domingo, 23 de março de 2014

Conflito de deveres



Durante a segunda guerra mundial, os pescadores holandeses transportavam, secretamente, nos seus barcos refugiados judeus para Inglaterra, e os barcos de pesca com refugiados a bordo eram por vezes interceptados por barcos- patrulha nazis.

A escolha de Sofia



Uma mulher polaca, com os seus dois filhos é presa num campo de concentração de Auschwitz. Os nazis colocam-na perante um terrível dilema: um dos filhos pode ser poupado à câmara de gás mas tem de ser ela a escolher. Obrigada, acaba por escolher.

Primavera - Vivaldi





Sugestão musical para o primeiro domingo de primavera


quinta-feira, 13 de março de 2014

Medalha de Ouro - III Olimpíada Nacional de Filosofia



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MEDALHA DE OURO

III Olimpíada Nacional de Filosofia

Maria Beatriz Correia Santos

Agrupamento de Escolas de Ibn Mucana

quinta-feira, 6 de março de 2014

Conhecimentos de facto e relação de causalidade





Todos os raciocínios relativos aos factos parecem fundar-se na relação de causa e efeito. Só mediante esta relação podemos ir além do testemunho da nossa memória e dos nossos sentidos. Se perguntássemos a um homem porque acredita ele em alguma questão de facto  que está ausente, por exemplo, que o seu amigo está no campo ou na França, fornecer-nos-ia uma razão e esta razão seria algum outro facto, como uma carta dele recebida ou o conhecimento das suas antigas resoluções e promessas.

Relações de ideias e questões de facto



O quadrilátero tem quatro lados
O Sol vai nascer amanhã
Todos os objetos da razão ou investigação humanas podem naturalmente dividir-se em duas classes, a saber, Relações de Ideias e Questões de Facto. Do primeiro tipo são as ciências da Geometria, Álgebra e Aritmética e, em suma, toda a afirmação que é intuitiva ou demonstrativamente certa.

O empirismo de David Hume


Matisse

Todos admitirão prontamente que existe uma diferença considerável entre as percepções da mente, quando um homem sente a dor de um calor excessivo ou o prazer de um ardor moderado, e quando ele depois traz à memória a sua sensação ou a antecipa mediante a sua imaginação. Estas faculdades podem mimar ou copiar as percepções dos sentidos, mas nunca podem inteiramente atingir a força e a vivacidade do sentimento original.

segunda-feira, 3 de março de 2014

A relação entre o dever e a lei moral


Klee

(…) Dever é a necessidade de uma ação por respeito à lei (…)
Mas que lei pode ser então essa, cuja representação, mesmo sem tomar em consideração o efeito que dela se espera, tem de determinar a vontade para que esta se possa chamar boa, absolutamente e sem restrição?

A intenção de cumprir o dever


Van Gog

Immanuel Kant estava interessado na questão de saber o que é uma ação moral. A resposta que deu tem sido muito importante para a filosofia. (…)
Para Kant era óbvio que uma ação moral teria de ser executada por sentido do dever e não apenas como resultado de uma inclinação, de um sentimento ou da possibilidade de qualquer tipo de benefício para o seu autor.

Ações em conformidade com o dever e ações por dever


Hooper

É na verdade conforme ao dever que o merceeiro não suba os preços ao comprador inexperiente, e, quando o movimento do negócio é grande, o comerciante esperto não faça semelhante coisa, mas mantenha um preço fixo geral para toda a gente, de forma que uma criança pode comprar em sua casa tão bem como qualquer outra pessoa.

domingo, 2 de março de 2014

A Boa Vontade


Van Gogh

A Ética Deontológica de Kant - Síntese aqui
Site Sebenta de Filosofia - Síntese Ética Deontológica de Kant - aqui

Neste mundo e até também fora dele, nada é possível pensar que possa ser considerado como bom sem limitação a não ser uma só coisa: uma Boa Vontade. Discernimento, argúcia de espírito, capacidade de julgar e como quer que possam chamar-se os demais talentos do espírito, ou ainda coragem, decisão, constância de propósito, como qualidades do temperamento, são sem dúvida a muitos respeitos coisas boas a desejáveis; mas também podem tornar-se extremamente más e prejudiciais se a Vontade, que haja de fazer uso destes dons naturais e cuja constituição particular por isso se chama carácter não for Boa.

