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domingo, 1 de junho de 2014

A Vida imita a Arte muito mais do que a Arte imita a Vida


Claude Monet

Um interessante excerto de um diálogo: O Declínio da Mentira, da obra Intenções: Quatro Ensaios sobre Arte de Oscar Wilde, com tradução de António M. Feijó



CYRIL (…) Mas a fim de evitar qualquer erro, quero que me digas, em poucas palavras, as doutrinas desta nova estética.

VIVIAN  Ei-las, então, em poucas palavras. A Arte não é expressão de nada a não ser de si mesma. Tem uma vida independente, tal como o Pensamento a tem, e desenvolve-se estritamente por caminhos próprios. Não é necessariamente realista numa época de realismo, nem espiritual numa época de fé. Longe de ser uma criação do seu tempo, está normalmente em oposição frontal a ele, e a única história que preserva para nós é a história da sua própria evolução. Por vezes, retrocede sobre si mesma (…). Noutras alturas, antecipa por completo a sua época, e produz num dado século oras que exigirão um outro século para serem percebidas, apreciadas e fruídas. (…)

domingo, 25 de maio de 2014

Será que há critérios ou princípios críticos universais?


Leonardo da Vinci, Gioconda

A avaliação da arte

A questão da avaliação da arte diz respeito aos critérios usados pela crítica para classificar uma dada obra como boa ou má, magnífica ou vulgar, bonita ou feia, etc. Será que há critérios ou princípios críticos universais? Como se adivinha, aqueles que defendem que o valor da arte é instrumental, encontram aí o fundamento para um critério geral de avaliação. Por exemplo, quem defende o cognitivismo tem como critério geral de avaliação a maior ou menor capacidade de uma dada obra de arte para nos proporcionar conhecimento. Esta é uma perspetiva universalista.

O Crítico como Artista


Van Gogh


ERNEST A mais alta crítica é então mais criativa que a criação, e o fim principal do crítico é ver o objeto em si como na realidade não é; parece-me ser esta a tua teoria.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

O problema da definição de arte - teorias


Vermeer, A Leiteira  (1688)

O que é a arte? Três teorias sobre um problema central da estética - Crítica

TEORIA DA ARTE COMO IMITAÇÃO

Esta é uma das mais antigas teorias da arte. Foi, aliás, durante muito tempo aceite pelos próprios artistas como inquestionável. A definição que constitui a sua tese central é a seguinte:

O juízo de gosto segundo Kant


Naufrágio, Turner

"Esta tempestade no mar é sublime", não é uma opinião pessoal.


O primeiro lugar-comum do gosto está contido na proposição com a qual cada pessoa sem gosto pensa precaver-se contra a censura: cada urna tem o seu próprio gosto. Isto equivale dizer que o princípio determinante deste juízo é simplesmente subjetivo (deleite ou dor) e que o juízo não tem nenhum direito ao necessário assentimento dos outros.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

O padrão do gosto


Rembrandt

O sentimento está sempre certo – porque o sentimento não tem outro referente senão ele mesmo e é sempre real, quando alguém tem consciência dele. Mas nem todas as determinações do entendimento são certas, porque têm como referente algumas coisas para além delas mesmas, a saber, os factos reais e nem sempre são conformes a esse padrão.

O Gosto e a Beleza


Caravaggio

As teorias baseadas na subjetividade do gosto

1. Algumas explicações caracterizam-se por definir as noções de "bom" (esteticamente) e de "valor estético" em termos dos estados psicológicos dos sujeitos. [...] Daí que o valor estético não seja uma qualidade percetível nos objetos, como a cor ou a dimensão, mas sim uma relação que consiste no facto de alguém tomar uma atitude determinada a respeito deles. A tarefa da avaliação da arte reduz-se inteiramente à manifestação dos nossos gostos e preferências a respeito das obras de arte.

O problema da natureza dos juízos estéticos


Vermeer

domingo, 4 de maio de 2014

A atitude estética



A atitude estética, ou a «forma estética de contemplar o mundo», é geralmente contraposta à atitude prática, na qual só interessa a utilidade do objecto em questão. O verdadeiro negociante de terrenos que contempla uma paisagem só a pensar no possível valor monetário do que vê não está a contemplar esteticamente a paisagem. Para a contemplar dessa maneira teria de «a observar por observar», sem qualquer outra intenção — teria de saborear a experiência de observar a própria paisagem, tomando atenção aos seus detalhes, em vez de utilizar o objecto observado como um meio para atingir um certo fim.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Fotografia e pintura


Willy Ronis, O Nu Provençal, 1949

A fotografia e a pintura sempre tiveram destinos paralelos, conflituosos e complementares.
Muitas vezes, os primeiros fotógrafos são pintores reconvertidos, que manterão na sua prática os ensinamentos estéticos que receberam.

sábado, 6 de julho de 2013

O Crítico como Artista



Van Gogh


ERNEST A mais alta crítica é então mais criativa que a criação, e o fim principal do crítico é ver o objeto em si como na realidade não é; parece-me ser esta a tua teoria.

