É uma verdade incontroversa que pessoas de
sociedades diferentes têm costumes diferentes e diferentes ideias acerca do bem
e do mal morais. Não há consenso mundial sobre a questão de saber que as acções
são moralmente boas e moralmente más, apesar de existir uma convergência
considerável sobre estas matérias.
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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Subjetivismo axiológico
Ana Subjetivista
Chamo-me Ana
Subjetivista; mas, dado a minha colega também se chamar "Ana",
habitualmente tratam-me por "Sub". Adotei o subjetivismo ao
compreender que a moral é profundamente emocional e pessoal.
O ano passado
frequentei com alguns amigos um curso de antropologia. Acabámos por aceitar o
relativismo cultural – a perspetiva de que o bem e o mal são relativos a cada
cultura, que "bem" significa "socialmente aprovado". Mais
tarde, descobri que o relativismo cultural enfrenta um problema, nomeadamente o
de nos negar a liberdade para formarmos os nossos próprios juízos morais.
Sucede que a liberdade moral é algo a que atribuo muita importância.
Valores objetivos
A perspetiva
objetivista (também designada realismo moral) defende que certas coisas são
objetivamente um bem ou objetivamente um mal, independentemente do que
possamos sentir ou pensar. Martin Luther King, por exemplo, defendia que o
racismo está objetivamente errado. Que o racismo esteja errado era para ele um
facto. Qualquer pessoa e cultura que aprovasse o racismo estariam erradas. Ao
dizer isto, King não estava a absolutizar as normas da nossa sociedade;
discordava, pelo contrário, das normas amplamente aceites. Fazia apelo a uma
verdade mais elevada acerca do bem e do mal, uma verdade que não estava
dependente do modo de pensar ou sentir das pessoas neste ou naquele momento.
Fazia apelo a valores objetivos.
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O problema da subjetividade e objetividade dos valores,
Os Valores: Análise e Compreensão da Experiência Valorativa
Objeções ao relativismo cultural
Ana deu-nos uma
formulação clara de um ponto de vista acerca da moral que muitas pessoas
consideram atrativa. Refletiu bastante acerca da moral e isto permite-nos
aprender com ela. Contudo, estou convencido de que a sua perspetiva básica
neste domínio está errada. Suponho que Ana acabará por concordar à medida que
as suas ideias ficarem mais claras.
Deixem-me indicar o
principal problema. RC força-nos a conformar-nos com as normas sociais — ou
contradizemo-nos. Se "bem" e "socialmente aprovado"
significam a mesma coisa, seja o que for ao qual o primeiro termo se aplique
também o segundo lhe é aplicável.
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Relativismo Cultural
Ana Relativista
O meu nome é Ana
Relativista. Aderi ao relativismo cultural ao compreender a profunda base
cultural que suporta a moralidade.
Fui educada para
acreditar que a moral se refere a factos objetivos. Tal como a neve é branca,
também o infanticídio é um mal. Mas as atitudes variam em função do espaço e do
tempo. As normas que aprendi são as normas da minha própria sociedade; outras
sociedades possuem diferentes normas. A moral é uma construção social. Tal como
as sociedades criam diversos estilos culinários e de vestuário, também criam
códigos morais distintos. Aprendi-o ao estudar antropologia e vivi-o no México
quando estive lá a estudar.
O problema da subjetividade, relatividade ou objetividade dos valores
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Relativismo cultural
Ana Relativista
“Fui educada para acreditar que a
moral se refere a factos objectivos. Tal como a neve é branca, também o
infanticídio é um mal. Mas as atitudes variam em função do espaço e do
tempo. As normas que aprendi são as normas da minha própria sociedade; outras sociedades
possuem diferentes normas. A moral é uma construção social. Tal como as
sociedades criam diversos estilos culinários e de vestuário, também criam
códigos morais distintos. [... ]
Considere a minha crença de que o
infanticídio é um mal. Ensinaram-me isto como se se tratasse de um padrão
objectivo. Mas não é; é apenas aquilo que defende a sociedade a que pertenço.