Como escrever um ensaio filosófico



Como escrever um ensaio filosófico de Artur Polónio  - aqui 
A Estrutura de um Ensaio Filosófico - Crítica - aqui
Como escrever um ensaio filosófico - aqui
O QUE SE FAZ NUM ENSAIO DE FILOSOFIA?
1. Um ensaio de filosofia consiste numa defesa argumentada de uma afirmação.
Os ensaios dos estudantes devem oferecer um argumento. Não podem consistir na mera exposição das suas opiniões, nem na mera apresentação das opiniões dos filósofos discutidos. É preciso que o estudante defenda as afirmações que faz e que ofereça razões para se pensar que são verdadeiras.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Crime e Castigo



Por um lado temos uma velha estúpida sem préstimo, uma nulidade, maldosa e doente, inútil para toda a gente, ou antes, que prejudica toda a gente, que nem sabe, ela própria por que vive (…) Por outro lado, temos forças jovens, frescas, que se perdem inutilmente por falta de apoio, há milhares de jovens desses por todo o lado! Já viste que se podiam fazer cem, mil boas iniciativas com o dinheiro da velha (…).

Críticas ao Utilitarismo



Dificuldades de cálculo

Apesar dos princípios utilitaristas parecerem apelativos, há muitas dificuldades que se levantam quando tentamos coloca-los em prática.
É extremamente difícil medir a felicidade de pessoas diferentes. Quem decidirá se o enorme prazer do sádico ultrapassa ou não o sofrimento da sua vítima? Ou como se compara o prazer que um entusiasta de futebol tem quando a sua equipa marca um golo brilhante com as deleitosas vibrações de um devoto da ópera que ouve uma ária favorita? E como se comparam estes tipos de prazer com sensações de caráter mais físico, tais como as que se obtêm com o sexo e a alimentação?

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Erik Satie Trois Gymnopedies





Sugestão musical para este fim de semana

Princípios secundários


Klee

Os defensores da utilidade são frequentemente chamados a responder a objeções como esta – que antes da ação, não há tempo para calcular e pesar os efeitos de qualquer linha de conduta na felicidade geral. Isto é exactamente como se alguém dissesse que é impossível guiar a nossa conduta pelo cristianismo, já que, sempre que tenha de se fazer alguma coisa, não há tempo para ler todo o antigo testamento.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Justificação do Princípio da Maior Felicidade


Magritte

A doutrina utilitarista é a de que a felicidade é desejável, e é a única coisa desejável, como um fim; todas as outras coisas são desejáveis apenas enquanto meios para esse fim. O que se deverá exigir à doutrina (…) para que a sua pretenção de ser aceite seja bem sucedida?

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Utilitarismo


Renoir
Os utilitaristas sustentam que há um princípio que resume todos os nossos deveres morais. O princípio moral fundamental é o de que devemos fazer aquilo que produza os maiores benefícios possíveis para todos os que serão afectados pela nossa ação.

Este «princípio da utilidade» é enganosamente simples. Na verdade, é uma combinação de três ideias. 

Utilitarismo - uma ética consequencialista




O utilitarismo é o tipo mais bem conhecido de teoria ética consequencialista. Os seus mais famosos defensores foram Jeremy Bentham (1748-1832) e John Stuart Mill (1806-1873). O utilitarismo baseia-se no pressuposto de que o objetivo último de toda a atividade humana é (num certo sentido) a felicidade. Esta perspetiva é conhecida como hedonismo.

O hedonismo qualitativo de Stuart Mill


Matisse

Se me perguntarem o que entendo pela natureza qualitativa dos prazeres, ou por aquilo que torna um prazer mais valioso que outro, simplesmente enquanto prazer e não por ser maior em quantidade, só há uma resposta possível. De dois prazeres, se houver um ao qual todos ou quase todos aqueles que tiveram a experiência de ambos darem uma preferência decidida, independentemente de sentirem qualquer obrigação moral para o preferis, então será esse o prazer mais desejável.(…)

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

O que é a felicidade?


Magritte

Mill tem uma perspetiva hedonista de felicidade. Segundo esta perspetiva, a felicidade consiste no prazer e na ausência de dor. O prazer pode ser mais ou menos intenso e mais ou menos duradouro. Mas a novidade de Mill está em dizer que há prazeres superiores e inferiores, o que significa que há prazeres intrinsecamente melhores do que outros. Mas o que quer isto dizer?

O Utilitarismo é um tipo de Consequencialismo




O Princípio da Maior Felicidade

O utilitarismo é um tipo de ética consequencialista. O seu princípio básico, conhecido como o Princípio da Utilidade ou da Maior Felicidade, é o seguinte: a acção moralmente certa é aquela que maximiza a felicidade para o maior número. E deve fazê-lo de uma forma imparcial: a tua felicidade não conta mais do que a felicidade de qualquer outra pessoa.

Utilitarismo


Matisse

No site Sebenta de Filosofia - Síntese - Ética Utilitarista de Stuart Mill

O credo que aceita a utilidade, ou o Princípio Moral da maior Felicidade, como fundamento da moralidade, defende que as ações estão certas na medida em que tendem a promover a felicidade, erradas na medida em que tendem a reproduzir o inverso da felicidade. Por felicidade entende-se o prazer e a ausência de dor; por infelicidade, a dor e a privação de prazer.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Conceção mínima de moralidade


Georges de la Tour

A conceção mínima pode agora ser apresentada de forma breve: a moralidade é, pelo menos, o esforço para orientar a nossa conduta pela razão – isto é, para fazer aquilo a favor do qual existem melhores razões – dando simultaneamente a mesma importância aos interesses de cada indivíduo que será afetado por aquilo que fazemos.