Partie d’échecs


Vieira da Silva, Partie d'échecs

Para quem gosta de se interrogar sobre a arte, a Partie d’échecs adquire valor exemplar.
Primeiro o quadro fascina-nos, no sentido em que o nosso olhar é irresistivelmente atraído pelo tabuleiro em si, mesmo ao meio, real e exato. Mas mal mergulhamos nele que, do centro da sua teia, a feiticeira nos retem num universo que lhe é próprio. A partir do tabuleiro, com minuciosas construções, ou como temas que, em música, prosseguissem incansavelmente a mesma toada, os quadrados escapam, devoram os personagens entrevistos, cobrem infinitamente todo o horizonte.

sábado, 29 de junho de 2013

Podem as emoções funcionar cognitivamente na interpretação da obra de arte?


Degas, Waiting


Num lado colocamos a sensação, perceção, inferência, conjetura, toda a inspeção e investigação fria, facto e verdade; no outro prazer, dor, interesse, satisfação, desapontamento, toda a resposta afetiva tonta, gostar e detestar. De uma forma muitíssimo eficiente, isto impede-nos de ver que na nossa experiencia estética as emoções funcionam cognitivamente.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

quarta-feira, 26 de junho de 2013

O Belo, A Moda e a Felicidade




Esta é na verdade uma bela ocasião para estabelecer uma teoria racional e histórica do belo, em oposição à teoria do belo único e absoluto; para mostrar que o belo é sempre, inevitavelmente, de dupla composição, se bem que a impressão que produz seja una; porque a dificuldade de discernir os elementos variáveis do belo na unidade da impressão em nada infirma a necessidade da variedade na sua composição. 

sexta-feira, 14 de junho de 2013

"A cadeira amarela" de Van Gogh





No chão de tijoleira rústica,
rusticamente empalhada, e amarela sobre
a tijoleira recozida e gasta.
No assento da cadeira, um pouco de tabaco num papel
ou num lenço (tabaco ou não?) e um cachimbo,

Toda a arte é completamente inútil





O artista é o criador de coisas belas.
O objetivo da arte é revelar a arte e ocultar o artista.
O crítico é aquele que sabe traduzir de outro modo para um novo material a sua impressão das coisas belas. 

domingo, 9 de junho de 2013

A Vida imita a Arte muito mais do que a Arte imita a Vida




Um interessante excerto de um diálogo: O Declínio da Mentira, da obra Intenções: Quatro Ensaios sobre Arte de Oscar Wilde, com tradução de António M. Feijó



CYRIL (…) Mas a fim de evitar qualquer erro, quero que me digas, em poucas palavras, as doutrinas desta nova estética.

VIVIAN  Ei-las, então, em poucas palavras. A Arte não é expressão de nada a não ser de si mesma. Tem uma vida independente, tal como o Pensamento a tem, e desenvolve-se estritamente por caminhos próprios. Não é necessariamente realista numa época de realismo, nem espiritual numa época de fé. Longe de ser uma criação do seu tempo, está normalmente em oposição frontal a ele, e a única história que preserva para nós é a história da sua própria evolução. Por vezes, retrocede sobre si mesma (…). Noutras alturas, antecipa por completo a sua época, e produz num dado século oras que exigirão um outro século para serem percebidas, apreciadas e fruídas. (…)

sábado, 8 de junho de 2013

Será que há critérios ou princípios críticos universais?




A avaliação da arte

A questão da avaliação da arte diz respeito aos critérios usados pela crítica para classificar uma dada obra como boa ou má, magnífica ou vulgar, bonita ou feia, etc. Será que há critérios ou princípios críticos universais? Como se adivinha, aqueles que defendem que o valor da arte é instrumental, encontram aí o fundamento para um critério geral de avaliação. Por exemplo, quem defende o cognitivismo tem como critério geral de avaliação a maior ou menor capacidade de uma dada obra de arte para nos proporcionar conhecimento. Esta é uma perspetiva universalista.

O valor da arte




 O valor da Arte

Centrando-nos apenas no problema do valor da arte, é possível encontrar dois grupos de teorias: as instrumentalistas e as não instrumentalistas. As instrumentalistas defendem que a arte é valiosa por ser um meio para certos fins que consideramos importantes e valiosos. (…) As não instrumentalistas defendem que a arte tem valor autónomo, isto é, o seu valor intrínseco, dado ser independente de quaisquer fins.
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