Quando afirmo «o infanticídio e um mal» quero dizer que a minha sociedade
desaprova essa prática e nada mais. Para os antigos romanos, por exemplo, o
infanticídio era um bem. Não tem sentido perguntar qual das perspectivas é
«correcta». Cada um dos pontos de vista é relativo à sua cultura, e o nosso é
relativo à nossa. Não existem verdades objectivas acerca do bem ou do mal. [...
] «Mal» é um termo relativo. Deixem-me explicar o que isto significa. Quero
dizer que nada está absolutamente «à esquerda», mas apenas «à esquerda deste ou
daquele» objecto. Do mesmo modo, nada e um mal em absoluto, mas apenas um mal
nesta ou naquela sociedade em particular. [... ]
Podemos expressar esta
perspectiva claramente através de uma definição: «x e um bem» significa «a
maioria (na sociedade em questão) aprova x». Outros conceitos morais como «mal»
ou «correcto» podem ser definidos da mesma forma. Note-se ainda a referência a
uma sociedade especifica. Excepto se o contrário for especificado, a sociedade
em causa e aquela a que pertence a pessoa que faz juízo. Quando afirmo «Hitler
agiu erradamente» quero dizer de acordo com os padrões da minha sociedade».
o mito da objectividade afirma
que as coisas podem ser um bem ou um mal de uma forma absoluta e não
relativamente a esta ou àquela cultura. Mas como poderemos saber o que é um bem
ou o que é um mal em termos absolutos? Como poderíamos argumentar a favor desta
ideia sem pressupor os padrões da nossa sociedade?
As pessoas que falam do bem e do
mal de forma absoluta consideram as normas que lhes foram ensinadas como factos
objectivos. Essas pessoas necessitam de estudar antropologia, ou de viver algum
tempo numa cultura diferente.
Quando adoptei o relativismo
cultural tomei-me mais receptiva a aceitar outras culturas. Como muitos outros
estudantes, eu partilhava a típica atitude «nós estamos certos e eles errados».
Lutei arduamente contra isto. Apercebi-me de que o outro lado não está errado»
mas que é apenas «diferente». Temos, por isso, que considerar os
outros a partir do seu próprio ponto de vista; ao critica-los, limitamo-nos a
impor-lhes padrões que a nossa própria sociedade construiu. Nós, os
relativistas culturais, somos mais tolerantes.”
HARRY GENSLER, Introdução à Ética
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O problema da subjetividade e objetividade dos valores,
Os Valores: Análise e Compreensão da Experiência Valorativa
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
sábado, 21 de janeiro de 2012
Relativismo cultural
Ana Relativista
“Fui educada para acreditar que a moral se refere a factos objectivos. Tal como a neve é branca, também o infanticídio é um mal. Mas as atitudes variam em função do espaço e do tempo. As normas que aprendi são as normas da minha própria sociedade; outras sociedades possuem diferentes normas. A moral é uma construção social. Tal como as sociedades criam diversos estilos culinários e de vestuário, também criam códigos morais distintos. [... ]
Considere a minha crença de que o infanticídio é um mal. Ensinaram-me isto como se se tratasse de um padrão objectivo. Mas não é; é apenas aquilo que defende a sociedade a que pertenço. Quando afirmo «o infanticídio e um mal» quero dizer que a minha sociedade desaprova essa prática e nada mais. Para os antigos romanos, por exemplo, o infanticídio era um bem. Não tem sentido perguntar qual das perspectivas é «correcta». Cada um dos pontos de vista é relativo à sua cultura, e o nosso é relativo à nossa. Não existem verdades objectivas acerca do bem ou do mal. [... ] «Mal» é um termo relativo. Deixem-me explicar o que isto significa. Quero dizer que nada está absolutamente «à esquerda», mas apenas «à esquerda deste ou daquele» objecto. Do mesmo modo, nada e um mal em absoluto, mas apenas um mal nesta ou naquela sociedade em particular. [... ]
Podemos expressar esta perspectiva claramente através de uma definição: «x e um bem» significa «a maioria (na sociedade em questão) aprova x». Outros conceitos morais como «mal» ou «correcto» podem ser definidos da mesma forma. Note-se ainda a referência a uma sociedade especifica. Excepto se o contrário for especificado, a sociedade em causa e aquela a que pertence a pessoa que faz juízo. Quando afirmo «Hitler agiu erradamente» quero dizer de acordo com os padrões da minha sociedade».