Duas vidas valem mais que uma?



Magritte

O leitor é um cirurgião - e um pouco filósofo. É o chefe de uma equipa de primeira linha de especialistas em transplante de órgãos, com um registo imaculado de resultados de sucesso. Na sua lista de espera encontram-se quatro jovens, todos desesperadamente doentes e a precisarem urgentemente de transplantes sem os quais morrerão em breve. Andrea precisa de um transplante de fígado, Barry de coração, Clarissa de pâncreas e Donald de pulmões. Não existem dadores disponíveis. O leitor está desesperado.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Num cinema perto de si!



CICLO INGMAR BERGMAN

Auditório Charlot (Setúbal)

Ingmar Bergman (1918-2007), dramaturgo e cineasta sueco, aborda nos seus filmes questões existenciais como a mortalidade, a ausência de Deus, a solidão… 

Jovem português vence prémio 'Ensaio Filosófico 2013'



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Lembram-se do José Rodrigues que esteve na nossa escola em 2013, na Semana Cultural, depois de ter sido premiado com a medalha de prata nas Olimpíadas de Filosofia?

Uma Boa Notícia!

Voltou a ser distinguido, desta vez com o prémio internacional do melhor ensaio filosófico de 2013  atribuído pelo Royal Institute of Philosophy.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Por que razão havemos de ser morais?


George de la Tour

"Por que razão devo agir moralmente?" é uma questão de tipo diferente das que tratámos até agora. Perguntas como "Por que razão devo tratar pessoas de grupos étnicos diferentes com base na igualdade?" ou "Por que razão é o aborto justificável?" procuram razões éticas para agir de uma certa forma. São perguntas feitas do interior da ética. Pressupõem uma perspectiva ética. "Por que razão devo agir moralmente?" Situa-se a outro nível. Não se trata de uma pergunta que se faz no interior da ética mas de uma questão acerca da ética.

O anel de Giges





-  Falar a favor da justiça, como sendo superior à injustiça, ainda não o ouvi a ninguém, como é meu desejo - pois desejava ouvir elogiá-Ia em si e por si. Contigo, sobretudo, espero aprender esse elogio. Por isso, vou fazer todos os esforços por exaltar a vida injusta; depois mostrar-te-ei de que maneira quero, por minha vez, ouvir-te censurar a injustiça, e louvar a justiça. Mas vê se te apraz a minha proposta.
- Mais do que tudo - respondi -. Pois de que outro assunto terá mais prazer em falar ou ouvir falar mais vezes uma pessoa sensata?
- Falas à maravilha - disse ele -. Escuta então o que eu disse que iria tratar primeiro: qual a essência e a origem da justiça.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Por que razão haveremos de ser morais?




Uma lenda antiga conta-nos a história de Giges, um pastor pobre que encontrou um anel numa fissura aberta por um terramoto. Giges descobriu que ficava invisível quando girava o anel no seu dedo. Isto permitia-lhe fazer aquilo com que as outras pessoas podem apenas sonhar: ele podia ir onde quisesse e fazer o que lhe apetecesse sem medo de ser descoberto. Usou o poder do anel para enriquecer, tirar o que queria e matar quem se metesse no seu caminho. Acabou por invadir o palácio real, onde seduziu a rainha, assassinou o rei e se apoderou o trono. Tornou-se rei de todo o território.

Bem e mal



O que faz com que uma ação seja boa ou má? Que queremos dizer quando afirmamos que alguém devia ou não fazer qualquer coisa? Como devemos viver? Como devemos tratar as outras pessoas? Estas são questões fundamentais que os filósofos têm discutido durante milhares de anos. Se não pudermos dizer por que razão coisas como a tortura, o assassínio, a crueldade, a escravatura, a violação e o roubo são eticamente erradas, que justificação podemos ter para as impedir?

domingo, 2 de fevereiro de 2014

A existência de Deus



O papel de Deus no sistema cartesiano - aqui

Depois, tendo refletido que duvidava, e, por consequência, o meu ser não era inteiramente perfeito, pois claramente via que o conhecer é uma maior perfeição que o duvidar, lembrei-me de procurar donde me teria vindo o pensamento de alguma cousa de mais perfeito do que eu era; e conheci com evidência que deveria ter vindo de alguma natureza que fosse efetivamente mais perfeita.

