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Primavera - Vivaldi
Sugestão musical para o primeiro domingo de primavera
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sábado, 15 de março de 2014
Keith Jarrett Standards Trio
Sugestão musical para este fim de semana
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quinta-feira, 13 de março de 2014
Medalha de Ouro - III Olimpíada Nacional de Filosofia
Clica na imagem
MEDALHA DE OURO
III Olimpíada Nacional de Filosofia
Maria Beatriz Correia Santos
Agrupamento de Escolas de Ibn Mucana
domingo, 9 de março de 2014
Clara Schumann - Trio Für Violine, Cello Und Klavier Op. 17 - I - Allegro moderato
Sugestão musical para este fim de semana em
que se comemora o dia da mulher
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quinta-feira, 6 de março de 2014
Conhecimentos de facto e relação de causalidade
Todos os raciocínios
relativos aos factos parecem fundar-se na relação de causa e efeito. Só
mediante esta relação podemos ir além do testemunho da nossa memória e dos
nossos sentidos. Se perguntássemos a um homem porque acredita ele em alguma
questão de facto que está ausente, por exemplo, que o seu amigo está no
campo ou na França, fornecer-nos-ia uma razão e esta razão seria algum outro
facto, como uma carta dele recebida ou o conhecimento das suas antigas
resoluções e promessas.
Relações de ideias e questões de facto
O quadrilátero tem quatro lados
O Sol vai nascer amanhã
Todos os objetos da
razão ou investigação humanas podem naturalmente dividir-se em duas classes, a
saber, Relações de Ideias e Questões de Facto. Do primeiro tipo são as ciências
da Geometria, Álgebra e Aritmética e, em suma, toda a afirmação que é intuitiva
ou demonstrativamente certa.
O empirismo de David Hume
Matisse
Todos admitirão
prontamente que existe uma diferença considerável entre as percepções da mente,
quando um homem sente a dor de um calor excessivo ou o prazer de um ardor
moderado, e quando ele depois traz à memória a sua sensação ou a antecipa
mediante a sua imaginação. Estas faculdades podem mimar ou copiar as percepções
dos sentidos, mas nunca podem inteiramente atingir a força e a vivacidade do
sentimento original.
segunda-feira, 3 de março de 2014
A relação entre o dever e a lei moral
Klee
(…) Dever é a
necessidade de uma ação por respeito à lei (…)
Mas que lei pode ser
então essa, cuja representação, mesmo sem tomar em consideração o efeito que
dela se espera, tem de determinar a vontade para que esta se possa chamar boa,
absolutamente e sem restrição?
A intenção de cumprir o dever
Immanuel
Kant estava interessado na questão de saber o que é uma ação moral. A resposta
que deu tem sido muito importante para a filosofia. (…)
Para
Kant era óbvio que uma ação moral teria de ser executada por sentido do dever
e não apenas como resultado de uma inclinação, de um sentimento ou da
possibilidade de qualquer tipo de benefício para o seu autor.
Ações em conformidade com o dever e ações por dever
É na verdade conforme ao dever que o merceeiro
não suba os preços ao comprador inexperiente, e, quando o movimento do negócio
é grande, o comerciante esperto não faça semelhante coisa, mas mantenha um
preço fixo geral para toda a gente, de forma que uma criança pode comprar em
sua casa tão bem como qualquer outra pessoa.
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A ética de Kant,
A necessidade da fundamentação da moral,
Dever
domingo, 2 de março de 2014
A Boa Vontade
Van Gogh
A Ética Deontológica de Kant - Síntese aqui
Site Sebenta de Filosofia - Síntese Ética Deontológica de Kant - aqui
Neste
mundo e até também fora dele, nada é possível pensar que possa ser considerado
como bom sem limitação a não ser uma só coisa: uma Boa Vontade. Discernimento,
argúcia de espírito, capacidade de julgar e como quer que possam chamar-se os
demais talentos do espírito, ou ainda coragem, decisão, constância de
propósito, como qualidades do temperamento, são sem dúvida a muitos respeitos
coisas boas a desejáveis; mas também podem tornar-se extremamente más e prejudiciais
se a Vontade, que haja de fazer uso destes dons naturais e cuja constituição
particular por isso se chama carácter não for Boa.
Como escrever um ensaio filosófico
Como
escrever um ensaio filosófico de Artur Polónio - aqui
O QUE SE FAZ NUM ENSAIO DE FILOSOFIA?
1. Um ensaio de filosofia consiste numa defesa
argumentada de uma afirmação.
Os ensaios dos estudantes devem oferecer um argumento.
Não podem consistir na mera exposição das suas opiniões, nem na mera
apresentação das opiniões dos filósofos discutidos. É preciso que o estudante
defenda as afirmações que faz e que ofereça razões para se pensar que são
verdadeiras.
sábado, 1 de março de 2014
domingo, 23 de fevereiro de 2014
Crime e Castigo
Por um lado temos uma
velha estúpida sem préstimo, uma nulidade, maldosa e doente, inútil para toda a
gente, ou antes, que prejudica toda a gente, que nem sabe, ela própria por que vive
(…) Por outro lado, temos forças jovens, frescas, que se perdem inutilmente por
falta de apoio, há milhares de jovens desses por todo o lado! Já viste que se
podiam fazer cem, mil boas iniciativas com o dinheiro da velha (…).
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