o mito da objectividade afirma que as coisas podem ser um bem ou um mal de uma forma absoluta e não relativamente a esta ou àquela cultura. Mas como poderemos saber o que é um bem ou o que é um mal em termos absolutos? Como poderíamos argumentar a favor desta ideia sem pressupor os padrões da nossa sociedade?
As pessoas que falam do bem e do mal de forma absoluta consideram as normas que lhes foram ensinadas como factos objectivos. Essas pessoas necessitam de estudar antropologia, ou de viver algum tempo numa cultura diferente.
Quando adoptei o relativismo cultural tomei-me mais receptiva a aceitar outras culturas. Como muitos outros estudantes, eu partilhava a típica atitude «nós estamos certos e eles errados». Lutei arduamente contra isto. Apercebi-me de que o outro lado não está errado» mas que é apenas «diferente». Temos, por isso, que considerar os outros a partir do seu próprio ponto de vista; ao critica-los, limitamo-nos a impor-lhes padrões que a nossa própria sociedade construiu. Nós, os relativistas culturais, somos mais tolerantes.”
HARRY GENSLER,
Introdução à Ética
Concordas com a concepção que a Ana Relativista tem da tolerância entre culturas?
ÉTICA E SUBJETIVISMO
ÉTICA E SUBJETIVISMO
Ana Subjectivista
Chamo-me Ana Subjectivista. Adoptei o subjectivismo ao compreender que a moral é profundamente emocional e pessoal.
O ano passado frequentei com alguns amigos um curso de antropologia. Acabámos por aceitar o relativismo cultural — a perspectiva de que o bem e o mal são relativos a cada cultura, que "bem" significa "socialmente aprovado". Mais tarde, descobri que o relativismo cultural enfrenta um problema, nomeadamente o de nos negar a liberdade para formarmos os nossos próprios juízos morais. Sucede que a liberdade moral é algo a que atribuo muita importância.
O relativismo cultural obriga-me a aceitar todos os valores da sociedade. Admitamos que descobri que a maior parte das pessoas aprova acções racistas; terei então de concluir que o racismo é um bem. Estaria a contradizer-me se dissesse "O racismo é socialmente aprovado embora não seja um bem". Como o relativismo cultural impõe as respostas do exterior, negando a liberdade de pensamento em questões morais, passei a considerá-lo repulsivo.
O subjectivismo sustenta que as verdades morais são relativas ao indivíduo. Se eu gosto de X e você não, então "X é um bem" é verdade para mim mas falso para si. Usamos a palavra "bem" para falar dos nossos sentimentos positivos. Nada é um bem ou um mal em si mesmo, independentemente dos nossos sentimentos. Os valores apenas existem como preferências de pessoas individuais. Você tem as suas preferências e eu as minhas; nenhuma preferência é objectivamente correcta ou incorrecta. Esta ideia tornou-me mais tolerante a respeito das pessoas com sentimentos diferentes e, portanto, com diferentes crenças morais.
Harry Gensler
Que objecções se podem colocar ao subjectivismo moral?