O critério da clareza e distinção



Depois disso, considerei duma maneira geral o que é indispensável a uma proposição para ser verdadeira e certa; porque, como acabava de encontrar uma com esses requisitos, pensei que devia saber também em que consiste essa certeza.

Penso, logo existo




Assim, porque os nossos sentidos nos enganam algumas vezes, eu quis supor que nada há que seja tal como eles o fazem imaginar. E, porque há homens que se enganam ao raciocinar, até nos mais simples temas de geometria, e neles cometem para­logismos, rejeitei como falsas, visto estar sujeito a enganar-me como qualquer outro, todas as razões de que até então me ser­vira nas demonstrações.

Razões para duvidar



A dúvida metódica e o acesso à verdade - aqui

PRIMEIRA MEDITAÇÃO
Das coisas que se podem pôr em dúvida

Notei, há alguns anos já, que, tendo recebido desde a mais tenra idade tantas coisas falsas por verdadeiras, e sendo tão duvidoso tudo o que depois sobre elas fundei, tinha de deitar abaixo tudo, inteiramente, por uma vez na minha vida, e começar, de novo, desde os primeiros fundamentos, se quisesse estabelecer algo de seguro e duradouro nas ciências. (…) Então, hoje, eu que oportunamente libertei o espírito de todos os cuidados e me procurei um ócio seguro num retiro solitário, vou dedicar-me, por fim, com seriedade e livremente, a destruir em geral as minhas opiniões.

Cérebro numa cuba?


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A MATRIX ENQUANTO HIPÓTESE METAFÍSICA

A visão mais extrema deste ceticismo acerca do mundo exterior e da minha relação com ele é imaginar que não tenho corpo. Tudo o que sou é um cérebro a flutuar numa cuba de produtos químicos. Um cientista perverso ligou de tal forma fios ao meu cérebro. Um cientista perverso ligou de tal forma fios ao meu cérebro que tenho a ilusão da experiência sensorial.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

O que podemos aprender com o relativismo cultural?


Gaugin

Penso, na verdade, que há alguma coisa correta no relativismo cultural e quero agora passar a dizer o que é. Há duas lições que podemos aprender com a teoria, ainda que acabemos por rejeitá-la.
Primeiro, o relativismo cultural alerta-nos, de maneira correta, para os perigos de pressupor que todas as nossas preferências estão fundadas numa espécie de padrão racional absoluto. Não estão. Muitas das nossas práticas (mas não todas) são particularidades exclusivas da nossa sociedade. (…) O relativismo cultural começa com a preciosa observação de que muitas das nossas práticas são apenas isto; produtos culturais.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Será a ética uma questão de convenções sociais?


Cena do Filme, O apedrejamento de Soraya M

A ideia de que a ética é apenas uma questão de convenções sociais atraiu sempre as pessoas educadas. Culturas diferentes têm códigos morais diferentes, diz-se, e pensar que há um padrão universal que se aplica em todas as épocas e lugares não passa de uma ingenuidade. É fácil encontrar exemplos. Nos países islâmicos, os homens podem ter mais do que uma mulher. Na Europa medieval, pensava-se que emprestar dinheiro a juros era pecado. Os povos nativos do Norte da Gronelândia por vezes abandonavam as pessoas velhas, deixando-as morrer ao frio. Ao pensar em exemplos como estes, os antropólogos concordam há muito com a afirmação de Heródoto:« O costume é o rei de todos nós.»

domingo, 26 de janeiro de 2014

O argumento cético da ilusão




O argumento da ilusão é um argumento cético que questiona a fiabilidade dos sentidos, ameaçando assim enfraquecer o realismo do senso comum. Habitualmente, nós confiamos nos nossos sentidos, mas, por vezes, eles enganam-nos. Por exemplo, quase toda a gente já teve a experiência embaraçosa de parecer reconhecer um amigo à distância, para descobrir depois que estamos a acenar a um desconhecido.

O mundo exterior


Magritte

O nosso conhecimento básico do mundo exterior chega-nos através dos cinco sentidos. Para quase toda a gente, a visão desempenha o papel principal. Sei como é o mundo exterior porque posso vê-lo. Se duvido da existência real do que vejo, posso, em geral, estender o braço e tocar-lhe para ter a certeza. Sei que tenho uma mosca na sopa porque posso vê-la e, se chegar a tanto, posso tocar-lhe e até prová-la. Mas qual é exactamente a relação entre o que penso ver e o que está de facto à minha frente? 

sábado, 25 de janeiro de 2014

Waltzing Matilda - Tom Waits




Sugestão musical para este fim de semana 

Conhecimento, razão e experiência



Menez

Retire um livro retangular da sua estante e olhe para a capa. Qual é a cor predominante, e quantos lados tem? Ao responder a estas questões, o leitor fica a saber duas coisas acerca deste livro, e esses dois factos mostram uma importante distinção entre duas maneiras que temos de adquirir conhecimento.
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