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10º ano,
Argumentos subjetivismo/ relativismo e objetivismo,
O problema da subjetividade e objetividade dos valores,
Os Valores: Análise e Compreensão da Experiência Valorativa,
Relativismo cultural
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Relativismo ético
Segundo a antropóloga Ruth Benedict, sempre que morria um membro da tribo Kwakiutl, do noroeste americano, os familiares enlutados saíam em busca de membros de outras tribos para os matar. Para eles, a morte era uma afronta que devia ser vingada pela morte de outra pessoa. Assim, quando a irmã do chefe da tribo morreu, este matou sete homens e duas crianças de outra tribo que nada tinham a ver com o acontecimento.
domingo, 16 de janeiro de 2011
Relativismo moral
Ana Relativista
“Fui educada para acreditar que a moral se refere a factos objectivos. Tal como a neve é branca, também o infanticídio é um mal. Mas as atitudes variam em função do espaço e do tempo. As normas que aprendi são as normas da minha própria sociedade; outras sociedades possuem diferentes normas. A moral é uma construção social. Tal como as sociedades criam diversos estilos culinários e de vestuário, também criam códigos morais distintos. [... ]
Considere a minha crença de que o infanticídio é um mal. Ensinaram-me isto como se se tratasse de um padrão objectivo. Mas não é; é apenas aquilo que defende a sociedade a que pertenço. Quando afirmo «o infanticídio e um mal» quero dizer que a minha sociedade desaprova essa prática e nada mais. Para os antigos romanos, por exemplo, o infanticídio era um bem. Não tem sentido perguntar qual das perspectivas é «correcta». Cada um dos pontos de vista é relativo à sua cultura, e o nosso é relativo à nossa. Não existem verdades objectivas acerca do bem ou do mal. [... ] «Mal» é um termo relativo. Deixem-me explicar o que isto significa. Quero dizer que nada está absolutamente «à esquerda», mas apenas «à esquerda deste ou daquele» objecto. Do mesmo modo, nada e um mal em absoluto, mas apenas um mal nesta ou naquela sociedade em particular. [... ]
Podemos expressar esta perspectiva claramente através de uma definição: «x e um bem» significa «a maioria (na sociedade em questão) aprova x». Outros conceitos morais como «mal» ou «correcto» podem ser definidos da mesma forma. Note-se ainda a referência a uma sociedade especifica. Excepto se o contrário for especificado, a sociedade em causa e aquela a que pertence a pessoa que faz juízo. Quando afirmo «Hitler agiu erradamente» quero dizer de acordo com os padrões da minha sociedade».
o mito da objectividade afirma que as coisas podem ser um bem ou um mal de uma forma absoluta e não relativamente a esta ou àquela cultura. Mas como poderemos saber o que é um bem ou o que é um mal em termos absolutos? Como poderíamos argumentar a favor desta ideia sem pressupor os padrões da nossa sociedade?
As pessoas que falam do bem e do mal de forma absoluta consideram as normas que lhes foram ensinadas como factos objectivos. Essas pessoas necessitam de estudar antropologia, ou de viver algum tempo numa cultura diferente.
Quando adoptei o relativismo cultural tomei-me mais receptiva a aceitar outras culturas. Como muitos outros estudantes, eu partilhava a típica atitude «nós estamos certos e eles errados». Lutei arduamente contra isto. Apercebi-me de que o outro lado não está errado» mas que é apenas «diferente». Temos, por isso, que considerar os outros a partir do seu próprio ponto de vista; ao critica-los, limitamo-nos a impor-lhes padrões que a nossa própria sociedade construiu. Nós, os relativistas culturais, somos mais tolerantes.”
HARRY GENSLER,
Introdução à Ética
Concordas com a concepção que a Ana Relativista tem da tolerância entre culturas?
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
A natureza dos valores
Paisagem, Arpad Szenes
Os valores resultam de uma apreciação do sujeito ou existem independentemente do sujeito e valem por si próprios?
Duas respostas possíveis: Subjectivismo axiológico e Objectivismo axiológico.
Conseguem estas posições explicar a natureza dos valores ? Serão estas posições redutoras?
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